<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-6756966</id><updated>2011-04-21T17:55:54.894-03:00</updated><title type='text'>Opiniudo</title><subtitle type='html'>Blog de um cara opiniudo, que se mete a falar de tudo (como literatura, cinema, música, internet etc.), mesmo sem entender de nada. Esse termo eu plagiei da minha amiga &lt;a href="http://www.annacarol.com"&gt;Carol&lt;/a&gt;, porque achei bonitinho. :) E também roubei muitas idéias do meu amigo &lt;a href="http://butuca.blogspot.com"&gt;Perret&lt;/a&gt; para fazer o blog. ;)</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://opiniudo.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6756966/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://opiniudo.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>Pedro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14345443172942115472</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>98</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6756966.post-109285134940481138</id><published>2004-08-18T14:39:00.000-03:00</published><updated>2004-08-18T15:00:32.073-03:00</updated><title type='text'>Ao Vencedor as Batatas</title><content type='html'>A ironia de &lt;b&gt;Quincas Borba&lt;/b&gt; parece extremamente adequada para a cobertura dos jogos olímpicos. Claro que a imprensa se amarra num oba-oba, isso todo mundo sabe e nunca foi novidade. Mas a distância entre o céu e o inferno parece ser tão pequena para ser ignorada por quem está do lado de fora, que nossos condoreiros iluminados fazem questão de nos lembrar, mostrando que a distância entre um cara dedicado, bom moço, bom filho, filantropo, angelical e um outro revoltado, inconseqüente, vagabundo, preguiçoso, marginal se resume, apenas, ao resultado de uma determinada prova. Num centésimo de segundo, de repente, adjetivos viram abóbora. As batatas fazem, sim, uma enorme diferença.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E, como disse o próprio Machado de Assis, "mas será que essa gente [da imprensa] não percebe que Rubião teve as batatas mas não venceu nada?" (ou algo do tipo, não me lembro das palavras exatas e estou sem meu livro de cartas à mão).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6756966-109285134940481138?l=opiniudo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6756966/posts/default/109285134940481138'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6756966/posts/default/109285134940481138'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://opiniudo.blogspot.com/2004_08_01_archive.html#109285134940481138' title='Ao Vencedor as Batatas'/><author><name>Pedro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14345443172942115472</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6756966.post-109239871004219471</id><published>2004-08-13T09:02:00.000-03:00</published><updated>2004-08-13T09:05:10.043-03:00</updated><title type='text'>Frase da Semana</title><content type='html'>"Ultimamente até mulher anda pegando mais mulher do que eu!!!" - Sirius (vulgo Libanius, Emiradosarabesunidius, Israelius, Arabiasauditius, Jordanius, Iranius, Iraquius etc.)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como eu comentei com o &lt;a href="http://darkcomedy.blogspot.com/" target="_blank"&gt;Luis&lt;/a&gt;, tive uma impressão muito parecida quando estudei na Letras. Convenhamos, pessoal... tem mulher que sabe pegar mulher muito melhor que homem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6756966-109239871004219471?l=opiniudo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6756966/posts/default/109239871004219471'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6756966/posts/default/109239871004219471'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://opiniudo.blogspot.com/2004_08_01_archive.html#109239871004219471' title='Frase da Semana'/><author><name>Pedro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14345443172942115472</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6756966.post-109235815273046038</id><published>2004-08-12T21:42:00.000-03:00</published><updated>2004-08-12T21:49:12.730-03:00</updated><title type='text'>Mistérios da Segurança</title><content type='html'>Eu estava olhando as orientações da caixinha de pânico do Metrô, em que você pode se comunicar com a cabine em caso de emergência. Lá diz algo do tipo "fale claramente e siga exatamente as instruções que lhe forem dadas". Na boa, quem é que, em caso de um acidente ou coisa que o valha, vai conseguir chegar naquele bagulho e falar &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;claramente&lt;/span&gt;? Não vou nem comentar a pretensão de querer que a galera siga exatamente as instruções que forem dadas, o que mais me impressionou foi o imperativo de falar de forma clara. Sim, claro...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6756966-109235815273046038?l=opiniudo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6756966/posts/default/109235815273046038'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6756966/posts/default/109235815273046038'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://opiniudo.blogspot.com/2004_08_01_archive.html#109235815273046038' title='Mistérios da Segurança'/><author><name>Pedro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14345443172942115472</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6756966.post-109231338687686721</id><published>2004-08-12T09:06:00.000-03:00</published><updated>2004-08-12T09:28:51.383-03:00</updated><title type='text'>Observações 485ísticas</title><content type='html'>&lt;ul&gt;   &lt;li&gt;Todo mundo é malandro no 485. Basta o ônibus parar no ponto para as pessoas se ensaboarem, passarem entre buracos pequenos, furarem fila olhando para cima ou para os lados como se nada estivessem fazendo, ou, simplesmente, empurrar mesmo, na maior cara de pau. Ver universitários, mestres e doutores fazendo esse tipo de coisa não deixa de ser uma observação interessante a respeito da fragilidade da dignidade humana.&lt;/li&gt;   &lt;li&gt;Não existe feminismo no 485. Mesmo as mais indignadas com o machismo inconseqüente do "primeiro as damas" mandam às favas suas convicções e são as primeiras a esquecer os sutiãs queimados em praça pública. Querem mais é ser as primeiras e que se danem os outros.&lt;/li&gt;   &lt;li&gt;Por que será que em início de período o 485 é sempre mais lotado? Será que as pessoas só aprendem a matar aula quando entram para a faculdade? Será que calouro gosta tanto de assistir aula assim?&lt;/li&gt;   &lt;li&gt;Por falar em início de período, parece que sempre que o semestre começa, os papos mais freqüentes no 485 são vestibular e trote. Um geralmente na ida e, o outro, na volta.&lt;br /&gt; &lt;/li&gt;   &lt;li&gt;Por que diabos sempre tem um amontoado de retardados na &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;porta &lt;/span&gt;do ônibus se eles &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;não vão descer&lt;/span&gt; no primeiro ponto? É tão difícil ser um pouquinho menos afobadinho?&lt;/li&gt;   &lt;li&gt;Evite segurar a mochila (bolsa etc.) de uma mulher bonita no 485. Primeiro, porque ela vai se achar (em geral muito mais do que merece, por sinal). Segundo, porque ela vai te olhar como se você não estivesse fazendo mais do que a sua obrigação. E terceiro porque normalmente vai ser muito peso (principalmente se for do CCS).&lt;/li&gt;   &lt;li&gt;É incrível, mas ainda existe gente que pega o 485 para ir a lugares como Laranjeiras, Botafogo e Leopoldina, mesmo em horários de pico. Pobres almas desinformadas. Já cansei de ver gente tendo de saltar no Catumbi por causa disso.&lt;/li&gt;   &lt;li&gt;Um teorema famoso (&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Teorema do Perdeu Playboy&lt;/span&gt;) diz que a probabilidade de um 485 com ar condicionado (vulgo "Clima de Montanha") passar é diretamente proporcional ao tamanho do seu atraso. Um lema relacionado diz que &lt;span style="font-style: italic;"&gt;p&lt;/span&gt; tende a 1.0 quando se trata de uma prova. E um corolário diz que ele vai estar lotado.&lt;/li&gt; &lt;/ul&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6756966-109231338687686721?l=opiniudo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6756966/posts/default/109231338687686721'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6756966/posts/default/109231338687686721'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://opiniudo.blogspot.com/2004_08_01_archive.html#109231338687686721' title='Observações 485ísticas'/><author><name>Pedro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14345443172942115472</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6756966.post-109200165033652067</id><published>2004-08-08T18:39:00.000-03:00</published><updated>2004-08-08T19:07:03.013-03:00</updated><title type='text'>Orkutmania</title><content type='html'>Ultimamente tenho recebido convites para vários sites estilo Orkut. Antes mesmo da febre do Orkut existiam outros, é sabido. Mas não costumo me animar com a multiplicidade de novas ferramentas da Internet.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mensagem instantânea é um exemplo... uso o ICQ há muito tempo, e nunca tive muita vontade de usar MSN e Yahoo Messenger. Conheço pessoas que usam os três simultaneamente... acredito que cada um tenha suas vantagens e desvantagens e que, de repente, é até vantajoso usar todos eles, mas não tenho tamanha disposição.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Meu comodismo, em geral, fala mais alto. Não me dá vontade de usar tantas coisas assim, ou mesmo motivação... uma só já me basta. De qualquer maneira, não acredito que todas essas redes sociais durem por tanto tempo assim.&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6756966-109200165033652067?l=opiniudo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6756966/posts/default/109200165033652067'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6756966/posts/default/109200165033652067'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://opiniudo.blogspot.com/2004_08_01_archive.html#109200165033652067' title='Orkutmania'/><author><name>Pedro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14345443172942115472</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6756966.post-109166709168012220</id><published>2004-08-04T21:50:00.000-03:00</published><updated>2004-08-04T22:00:56.696-03:00</updated><title type='text'>Algumas Coisas que me Deixam Puto (ou "Ainda as Rabugices")</title><content type='html'>* Gente que não dá descarga no banheiro. Foda-se se você tem nojo de tocar na descarga, eu tenho muito mais daquilo que você fez na privada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;* Gente que não lava as mãos depois de usar o banheiro. Outro dia eu estava feliz e contente no banheiro passando fio dental e escovando os dentes e, quando estou no final de tudo, ouço um sonoro "chuá" (o cara deu descarga, muito bem!) e a porta se abrindo. Não é que o vagabundo saiu do banheiro direto? Já seria nojento se fosse uma coisa, mas pelo tempo em que ele ficou lá, era outra! Depois daquilo eu fiquei com certo medo de apertar as mãos das pessoas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;* Nego que fica namorando o poste de ferro do metrô. Por favor, qual é a necessidade de agarrar aquilo, se esfregar e dizer "vem que você é meu"? Com 34095348967957349579563487563 de pessoas no vagão, sempre tem um fidasputa que resolve namorar com o poste e ainda fica puto se você tenta segurar. Então leva pra casa e enfia...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;* Vagabundo que só sabe sentar de pernas abertas no ônibus. Hoje mesmo tinha um maluco ocupando quase duas cadeiras... e nada do safado recolher as pernas mesmo eu empurrando dum lado. Mas teve uma vez que isso aconteceu e era uma mulher (nesse caso nem há a desculpa anatômica). &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;* Gente que anda de lado, olhando para as vitrines (no Centro, ainda por cima) e esquecem de que existe um Universo inteiro em sua volta. E o pior: são normalmente as pessoas que reclamam quando acontecem trombadas, como se não tivessem qualquer culpa!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;* Pessoas que andam com guarda-chuva aberto debaixo de marquises em dias de chuva e, ainda por cima, te empurram para fora com suas armas pontiagudas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;* Caras que saem correndo para pegar o metrô que está chegando na estação mesmo sem terem comprado ingresso. Será que eles não percebem o quanto isso é estúpido? Cara, você ainda não comprou a porra do ingresso, é humanamente impossível conseguir pegar esse trem, espera o próximo!!!&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6756966-109166709168012220?l=opiniudo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6756966/posts/default/109166709168012220'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6756966/posts/default/109166709168012220'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://opiniudo.blogspot.com/2004_08_01_archive.html#109166709168012220' title='Algumas Coisas que me Deixam Puto (ou &quot;Ainda as Rabugices&quot;)'/><author><name>Pedro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14345443172942115472</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6756966.post-109150103418137144</id><published>2004-08-02T23:19:00.000-03:00</published><updated>2004-08-02T23:43:54.180-03:00</updated><title type='text'>Festas Jun(l)inas</title><content type='html'>Agora que o período passou, creio que já posso escrever a respeito. Julgo ter um certo trauma desse tipo de festa. Nada muito importante e, tampouco, compreensível. Bobeira das maiores, mesmo. Mas pequenas histórias são feitas de coisas irrelevantes pois, do contrário, viram tema de livro de filosofia ultra-neo-pós-platônico-nietzscheniano-kantiano-agamenonmendespedreiriano ou então já teriam sido um esquete do Monty Python. Como tais possibilidades não se aplicam a este caso...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lembro-me, criança, quando morava em frente à igreja de São Judas Tadeu, no Cosme Velho, das festas jun(l)inas que lá aconteciam. Da visão das paredes queimadas e do cheio das velas que tais queimaduras provocavam. A sensação era de estar numa catacumba, participando, ao vivo e a (falta de) cores, de um filme de terror.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para piorar, quando se é o mais novo entre a turma, tudo vira um filme de terror, independente do cenário. Experimentem participar de um "pique-rasteira" em tais condições cinematográficas (ainda mais à revelia). Cair de cara na cera também não chega a ser uma experiência das mais edificadoras da nossa existência.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Igrejas em geral são cenários assustadores. Não só pela composição de masmorra como, também, pelas figuras sacras. Esculturas que transbordam em expressões de dor, sofrimento e tristeza encaradas por olhos com 6 ou menos anos de vida são perturbadoras. Olhares reprovadores, intensos, quase agressivos, como se lhe desejassem culpar de algo pelo que você nem teve tempo de ser culpado. Julgado e sentenciado pelas obras divinas, que maneira de começar a encarar religião tão novo na vida. Mas se a canjica estiver boa, pelo menos a coisa melhora um pouco de figura.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E, no final das contas, as festas jun(l)inas em nada são culpadas de tais traumas. Embora a associação do cheio de vela queimada com bandeirolas não deixe ser instintiva. Culpe-se o Papai Noel pelos 40 graus do verão e estaremos todos quites.&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6756966-109150103418137144?l=opiniudo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6756966/posts/default/109150103418137144'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6756966/posts/default/109150103418137144'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://opiniudo.blogspot.com/2004_08_01_archive.html#109150103418137144' title='Festas Jun(l)inas'/><author><name>Pedro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14345443172942115472</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6756966.post-109138250225569577</id><published>2004-08-01T14:18:00.000-03:00</published><updated>2004-08-01T14:48:22.256-03:00</updated><title type='text'>Fahrenheit 11 de Setembro ("Fahrenheit 9/11", de Michael Moore)</title><content type='html'>&lt;img src="http://images.rottentomatoes.com/images/movie/allposters/153/931054_rt.jpg" align="left"&gt;Acho que a coisa mais difícil de falar sobre esse filme é o nome... nunca sei como escrever "Fahrenheit", desde os tempos das aulas de Física no colégio. Por falar no título, alguém sabe por que diabos o título em português não ficou "Fahrenheit 11/9"? Que coisa lamentável...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Michael Moore sabe muito bem como manipular as informações para seu proveito e também se utiliza constantemente de apelos ao emocional do público para emendar as mensagens que deseja passar. Já havia feito isso (até de maneira exagerada) no excelente &lt;b&gt;Tiros em Columbine&lt;/b&gt;, e volta a fazê-lo neste.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas se alguém merece os créditos pelos melhores momentos deste filme, este alguém é George W. Bush. Chega a ser doloroso ouvi-lo falando suas idiotices... vendo-o por alguns segundos você já fica com a impressão de que ele é um retardado mental (no sentido literal), um autista, sei lá.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Além dos momentos de palhaçada involuntária do incapaz Bushinho, o filme ainda faz algumas denúncias muito graves ao alto escalão do governo que giram em torno, basicamente, da grana dos árabes (aí incluída a família Bin Laden) aplicada em bancos, empresas e governo americanos. A cena da embaixada saudita é memorável.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E como sempre faz, Moore também dispara contra a imprensa, inclusive dando um tapa na cara do orgulho de liberdade dos americanos: "ainda bem que vivemos num país em que a imprensa é livre para falar o que quiser" é uma das ironias mais fortes do filme que pode passar despercebida, mesmo com as imagens explícitas que a seguem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Algumas declarações dos soldados americanos também são chocantes, não só as do tipo "rambo" ou "eu sou fodão" como as que soam como crianças indefesas e perdidas. Interessante ver o ponto de vista dos peões do xadrez e ver como elas diferem tanto de um momento para outro da guerra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Achei o filme muito bom, embora não tenha gostado do apelo sentimental que, volta e meia, Moore lança mão para passar sua mensagem democrata. Mas este tipo de filme é necessário, não apenas para o público americano como, também, para todo mundo. E esse tipo de cara chato como o Moore também é fundamental para qualquer democracia, ainda que os EUA pareçam se considerar uma democracia ditatorial por designação divina incontestável.&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6756966-109138250225569577?l=opiniudo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6756966/posts/default/109138250225569577'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6756966/posts/default/109138250225569577'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://opiniudo.blogspot.com/2004_08_01_archive.html#109138250225569577' title='&lt;a href=&quot;http://www.imdb.com/title/tt0361596/&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;Fahrenheit 11 de Setembro&lt;/a&gt; (&quot;Fahrenheit 9/11&quot;, de Michael Moore)'/><author><name>Pedro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14345443172942115472</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6756966.post-109111514010337948</id><published>2004-07-29T12:28:00.000-03:00</published><updated>2004-07-29T12:33:00.586-03:00</updated><title type='text'>Férias</title><content type='html'>Inspirado pela época do ano, resolvi me dar férias nesta semana final de julho. Tão logo agosto chegue eu estarei de volta com as minhas baboseiras de costume...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enquanto isso, aproveitem para se cadastrar no &lt;a href="http://www.abcdefghijklmnopqrstuvwxyzabcdefghijklmnopqrstuvwxyzabcdefghijk.com/" target="_blank"&gt;maior endereço de e-mail do mundo&lt;/a&gt;, é gratuito (dica do Nemir).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;OBS: Maldito Blogger... mudaram a porcaria da interface de publicação e agora tá tudo bagunçado e sem funcionar direito no Firefox, já perdi alguns posts por causa disso (inclusive este, que estou digitando pela terceira vez, ainda bem que é pequeno). Bem que eu desconfiava, eles estavam mudando a toda hora até encontrar uma maneira de só fazer funcionar no Exploder. Malditos sejam, que queimem eternamente no inferno!&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6756966-109111514010337948?l=opiniudo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6756966/posts/default/109111514010337948'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6756966/posts/default/109111514010337948'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://opiniudo.blogspot.com/2004_07_01_archive.html#109111514010337948' title='Férias'/><author><name>Pedro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14345443172942115472</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6756966.post-10907798029780141</id><published>2004-07-25T15:21:00.000-03:00</published><updated>2004-07-25T15:26:41.850-03:00</updated><title type='text'>Os Embalos de Sábado à Noite (ou seria "Domingo de Manhã"?)</title><content type='html'>&lt;img src="http://oglobo.globo.com/fotos/040725_capa_schumi_a.jpg"&gt;&lt;br /&gt;Schumacher e sua imitação de John Travolta.&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6756966-10907798029780141?l=opiniudo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6756966/posts/default/10907798029780141'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6756966/posts/default/10907798029780141'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://opiniudo.blogspot.com/2004_07_01_archive.html#10907798029780141' title='Os Embalos de Sábado à Noite (ou seria &quot;Domingo de Manhã&quot;?)'/><author><name>Pedro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14345443172942115472</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6756966.post-109053999733852830</id><published>2004-07-22T20:39:00.000-03:00</published><updated>2004-07-22T20:48:58.560-03:00</updated><title type='text'>Da Série "Rimas Idiotas" (ou "Crianças, Não Tentem Fazer Isso em Casa")</title><content type='html'>"&lt;em&gt;They told me he was bad&lt;br /&gt;But I knew he was sad&lt;/em&gt;"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- G. Morton, J. Barry, E. Greenwich &lt;em&gt;in&lt;/em&gt; &lt;b&gt;The Leader of the Pack&lt;/b&gt; (gravação The Sangri-Las, 1964).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esse é o exemplo clássico da rima mal feita, preguiçosa e acochambrada. A idéia construída ao longo da estrofe é mostrar que os conhecidos do eu-lírico estavam tentando convencê-la de que o rapaz por quem ela se apaixonara não era dos melhores, o que culmina com a frase &lt;em&gt;they told me he was bad&lt;/em&gt;. Sem saber o que rimar com isso, os compositores da música sacaram um &lt;em&gt;but I knew he was sad&lt;/em&gt; que, não só soa ridiculamente infantil e forçado como, também, não tem qualquer desenvolvimento para o resto da música! Poderia-se dizer que, no fundo, o segundo verso indica que o rapaz era um rebelde incompreendido e que, por isso, sentia-se infeliz por dentro contra a sociedade que o julgava e o discriminava. Mas, não! Isso nem sequer é mencionado depois, que é pra ficar claro como essa rima foi totalmente forçada. Por outro lado, se o objetivo era criar um clima "redação de primário", devo reconhecer que o sucesso foi absoluto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E até que a musiquinha não é das piores, com alguns elementos interessantes, como o coro não tradicional e a adição de motos e outros efeitos sonoros para compor a melodia. Mas não tem rimas das mais inspiradas, como pudemos notar pelo exemplo acima.&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6756966-109053999733852830?l=opiniudo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6756966/posts/default/109053999733852830'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6756966/posts/default/109053999733852830'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://opiniudo.blogspot.com/2004_07_01_archive.html#109053999733852830' title='Da Série &quot;Rimas Idiotas&quot; (ou &quot;Crianças, Não Tentem Fazer Isso em Casa&quot;)'/><author><name>Pedro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14345443172942115472</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6756966.post-109046102936202327</id><published>2004-07-21T22:46:00.000-03:00</published><updated>2004-07-21T22:52:40.530-03:00</updated><title type='text'>"So foul and fair a day I have not seen"</title><content type='html'>E a &lt;a href="http://opiniudo.blogspot.com/2004_06_01_opiniudo_archive.html#10866619206730788" target="_blank"&gt;profecia&lt;/a&gt; se concretiza...&lt;br /&gt;Mas não haverá bruxas em tal caminho, isso eu posso garantir!&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6756966-109046102936202327?l=opiniudo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6756966/posts/default/109046102936202327'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6756966/posts/default/109046102936202327'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://opiniudo.blogspot.com/2004_07_01_archive.html#109046102936202327' title='&quot;So foul and fair a day I have not seen&quot;'/><author><name>Pedro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14345443172942115472</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6756966.post-109036084033238626</id><published>2004-07-20T18:55:00.000-03:00</published><updated>2004-07-20T19:00:40.333-03:00</updated><title type='text'>Pergunta do Dia</title><content type='html'>Por que as pessoas que andam com guarda-chuva em dias de chuva fazem questão de andar embaixo das marquises e, pior ainda, expulsar aqueles que não têm guarda-chuva debaixo dela com suas armas pontiagudas ameaçadoras para que fiquem totalmente encharcados?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje, uma simpática senhora de idade quase me cegou com sua arma afiada.&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6756966-109036084033238626?l=opiniudo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6756966/posts/default/109036084033238626'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6756966/posts/default/109036084033238626'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://opiniudo.blogspot.com/2004_07_01_archive.html#109036084033238626' title='Pergunta do Dia'/><author><name>Pedro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14345443172942115472</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6756966.post-109027721898933411</id><published>2004-07-19T19:23:00.000-03:00</published><updated>2004-07-19T19:46:58.990-03:00</updated><title type='text'>Homem Aranha 2 ("Spider-Man 2", de Sam Raimi)</title><content type='html'>&lt;img src="http://images.rottentomatoes.com/images/movie/allposters/153/425243_rt.jpg" align="left" /&gt;Este é um daqueles filmes que muitas pessoas têm vergonha de gostar e, por isso, ficam inventando mil desculpas como uma forma de justificar o porquê de terem gostado. Não creio que isso seja necessário porque simplesmente não vejo nada de errado em afirmar que &lt;b&gt;Homem Aranha 2&lt;/b&gt; é, de fato, um bom filme. Na minha opinião é melhor que o primeiro, o qual achei apenas razoável.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt; Não vi muitas relações shakespearianas no enredo, como afirmou o crítico do GloboOn, até porque acho que, da forma como ele colocou, qualquer filme sobre qualquer dúvida a respeito de qualquer assunto seria uma influência de &lt;b&gt;Hamlet&lt;/b&gt; e o tão batido "ser ou não ser" (mas isso já é outra história).&lt;br /&gt; &lt;br /&gt; De maneira geral, achei o filme bem feito e realizado, conseguindo quase sempre escapar das obviedades e garantindo uma diversão inteligente. As atuações também seguram muito bem a onda da história e o roteiro é muito bem feito dentro do estilo em que se propõe. Só não gostei tanto dos efeitos especiais. Para a quantidade de dinheiro que gastaram e pelo que falaram tanto por aí, achei meio fraco. Em muitos pontos ficou parecendo um jogo de Playstation (e isso não é elogio).&lt;br /&gt; &lt;br /&gt; Mas para mim não importa se é um filme de efeitos especiais, sobre super-herói ou &lt;i&gt;blockbuster&lt;/i&gt; de verão, muito menos as influências pseudo-shakespearianas sobre Peter Parker. O que me interessa é que é um filme legal de que gostei e que vale a pena ser visto.&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6756966-109027721898933411?l=opiniudo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6756966/posts/default/109027721898933411'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6756966/posts/default/109027721898933411'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://opiniudo.blogspot.com/2004_07_01_archive.html#109027721898933411' title='&lt;a href=&quot;http://www.imdb.com/title/tt0316654/&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;Homem Aranha 2&lt;/a&gt; (&quot;Spider-Man 2&quot;, de Sam Raimi)'/><author><name>Pedro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14345443172942115472</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6756966.post-108985168791922879</id><published>2004-07-14T21:09:00.000-03:00</published><updated>2004-07-14T22:03:09.916-03:00</updated><title type='text'>Traduções, Versões e Agressões</title><content type='html'>Meu pai é jornalista, mas desde antes de eu nascer que ele faz traduções, muitas das quais bastante difíceis, indo desde o coloquial dos quadrinhos até romances com o inglês australiano do século XIX. Como cresci acostumado a ver todo o tipo de dificuldade em traduções, passei a, de certa forma, respeitar esse tipo de trabalho e até mesmo tolerar certos abusos que os tradutores cometem por vezes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas tudo tem seu limite. Não suporto tradução de poesia que quer manter ritmo e rima. Isso, pra mim, não só é uma pretensão e uma ingenuidade como, principalmente, uma agressão à obra original, uma falta de respeito. Por exemplo: no momento estou lendo o &lt;b&gt;Cyrano de Bergerac&lt;/b&gt; e várias das suas falas são em versos alexandrinos. O tradutor lança mão de cada subterfúgio esdrúxulo para manter a métrica e as rimas que, muitas vezes, eu não consigo prestar atenção no texto (até porque, de certa maneira, o que estou lendo não tem muito a ver com o que Rostand escreveu). Há desde coisas apenas incômodas, como o uso de palavras meio idiotas só para compor rimas ou a falta de coerência no estilo (por exemplo, uso de "pra" e "para" na mesma fala, dependendo da necessidade da métrica), até problemas graves, como o uso de segunda pessoa do plural no tratamento de uma criança. É muita apelação pro meu gosto!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E a coisa não melhora muito quando poetas consagrados se metem a fazer traduções de poesia, pelo contrário, tudo tende a piorar. Machado de Assis e Fernando Pessoa fizeram horrores como &lt;b&gt;O Corvo&lt;/b&gt; (&lt;b&gt;The Raven&lt;/b&gt;), de Edgar Allan Poe. A tradução do Machadão chega a ser ridícula. A do Pessoa é até boa dentro de tais limitações, mas é muito fraca justamente por macular o texto original e iludir o leitor, fazendo-o crer que está lendo uma coisa totalmente diferente. Inclusive a versão da edição da Aguilar de obras completas do Poe, que é de um tradutor de cujo nome não me lembro mas não é um poeta famoso, é a melhor das três, e ainda assim é forçada e dispensável. Puxa vida, como manter o mesmo ritmo se as línguas anglo-saxãs têm uma forma completamente diferente de fazer métrica em poesia em comparação às latinas??? É incoerência na própria essência.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aliás, isso não acontece apenas em poesia... ainda me lembro da minha mãe vociferando contra o Drummond (ou o Quintana, não lembro) por causa de uma tradução de Proust. Ela dizia que teve um parágrafo que ele simplesmente inventou a história, só porque provavelmente não sabia como traduzir, tal era a complexidade do texto. É por essas e outras que é arriscado ler traduções de bons escritores pois não têm o menor pudor em colocar para funcionar seu talento e macular ainda mais a obra original.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não vou nem entrar na questão de tradução da tradução, pois se em prosa isso já é temerário, em poesia, então, chega a ser cômico. Telefone sem fio, sabem como é? Pois é... Mas por que será, oh por quê?, que as pessoas ainda insistem em traduzir poesia com a pretensão de manter rimas e métrica? &lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6756966-108985168791922879?l=opiniudo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6756966/posts/default/108985168791922879'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6756966/posts/default/108985168791922879'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://opiniudo.blogspot.com/2004_07_01_archive.html#108985168791922879' title='Traduções, Versões e Agressões'/><author><name>Pedro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14345443172942115472</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6756966.post-108976611455296914</id><published>2004-07-13T21:27:00.000-03:00</published><updated>2004-07-13T21:48:34.553-03:00</updated><title type='text'>Senhor Burns e a NET</title><content type='html'>&lt;img src="http://img53.photobucket.com/albums/v163/opiniudo/mrburns.jpg" align="left"&gt;Ontem fui pedir à NET um ponto adicional aqui em casa e como eu já não sou muito fã de telefone (muito menos quando tenho de lidar com atendentes), resolvi testar o tal do &lt;em&gt;chat&lt;/em&gt; lá deles, até porque presume-se que, para atender alguém via computador, a pessoa deva ser, no mínimo, alfabetizada (não que isso seja muita vantagem também). Fora a espera considerável (uma meia hora), tudo correu razoavelmente bem, até porque eu não estava tentando cancelar nada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas o que me chamou a atenção mesmo foi a maneira como o cara respondia a minhas mensagens... sempre que eu confirmava alguma coisa do pedido (dados do titular, quantidade de pontos, forma de pagamento etc.) ele sempre respondia "Excelente". Afinal, quem é o maluco que fala assim? O único que já vi até hoje é o Senhor Burns, dos Simpsons. A cada "Excelente" dele eu lembrava da imagem clássica do Senhor Burns juntando os dedos das mãos, como na figura aí do lado. Será que ele agora está fazendo um bico na NET?&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6756966-108976611455296914?l=opiniudo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6756966/posts/default/108976611455296914'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6756966/posts/default/108976611455296914'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://opiniudo.blogspot.com/2004_07_01_archive.html#108976611455296914' title='Senhor Burns e a NET'/><author><name>Pedro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14345443172942115472</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6756966.post-108960132734577165</id><published>2004-07-11T23:58:00.000-03:00</published><updated>2004-07-12T00:15:57.810-03:00</updated><title type='text'>Igual a Tudo na Vida ("Anything Else", de Woody Allen)</title><content type='html'>&lt;img src="http://images.rottentomatoes.com/images/movie/allposters/153/anythingelse_thumb.jpg" align="left"&gt;Certa vez li, na revista Programa do JB, uma matéria tentando explicar por que os filmes do Woody Allen demoram tanto a passar no Brasil. Era a época da estréia de &lt;b&gt;Trapaceiros&lt;/b&gt;, que levou quase dois anos para chegar aqui. Nos melhores casos, um filme dele passa nos cinemas brasileiros quando um novo estréia nos EUA, o que nos dá, em média, um ano de atraso. Não me lembro mais das desculpas esfarrapadas das distribuidoras mas quaisquer que fossem, não faziam o menor sentido. Que se danem eles, em tempo de Internet banda larga não deveriam dar esse mole. Parece que &lt;b&gt;Anything Else&lt;/b&gt; estréia em agosto no Brasil com o título de &lt;b&gt;Igual a Tudo na Vida&lt;/b&gt;. Bem, como eu já o tinha conseguido de fontes, digamos, não oficiais, não precisarei esperar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De uns tempos para cá, Woody Allen resolveu retomar o estilo meio pastelão que o consagrou no início de sua carreira, como nos geniais &lt;b&gt;Bananas&lt;/b&gt; e &lt;b&gt;Um Assaltante bem Trapalhão&lt;/b&gt;, o que, para mim, é o que ele sabe fazer melhor. Já ouvi muita gente reclamando, mas, como diz meu amigo Eugênio, essa gente gosta de filmes para pessoas com armações de óculos estranhas. Deixa o pessoal &lt;em&gt;Estação Poser&lt;/em&gt; reclamar, quero mais é que o Woody Allen continue assim!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Apesar disso, este filme tem um estilo menos pastelão, mas não menos irônico. Muitos o consideraram uma espécie de &lt;b&gt;Noivo Neurótico, Noiva Nervosa&lt;/b&gt; mais fraco. Não sei bem. Achei o filme, de uma maneira geral, um Woody Allen mediano, o que quer dizer um ótimo filme. Como sempre, tem seus personagens neuróticos, suas situações absurdas e observações brilhantes a respeito do comportamento humano. Há algumas partes, porém, em que Allen tem suas recaídas de sua tediosa época dramática e o filme fica um pouco chato, mas logo depois se recupera.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A participação dos psicanalistas, completamente sacaneados no filme, é muito legal. A parte em que o personagem de Allen conta a conversa com seu analista a respeito de uma moça de quem ele era a fim é simplesmente brilhante. Não chega a ser hilariante exatamente, mas o deboche, ao mesmo tempo sutil e escrachado, chega a ser genial. Só essa cena já vale o filme inteiro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que achei mais legal no filme, porém, foi seu início, em que o personagem de Woody Allen conta uma piada e diz algo como "há mais filosofia nela do que na maioria dos livros sobre filosofia". Isso, na minha opinião, resume bem a própria obra dele, pois suas comédias e tiradas irônicas têm muito mais profundidade do que qualquer compilação filosófica. Por isso acho que ele perdeu não só sua graça como, também, sua importância, quando tentou fazer um estilo "cinema sueco". Agora, ao voltar para as comédias simples de neuroses, relacionamentos e situações do cotidiano, ele recupera sua graça e genialidade. Que continue assim por um bom tempo pois, afinal, mais vale um Allen mediano do que mil comediotas excelentes.&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6756966-108960132734577165?l=opiniudo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6756966/posts/default/108960132734577165'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6756966/posts/default/108960132734577165'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://opiniudo.blogspot.com/2004_07_01_archive.html#108960132734577165' title='&lt;a href=&quot;http://www.imdb.com/title/tt0313792/&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;Igual a Tudo na Vida&lt;/a&gt; (&quot;Anything Else&quot;, de Woody Allen)'/><author><name>Pedro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14345443172942115472</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6756966.post-108948835724745867</id><published>2004-07-10T16:35:00.000-03:00</published><updated>2004-07-10T16:39:17.246-03:00</updated><title type='text'>Matadores de Velhinhas ("The LadyKillers", de Ethan e Joel Coen)</title><content type='html'>&lt;img src="http://images.rottentomatoes.com/images/movie/coverv/45/228545.jpg" align="left"&gt;Como não assisti ao filme original do qual este é uma refilmagem, tudo em que pude me basear para formar minha opinião foi nele próprio. E, apesar de estar longe de ser um filme excelente, não chega a ser um filme fraco.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O filme conta, basicamente, a história de um grupo de ladrões, liderados por um excêntrico Tom Hanks, que planeja usar o porão da casa de uma velhinha para cavar um túnel até o cofre de um cassino. O personagem de Hanks aluga um quarto da casa e, para que a dona não desconfie das intenções do bando, ele argumenta que formam um grupo de música renascentista e que lá ensaiarão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na maior parte das vezes (embora não sempre), as piadas do filme são muito mais sutis do que o que normalmente se encontra nas comédias. Isso, por si só, não torna, naturalmente, o filme melhor ou pior. Em alguns pontos funciona bem, porém em outros passa meio indiferente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os personagens são estereotipados ao extremo (aparentemente de maneira intencional). Não que isso seja um defeito, uma vez que a pretensão parece ser, justamente, torná-los caricatos e, a partir dessa premissa, desenvolver a história. Esse clima, de alguma maneira, dá ao filme, por vezes, um certo ar de desenho animado, o que não deixa de ser interessante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Li em alguma crítica que o final (que, obviamente, não vou contar) é meio canastrão mas funciona. Apesar de, a partir de certo ponto, ficar óbvio de que maneira vai terminar, não creio que isso também seja ruim e, realmente, funciona.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No final das contas, se o principal objetivo do filme era divertir o espectador, acredito que, pelo menos no meu caso, tenha cumprido bem seu papel.&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6756966-108948835724745867?l=opiniudo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6756966/posts/default/108948835724745867'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6756966/posts/default/108948835724745867'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://opiniudo.blogspot.com/2004_07_01_archive.html#108948835724745867' title='&lt;a href=&quot;http://www.imdb.com/title/tt0335245/&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;Matadores de Velhinhas&lt;/a&gt; (&quot;The LadyKillers&quot;, de Ethan e Joel Coen)'/><author><name>Pedro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14345443172942115472</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6756966.post-108938013363936904</id><published>2004-07-09T10:34:00.000-03:00</published><updated>2004-07-09T10:35:33.640-03:00</updated><title type='text'>Estou Vivo</title><content type='html'>Andei meio atolado nesses últimos dias, mas em breve voltarei a perturbar aqueles que me lêem (principalmente os que buscam por resumos no Google e caem aqui) com minhas rabugices de costume...&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6756966-108938013363936904?l=opiniudo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6756966/posts/default/108938013363936904'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6756966/posts/default/108938013363936904'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://opiniudo.blogspot.com/2004_07_01_archive.html#108938013363936904' title='Estou Vivo'/><author><name>Pedro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14345443172942115472</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6756966.post-108898546088834907</id><published>2004-07-04T20:56:00.000-03:00</published><updated>2004-07-05T13:59:19.293-03:00</updated><title type='text'>hahahahahahahahahahaha</title><content type='html'>Mensagem enviada pelo Cotta:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Eu me amarro em ver jogo do Flamengo no tempo real do www.jb.com.br&lt;br /&gt;porque o cara sempre manda uns comentários bem humorados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas dessa vez ele se superou... olhem esse screenshot que eu acabei de pegar.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img src="http://img53.photobucket.com/albums/v163/opiniudo/jb-online.gif"&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6756966-108898546088834907?l=opiniudo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6756966/posts/default/108898546088834907'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6756966/posts/default/108898546088834907'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://opiniudo.blogspot.com/2004_07_01_archive.html#108898546088834907' title='hahahahahahahahahahaha'/><author><name>Pedro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14345443172942115472</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6756966.post-108880942956158667</id><published>2004-07-02T19:58:00.000-03:00</published><updated>2004-07-02T20:03:49.563-03:00</updated><title type='text'>Ser e Ter ("Être et Avoir", de Nicolas Philibert)</title><content type='html'>&lt;img src="http://images.rottentomatoes.com/images/movie/custom/83/1125983.jpg" align="left"&gt;Nunca tinha visto o cinema do Museu da República com uma sessão lotada, a primeira vez foi neste filme. Havia algum tipo de excursão de professores para assisti-lo, talvez motivados pelos comentários de que se trata de uma homenagem ao trabalho da classe, ou mesmo por algum tipo de motivação profissional incentivada pela direção, não sei. De qualquer maneira, foi meio estranho ver aquele pessoal todo se comportando meio como colegiais num cinema, mas tudo bem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O filme, em si, é um documentário que acompanha o dia-a-dia de um professor que dá aulas para crianças de primeiro grau e jardim infância (curiosamente, tudo na mesma sala... meio estranho isso) numa escola de uma zona rural na França. Ainda há uma ou outra cena acompanhando alguns alunos em família estudando e fazendo suas atividades normais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E o documentário é basicamente isso... crianças bonitinhas fazendo coisas engraçadas, professor paciente e dedicado tentando ensinar aquele pessoal todo e pais preocupados com o futuro da molecada. Mas o legal mesmo é ser simples assim, e por isso é bem agradável.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao contrário dos meus colegas de sessão, não fiquei tentando achar simbolismo em cada segundo do filme. A começar pelo título, já que houve um longo debate algumas fileiras na frente tão logo começaram os créditos... algo do tipo "realmente, há toda uma questão de ser e ter ao mesmo tempo, porque os alunos são e o professor tem"... pra mim, mesmo antes de assistir, o nome do documentário me fez lembrar que os dois verbos em questão (&lt;em&gt;être&lt;/em&gt; e &lt;em&gt;avoir&lt;/em&gt;) foram os primeiros que aprendi na época em que estudava francês. Acho que a coisa é simples assim, mas enfim...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De qualquer maneira, o documentário é bem legal. É sempre interessante ver os tipos de reação de crianças e a maneira como formam seu raciocínio. E penso assim não só como pesquisador de Inteligência Artificial mas, principalmente, como curioso mesmo.&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6756966-108880942956158667?l=opiniudo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6756966/posts/default/108880942956158667'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6756966/posts/default/108880942956158667'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://opiniudo.blogspot.com/2004_07_01_archive.html#108880942956158667' title='&lt;a href=&quot;http://www.imdb.com/title/tt0318202/&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;Ser e Ter&lt;/a&gt; (&quot;Être et Avoir&quot;, de Nicolas Philibert)'/><author><name>Pedro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14345443172942115472</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6756966.post-108871731181573055</id><published>2004-07-01T18:10:00.000-03:00</published><updated>2004-07-01T18:28:31.816-03:00</updated><title type='text'>Economistas e Analistas Esportivos</title><content type='html'>Certa vez li uma piada que dizia algo do tipo "o economista é aquele que, no futuro, vai nos explicar por que suas previsões no passado não se concretizaram no presente". A cada dia que passa acho os analistas esportivos mais parecidos com economistas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje, ao assistir ao jogo Grécia x República Tcheca, tive de agüentar narrador e comentarista repetindo &lt;em&gt;ad nauseum&lt;/em&gt; durante os 90 minutos de jogo no tempo regulamentar que a seleção da República Tcheca era a única com 100% de aproveitamento no torneio, que tinha se classificado fácil no seu grupo das eliminatórias com 7 vitórias e 1 empate, que tinha ganho o jogo quando quis contra a Dinamarca, que tinha feito 4938579347857035703489753545349 gols em meio jogo etc. No final, quando a coisa apertou e foi pra prorrogação, eles começaram a falar coisas do tipo "tinha gente que achava que a República Tcheca era tudo isso, mas a Dinamarca também deu muitos espaços". Daí em diante, só faltaram dizer que a máquina a que eles se referiram durante 90 minutos era, na verdade, um time de várzea.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje, &lt;b&gt;O Globo&lt;/b&gt; veio com a manchete &lt;a href="http://oglobo.globo.com/jornal/Esportes/143426692.asp" target="_blank"&gt;Noite de Vergonha para o Fla&lt;/a&gt;. Perder um título é vergonha? Tudo bem, jogou muito mal e mereceu perder, mas onde está a vergonha? Vergonha foi ter deixado escapar o título do campeonato estadual (de cujo ano nem me lembro) ao perder pro Bonsucesso (e nem era final) quando precisava apenas empatar, depois de ter dado volta olímpica no jogo anterior e tudo mais. Agora, nego adora fazer um escandalozinho. Claro que hoje todo mundo fala o quanto o time do Flamengo é ruim. Uma semana atrás, Casagrande dizia que o Fla tinha um bom time, só não tinha bom elenco. Ontem já disse que o time é ruim e que vai ser rebaixado. Piorou tanto de uma semana pra outra?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas o campeão dos volúveis é o Fernando Calazans. Em 2000 (ou 2001, já não recordo direito), ao começar o Campeonato Carioca, depois de um resultado ruim do Fla, ele começou a falar (muito) mal do time sem parar. Disse que o time era medíocre até para o Carioca, entre outras coisas. Depois do título em cima do Vasco (o que já não é novidade) e alguns boatos de venda de jogadores, lá foi ele em sua coluna dizer que o Fla não poderia se livrar do excelente time que tinha para fazer caixa... como é que é? Volta e meia um excelente time vira time medíocre (e vice-versa) de uma coluna para outra, dependendo do resultado do dia anterior. Ninguém melhor que o Calazans para mudar de opinião tão depressa e de maneira tão despudorada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pelo visto, uma coisa que parece ser completamente desnecessária a comentaristas esportivos é coerência. Afinal, basta um resultado hoje para mudar, amanhã, a opinião deles de ontem.&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6756966-108871731181573055?l=opiniudo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6756966/posts/default/108871731181573055'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6756966/posts/default/108871731181573055'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://opiniudo.blogspot.com/2004_07_01_archive.html#108871731181573055' title='Economistas e Analistas Esportivos'/><author><name>Pedro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14345443172942115472</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6756966.post-108864627649077979</id><published>2004-06-30T22:41:00.000-03:00</published><updated>2004-06-30T22:47:23.960-03:00</updated><title type='text'>Competição</title><content type='html'>Algum dia, um retardado da agência de publicidade que faz os comerciais da Schin pensou que seria capaz de criar a campanha mais imbecil de todos os tempos e, assim, surgiu o tal do cara insuportável que fala errado. Eis que na agência que faz as propagandas da Brahma alguém pensou que aquilo era um insulto e resolveu tentar superar tal babaquice. Não é que conseguiu? Acho que nunca vi nada tão retardado, imbecil e estúpido quanto essa campanha do "nã nã nã nã".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acho que os caras que fazem essas campanhas de cerveja bebem muito antes de criá-las, pois não é possível um ser humano atingir níveis tão altos de idiotice.&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6756966-108864627649077979?l=opiniudo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6756966/posts/default/108864627649077979'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6756966/posts/default/108864627649077979'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://opiniudo.blogspot.com/2004_06_01_archive.html#108864627649077979' title='Competição'/><author><name>Pedro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14345443172942115472</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6756966.post-108839376778825122</id><published>2004-06-28T00:17:00.000-03:00</published><updated>2004-06-28T00:50:05.106-03:00</updated><title type='text'>Dando a Volta no Orkut</title><content type='html'>O pessoal que entrou há um pouco mais de tempo no Orkut lembra que, ao lado das carinhas, cubinhos e coraçõezinhos, apareciam números que, hoje em dia, não aparecem mais. A quantidade de carinhas significa a proporção arredondada (para baixo, vulgo &lt;em&gt;floor&lt;/em&gt;) dos respectivos "quesitos". Logo, se você tem 7 carinhas, significa que a "média" do seu &lt;em&gt;karma trusty&lt;/em&gt; está entre 70% e 79%. Já os números significavam a quantidade absoluta recebida nos tais quesitos. Então, se aparecia algo como 43 do lado dos cubinhos, significava que, no somatório das notas dadas pelos amigos, você tinha recebido 43 pontos de &lt;em&gt;cool&lt;/em&gt;. Obviamente, com uma regra de três simples, era possível descobrir um intervalo de quantas pessoas haviam lhe dado nota, entre outras coisas. Enfim, depois de um tempo, sumiram com esses números. Mas, pelo visto, não sumiram completamente. Ao ir em &lt;em&gt;search&lt;/em&gt; (opção do menu superior, &lt;b&gt;não&lt;/b&gt; é o &lt;em&gt;friend finder&lt;/em&gt;), nota-se que os nomes das pessoas aparecem não só com as imagens de caras, cubos e corações como, também, com os respectivos números. Por algum bug do Orkut (ou esquecimento), não apagaram os números de &lt;em&gt;karma&lt;/em&gt; dos resultados da máquina de busca. Para descobrir seus números, basta fazer uma busca por si mesmo. Isso pode ser um pouco complicado por causa da quantidade enorme de pessoas com características semelhantes às suas (idade, local, relacionamento etc). Mas há uma solução simples... basta editar seu perfil e colocar um ano de nascimento tipo 1940 e procurar por pessoas que tenham idade entre 64 e 64 anos, por exemplo, e &lt;em&gt;voilà&lt;/em&gt;! Só mais um detalhe: sua idade tem de estar marcada como visível para &lt;em&gt;everyone&lt;/em&gt; no perfil para que isso funcione.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outra coisa: já ouvi algumas pessoas querendo inserir amigos na &lt;em&gt;crush-list&lt;/em&gt; e não conseguirem, pois como essa opção só aparece no perfil &lt;em&gt;personal&lt;/em&gt;, quando a pessoa não preenche essa parte não aparece o link. Pois basta ir na barra de endereços e mudar o http://www.orkut.com/Profile.aspx?uid=xxxxxxxxxxxxxxxxxxxx por http://www.orkut.com/ProfileP.aspx?uid=xxxxxxxxxxxxxxxxxxxx (adicionar um "P" depois de "Profile") para entrar no perfil &lt;em&gt;personal&lt;/em&gt; e aparecer a opção &lt;em&gt;add to crush-list&lt;/em&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De nada.&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6756966-108839376778825122?l=opiniudo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6756966/posts/default/108839376778825122'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6756966/posts/default/108839376778825122'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://opiniudo.blogspot.com/2004_06_01_archive.html#108839376778825122' title='Dando a Volta no Orkut'/><author><name>Pedro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14345443172942115472</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6756966.post-108823804935559714</id><published>2004-06-26T04:54:00.000-03:00</published><updated>2004-06-26T05:37:41.036-03:00</updated><title type='text'>Ray</title><content type='html'>Essa questão do &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt0361596/" target="_blank"&gt;novo filme do Michael Moore&lt;/a&gt; que faz um certo trocadilho com o clássico &lt;b&gt;Fahrenheit 451&lt;/b&gt; (o qual, por sinal, eu nunca li) do Ray Bradbury, me fez lembrar de outras coisas a respeito desse escritor e de como fiquei sabendo de sua existência...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando eu era menor, meu pai traduzia, entre outras coisas, os quadrinhos de &lt;b&gt;Tales from the Crypt&lt;/b&gt; (e seus derivados), sucesso &lt;em&gt;underground&lt;/em&gt; da década de 50 que virou &lt;em&gt;cult&lt;/em&gt; e no qual a Editora Record resolveu apostar no início dos anos 90. Eu gostava de ler, apesar de não me empolgar muito com terror, pois normalmente acho sem graça.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Muitas das histórias eram bem bobas, beirando o ridículo. Outras, porém, eram mais elaboradas e tinham enredos fortes e bem estruturados. Normalmente as que tendiam mais para o suspense eram as minhas preferidas. O interessante é que, através dessa revista, eu descobri gente como Edgar Allan Poe e o próprio Ray Bradbury, de quem eles aproveitavam contos para criar as histórias (reza a lenda que na cara de pau, sem pagar direito autoral nem nada).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em meio a essas lembranças todas, me veio à memória um conto do Bradbury que me marcou muito na época, chamado &lt;b&gt;O Lago&lt;/b&gt;... era a história de um rapaz cuja namorada morrera afogada, ainda criança, no lago em que eles costumavam brincar. Depois de vários anos longe do local, ele retorna com a esposa (se não me engano, na lua de mel) e reencontra seu passado. O conto tem um lado um pouco mórbido (e aí a memória me trai e já não sei mais o que era a versão dos quadrinhos e o que era a original), mas nem por isso deixa de ter um lirismo muito forte, principalmente na parte do choro inicial do garoto (que abre a história) e mais tarde, no desenrolar dos acontecimentos que fecha a trama. Muito bonito, mesmo. Anos mais tarde, voltei a lembrar desse conto, associando ao poema &lt;b&gt;Jacqueline&lt;/b&gt;, de Manuel Bandeira (aquele do "Jacqueline morreu menina"). Creio que alguns paralelos poderiam ser traçados entre as duas obras que, juntas, serviriam de mote para certas abstrações bem interessantes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Talvez eu devesse ler &lt;b&gt;O Lago&lt;/b&gt; de novo...&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6756966-108823804935559714?l=opiniudo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6756966/posts/default/108823804935559714'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6756966/posts/default/108823804935559714'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://opiniudo.blogspot.com/2004_06_01_archive.html#108823804935559714' title='Ray'/><author><name>Pedro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14345443172942115472</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6756966.post-108820081235558894</id><published>2004-06-25T18:37:00.000-03:00</published><updated>2004-06-25T19:08:43.486-03:00</updated><title type='text'>O Outro Lado</title><content type='html'>Ao ler os &lt;em&gt;posts&lt;/em&gt; revoltados do &lt;a href="http://darkcomedy.blogspot.com/" target="_blank"&gt;Luis&lt;/a&gt;, certas coisas me ocorreram. Durante a graduação, também passei por alguns momentos de revolta contra certos professores e, na maioria das vezes, contra certas disciplinas inúteis.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas ao "brincar" um pouco de professor, você começa a perceber um pouco o outro lado. Tem muito aluno que não estuda nada para a prova, não entrega trabalho no prazo e depois, quando é reprovado, sai por aí espalhando que o professor é fdp, carrasco etc. Eu passei por experiências desse tipo na graduação... cansei de ouvir nego reclamando de professores e, ao fazer a disciplina, eles não eram nada daquilo. Em alguns casos isolados até eram, mas bem poucos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E eu comecei a reparar que há muito professor antipático como forma de proteção. Sim, porque numa turma de 60 alunos, é de se esperar que haja aqueles malandros que só querem se aproveitar, e tem muita gente que tem medo de fazer papel de bobo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bem, eu não sei... não considero professor fdp aquele que elabora provas difíceis ou passa trabalhos complicados. E olha que eu já fiz matéria com o Veloso, famoso por ter reprovado certa vez uma turma inteira de Linguagens Formais (quando eu fiz a matéria com ele foi quase isso também).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estar nessa minha posição atual (em que nem deixei de ser totalmente aluno nem passei a ser totalmente professor) torna as coisas um pouco mais confusas. De qualquer maneira, eu, como aluno relapso que nunca deixei de ser, normalmente entregando trabalho atrasado e estudando em véspera de prova final, sempre soube que teria (e tenho) de arcar com as conseqüências dessas irresponsabilidades, e disso não reclamo. Agora, tem muito aluno que não percebe isso, não sei muito bem por quê. Por outro lado, também há professores cujo objetivo, como bem observou o Luis, é mostrar que é o fodão e que os alunos são uns merdas. Isso acontece não só em cursos de graduação e pós como, principalmente, em defesas de tese e apresentações em congresso. E também há alguns alunos que, muitas vezes, sentem uma certa necessidade de mostrar que são bem melhores do que os demais da turma e, até mesmo, do que o próprio professor. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acho que, no fundo, é tudo uma questão de respeito, tanto de uma parte quanto de outra. Mas isso parece ser quase uma utopia, já que é extremamente difícil haver respeito entre as partes. Por isso que para mim, no final das contas, alunos e professores são todos culpados.&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6756966-108820081235558894?l=opiniudo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6756966/posts/default/108820081235558894'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6756966/posts/default/108820081235558894'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://opiniudo.blogspot.com/2004_06_01_archive.html#108820081235558894' title='O Outro Lado'/><author><name>Pedro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14345443172942115472</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6756966.post-108804674889365752</id><published>2004-06-23T23:58:00.000-03:00</published><updated>2004-06-24T00:13:18.670-03:00</updated><title type='text'>Shrek 2 (“Shrek 2” de Andrew Adamson e Kelly Asbury)</title><content type='html'>&lt;img src="http://images.rottentomatoes.com/images/movie/allposters/153/shrek2_rt.jpg" align="left"&gt;É natural, ao lançarem uma seqüência de algum filme, que haja comparações com seu(s) predecessor(es). No caso de &lt;b&gt;Shrek 2&lt;/b&gt;, ouvi muita gente falando que era melhor que o primeiro e, algumas outras pessoas, que era pior. Saí do cinema sem ter uma posição conclusiva, fiquei saber exatamente qual dos dois eu havia preferido. Depois, pensando um pouco a respeito, cheguei à conclusão de que isso é, de fato, um bom sinal. Senti, na verdade, como se não fosse um segundo filme e, sim, como uma segunda metade do primeiro. Em outras palavras, como se os dois filmes formassem apenas um.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Este filme mantém o mesmo estilo que consagrou o anterior, com suas inúmeras citações (não só a outros sucessos do cinema e a histórias de contos de fadas como, também, a elementos da cultura popular), piadas ácidas (muitas vezes sutis, outras nem tanto) e um pouco de deboche. Tem um ponto forte, também, na formação dos personagens, sempre interessantes de alguma maneira.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que me surpreendeu um pouco mais foi a trilha sonora que me pareceu, por vezes, bastante refinada para um desenho animado (ainda mais americano). Outra coisa estranha, mas isso eu sempre sinto ao ver esses filmes de animação em 3D, é que muitas vezes personagens e objetos parecem estar flutuando. Não sei bem o que é, mas talvez as interações entre elementos de cena ainda não estejam sendo muito bem realizadas. No fundo, as coisas nunca parecem se tocar de fato. Isso, porém, é um problema quase insignificante, naturalmente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No mais, o filme é bem divertido, com um humor por vezes escrachado mas, em muitas outras oportunidades, bastante inteligente. Algumas cenas são realmente muito engraçadas. Na minha opinião, é tão bom quanto o anterior.&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6756966-108804674889365752?l=opiniudo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6756966/posts/default/108804674889365752'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6756966/posts/default/108804674889365752'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://opiniudo.blogspot.com/2004_06_01_archive.html#108804674889365752' title='&lt;a href=&quot;http://www.imdb.com/title/tt0298148/&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;Shrek 2&lt;/a&gt; (“Shrek 2” de Andrew Adamson e Kelly Asbury)'/><author><name>Pedro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14345443172942115472</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6756966.post-108779511349093131</id><published>2004-06-21T01:55:00.000-03:00</published><updated>2004-06-21T02:26:14.076-03:00</updated><title type='text'>Da série "Os Melhores Poetas Que Já Li"</title><content type='html'>&lt;img src="http://www.academia.org.br/cads/6/casimiro.gif" align="left"&gt;Diz-se de um bom centroavante que, tendo o mínimo espaço na área para jogar, é capaz de criar uma jogada brilhante, livrar-se dos zagueiros e fazer um golaço. Assim foi &lt;a href="http://www.academia.org.br/cads/6/casimiro.htm" target="_blank"&gt;Casimiro de Abreu&lt;/a&gt;, um dos nossos muitos poetas a morrer de maneira prematura, aos 21 anos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Seu livro de poesias &lt;b&gt;Primaveras&lt;/b&gt; traduz todo seu estilo ingênuo e adolescente de escrever poemas. Se não tem a perfeição poética de Camões, ou a musicalidade e o ritmo de Gonçalves Dias, ou a melancolia lírica de Manuel Bandeira, ou o domínio formal de Raimundo Correia, Casimiro de Abreu tem a sinceridade meiga da alma adolescente ingênua, que se esconde por trás da máscara de adulto que teima em tentar florescer mesmo que inacabada. Seus versos são muitas vezes bobos e despretensiosos, mas nem por isso sem uma delicadeza lírica única, expressa, normalmente, num “espaço” curto de sílabas e rimas, delicadas e suaves.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O subestimado poema &lt;b&gt;A Valsa&lt;/b&gt; é uma mostra disso. Feito todo ele com versos de duas sílabas para simular o ritmo da dança, consegue atingir uma musicalidade infantil contagiante, ao mesmo tempo em que desenvolve o tema do baile e suas preocupações amorosas de maneira bem familiar. Por vezes soa como a própria voz do eu-lírico fazendo suas considerações em plena dança, e o refrão “Quem dera / Que sintas / As dores / De amores / Que louco / Senti! / Quem dera / Que sintas! / Não negues, / Não mintas... / Eu vi!” mesmo não sendo um primor técnico ou mesmo poético, prende e fica na memória, tal qual o tema principal de uma valsa tocado insistentemente no salão. A preocupação com o movimento da dança (além da musicalidade) também se mostra presente nas imagens físicas, como no trecho “Valsavas; / Teus belos / Cabelos / Já soltos / Revoltos / Saltavam / Voavam / Brincavam / No colo / Que é meu”. Esse mesmo trecho é finalizado pela preocupação de ciúme bobo bem adolescente em “Volvias / Tremias / Sorrias / Pra outro / Não eu”. Casimiro consegue maravilhas com esse belo poema, mesmo tendo tão pouco “espaço” para trabalhar, recriando a musicalidade e a expressão física de uma valsa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Talvez seu único poema mais famoso seja &lt;b&gt;Meus Oito Anos&lt;/b&gt;, aquele mesmo do mote “Oh! Que saudades que tenho / Da aurora da minha vida, / Da minha infância querida / Que os anos não trazem mais”. Ele faz, nesse poema, algumas construções de uma pureza tão ingênua que soam sinceras, quase como a voz da criança que sente saudade de ser. Como, por exemplo, no trecho “O mar é lago sereno, / O céu – um manto azulado, / O mundo – um sonho dourado, / A vida – um hino d'amor!”, que expressa bem a visão de quem está iniciando a caminhada no “mundo real” sobre a visão infantil sem preocupações dum mundo de fantasia. Outras construções seguem esse ideal como “As ondas beijando a areia / E a lua beijando o mar!” e “Adormecia sorrindo / E despertava a cantar”, por exemplo. Nesse poema também fica clara sua predileção por imagens exaltando a natureza, principalmente nas comparações sobre o que é “belo” e o que era “felicidade”. O exagero da nostalgia desse poema e seu sentimentalismo quase sem limites valeram a Casimiro de Abreu o enfadonho apelido de “poeta da saudade”, mas deixemos essas aberrações de lado...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outro poema relativamente conhecido é &lt;b&gt;Amor e Medo&lt;/b&gt; que, supostamente, representa bem a dualidade romântica do título, um tema recorrente de quem está se descobrindo a amar, considerado normalmente como descoberta adolescente. Alguns estudiosos chegam a declará-lo como o hino do amor na adolescência, o que talvez seja um certo exagero. O verso final (“És bela – eu moço; tens amor – eu medo!”) é um belo resumo de todo o tema desenvolvido nas duas partes em que se divide o poema.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um outro poema muito bonito de Casimiro de Abreu é &lt;b&gt;O que é – Simpatia&lt;/b&gt;, que só não é totalmente desconhecido porque seu belíssimo final (“Simpatia – é quase amor!”) é o nome a um famoso bloco de carnaval. Final esse, por sinal, que vale pelo poema inteiro, que é pequeno, de fato, e parece ser uma mera desculpa para a construção que permita tal fecho sobressair-se.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas nem tudo é felicidade na curta obra de Casimiro. O poema &lt;b&gt;Minh'Alma é Triste&lt;/b&gt; entrega isso no próprio título. Seu desenvolvimento, contudo, segue sua linha sentimental e ingênua, suas comparações com a natureza, e um sentimento de nostalgia muito forte, nesse caso usado com o efeito melancólico. O refrão (e suas variantes) presente nas conclusões das quatro partes do poema (como em “Dizem que há gozos no viver d'amores, / Só eu não sei em que o prazer consiste! / Eu vejo o mundo na estação das flores... / Tudo sorri – mas a minh'alma é triste”) mostra um pouco da incerteza da infelicidade, um pouco do efeito da transformação do jovem, que volta e meia torna à questão do amor puro (e verdadeiro) como uma instância infantil, tornando a forma de amar “madura” como um certo sinônimo de infelicidade ou, ao menos, de incompletude, criando um vácuo na alma que se torna triste. O poema, como um todo, tem um belo tom melancólico de desilusão, e um sentimento forte de vazio tão comum a todos nós em várias circunstâncias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Muitas vezes se discute a qualidade literária de Casimiro de Abreu que, de fato, era um poeta em formação. Muito se diz que ele se tivesse continuado a viver, poderia se tornar um grande poeta. Eu discordo porque, em primeiro lugar, já o considero um grande poeta e, em segundo lugar, porque nada garante que algo mudasse muito na sua obra se vivesse por mais anos. De repente poderia dar uma de Rimbaud e virar traficante de armas na África, quem sabe? Tudo entra no campo da especulação...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enfim, a obra de Casimiro de Abreu é, de maneira geral, expressa em tons ingênuos, desde seus temas e formas até suas rimas e ritmos. É quase sempre exageradamente sentimental, muitas vezes boba e carregada de idealizações, porém nunca deixa de ser pura, doce e, acima de tudo e mais importante, sincera, transparecendo toda a suavidade de uma poesia infantil necessária. Digo necessária pois muitas vezes nos esquecemos de que a vida é formada por situações e sentimentos bobos, e que não deveríamos ter vergonha deles nem fingir que não existem, ainda mais quando se trata da linguagem artística. E é por tudo isso que reafirmo que grande poeta considero Casimiro de Abreu, uma voz de ternura fundamental que ainda soa até hoje, mesmo que fraca, em meio a teorias poéticas ásperas, intragáveis e revoltadas, como a própria chama frágil do seu amor medroso, ingênuo e idealizado que insistiu em não apagar durante sua curta vida.&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6756966-108779511349093131?l=opiniudo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6756966/posts/default/108779511349093131'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6756966/posts/default/108779511349093131'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://opiniudo.blogspot.com/2004_06_01_archive.html#108779511349093131' title='Da série &quot;Os Melhores Poetas Que Já Li&quot;'/><author><name>Pedro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14345443172942115472</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6756966.post-108778593559061202</id><published>2004-06-20T23:38:00.000-03:00</published><updated>2004-06-20T23:45:35.590-03:00</updated><title type='text'>Early Mornin' Rain</title><content type='html'>(Gordon Lightfoot, versão de Bob Dylan)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;In the early morning rain with a dollar in my hand&lt;br /&gt;And an aching in my heart and my pockets full of sand&lt;br /&gt;I'm a long way from home and I miss my loved one so&lt;br /&gt;In the early morning rain with nowhere to go.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cut on runway number nine, big 707 set to go&lt;br /&gt;I'm stuck here on the ground, where the cold winds blow&lt;br /&gt;The liquor tasted good and the women all were fast&lt;br /&gt;There she goes, my friend, she's rolling down at last.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hear the mighty engines roar, see the silver bird on high&lt;br /&gt;She's away and westward bound, far above the clouds she'll fly&lt;br /&gt;Where the morning rain don't fall and the sun always shines&lt;br /&gt;She'll be flying over my home in about three hours time.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;This old airport's got me down, it's no earthly good to me&lt;br /&gt;Because I'm stuck here on the ground, cold and drunk as I might be&lt;br /&gt;You can't hop a jet plane like you can a freight train&lt;br /&gt;So I'd best be on my way in the early morning rain.&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6756966-108778593559061202?l=opiniudo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6756966/posts/default/108778593559061202'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6756966/posts/default/108778593559061202'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://opiniudo.blogspot.com/2004_06_01_archive.html#108778593559061202' title='Early Mornin&apos; Rain'/><author><name>Pedro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14345443172942115472</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6756966.post-108766731684128174</id><published>2004-06-19T14:45:00.000-03:00</published><updated>2004-06-19T22:41:21.916-03:00</updated><title type='text'>Cazuza – O Tempo Não Pára (de Walter Carvalho e Sandra Werneck)</title><content type='html'>&lt;img src="http://adorocinema.cidadeinternet.com.br/filmes/cazuza/cazuza-poster01t.jpg" align="left"&gt;Nunca fui muito fã de Cazuza, não gosto das músicas (ocasionalmente posso achar uma boa, mas nada demais) e para mim ele é muito superestimado, principalmente o lado “poeta”. Mas não tenho nada contra e até o respeito como artista. Por tudo isso e por achar que esse filme seria uma coisa um pouco laudatória (ainda mais sendo baseado no livro da mãe), não estava querendo ir assistir. Depois que me contaram que não era exatamente tão elogioso e mistificador assim, resolvi ir conferir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De fato, o filme até parece tentar mostrar um Cazuza humano, sem idealização. Eu digo “parece” porque embora o mostre, às vezes, como irresponsável, drogado e filhinho de papai burguês, no fundo, todas as vezes em que ele aparece, está ali um personagem e não uma pessoa. Talvez a visão da mãe, e mesmo das pessoas que o cercavam, fosse mesmo de que ele era um personagem, aquele personagem. Na tela, porém, parece por vezes estranho, parece que o Cazuza está sempre interpretando o Cazuza. Seus sentimentos são exagerados e forçados, sua visão de mundo é insistentemente poética (artificial) e suas ações são caricatas e afetadas, mesmo quando não há motivos para tal. Não que isso seja problema do (excelente) ator que o interpreta, nem que o próprio Cazuza não se forçasse ser um personagem interpretado por ele mesmo na vida real. Acho, apenas, que se perdeu uma ótima oportunidade de mostrá-lo de maneira um pouco menos superficial e ficcional. Também achei a mãe dele muito boazinha na história toda... tenho cá minhas dúvidas se ela era assim mesmo, afinal, parece ser um tipo extremamente manipulador de pessoa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outro problema do filme é a falta de continuidade, pois tudo parece meio desconexo, segmentado. Pula-se de uma cena para outra de maneira brusca, não há uma linha de história. Não é uma biografia, e não sei muito bem o que é. No final das contas, parece um amontoado de fragmentos cujo tema principal é Cazuza.  Talvez seja proposital, não sei, não dá para concluir isso. Mas se foi, poderia ser realizado de maneira muito mais bem feita.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enfim, o filme é de razoável para bom, mas senti como se tivesse muitas lacunas e coisas mal aproveitadas demais. Talvez para um fã do Cazuza possa ser bem melhor.&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6756966-108766731684128174?l=opiniudo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6756966/posts/default/108766731684128174'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6756966/posts/default/108766731684128174'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://opiniudo.blogspot.com/2004_06_01_archive.html#108766731684128174' title='&lt;a href=&quot;http://www.imdb.com/title/tt0318590/&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;Cazuza – O Tempo Não Pára&lt;/a&gt; (de Walter Carvalho e Sandra Werneck)'/><author><name>Pedro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14345443172942115472</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6756966.post-108752411658839481</id><published>2004-06-17T23:01:00.000-03:00</published><updated>2004-06-17T23:47:46.126-03:00</updated><title type='text'>Template</title><content type='html'>Vendo &lt;a href="http://darkcomedy.blogspot.com" target="_blank"&gt;o novo blog do Luis&lt;/a&gt;, reparei que o Blogger está com uns &lt;em&gt;templates&lt;/em&gt; novos (pelo menos para mim) e resolvi trocar por um outro só pra variar um pouco.&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6756966-108752411658839481?l=opiniudo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6756966/posts/default/108752411658839481'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6756966/posts/default/108752411658839481'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://opiniudo.blogspot.com/2004_06_01_archive.html#108752411658839481' title='Template'/><author><name>Pedro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14345443172942115472</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6756966.post-108735858701623585</id><published>2004-06-16T01:02:00.000-03:00</published><updated>2004-06-16T01:03:07.016-03:00</updated><title type='text'>Genial</title><content type='html'>Além de ser uma graça, &lt;a href="http://www.ucomics.com/calvinandhobbes/1993/06/15/" target="_blank"&gt;esta tirinha do Calvin&lt;/a&gt; representa MUITA coisa...&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6756966-108735858701623585?l=opiniudo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6756966/posts/default/108735858701623585'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6756966/posts/default/108735858701623585'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://opiniudo.blogspot.com/2004_06_01_archive.html#108735858701623585' title='Genial'/><author><name>Pedro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14345443172942115472</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6756966.post-108734875041570533</id><published>2004-06-15T21:56:00.000-03:00</published><updated>2004-06-15T22:19:10.416-03:00</updated><title type='text'>Natureza Humana</title><content type='html'>A "natureza humana" é um termo que deve estar na moda desde antes de existir a moda. Todos nós falamos sobre ela e, volta e meia, exaltamos algo por retratá-la tão bem. Está na boca do povo, e na alma dele também.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas a verdade é que a natureza humana é muito precária, meio tola, idiota, bobalhona, enfim... Chega a ser risível e, o pior, é que nenhum de nós pode escapar dela.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma coisa engraçada sobre a dita cuja pude reparar no &lt;a href="http://www.orkut.com/" target="_blank"&gt;Orkut&lt;/a&gt;. Fora o fato de não servir pra nada e blá-blá-blá, a primeira coisa que eu reparei foi na capacidade de as pessoas transformarem QUALQUER coisa em fonte de &lt;em&gt;spam&lt;/em&gt;. Foi assim com os correios, foi assim com o telefone, foi assim com o &lt;em&gt;e-mail&lt;/em&gt;, foi assim com o mIRC, foi assim com o ICQ... e foi assim com o Orkut! Talvez também faça parte da natureza humana a necessidade em enviar mensagens inúteis, propaganda indesejada e correntes, não sei. Mas a coisa fica ainda melhor... de tanto rolar &lt;em&gt;spam&lt;/em&gt; pra lá e pra cá, começaram a pipocar mensagens reclamando desses &lt;em&gt;spams&lt;/em&gt;. O que, por si só, praticamente duplicou a quantidade de mensagens inúteis, pois para cada corrente enviada vem pelo menos um cara reclamar do que está recebendo... não satisfeita com esse cenário pastelão, a natureza humana inova, pois os &lt;em&gt;spammers&lt;/em&gt; passaram a responder às reclamações de &lt;em&gt;spam&lt;/em&gt; falando que se eles mandam &lt;em&gt;spam&lt;/em&gt;, então aqueles que reclamam também o estavam fazendo! Ainda acompanhando o raciocínio? Pois é, a essa altura há um crescimento exponencial de mensagens, um reclamando com o outro, todos perdidos num mar de réplicas e tréplicas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que me faz lembrar de uma velha piada dos tempos de BBS, sobre como trocar uma lâmpada... o pessoal da velha guarda deve se lembrar melhor do que eu, mas era algo assim: Alguém manda uma mensagem perguntando como se troca uma lâmpada. Alguns respondem como se faz enquanto outros reclamam que aquele não é o &lt;em&gt;board&lt;/em&gt; (uma espécie de fórum) adequado para discutir aquilo e que não desejam receber mensagens sobre trocas de lâmpada. Então, mais pessoas mandam mensagens reclamando que têm direito de discutir sobre como trocar uma lâmpada. Aí, chegam várias respostas sugerindo que se crie um &lt;em&gt;board&lt;/em&gt; só para discutir como se trocar uma lâmpada. Cria-se o &lt;em&gt;board&lt;/em&gt; e são mandadas várias mensagens convidando o pessoal que quiser discutir como trocar uma lâmpada a visitar o &lt;em&gt;board&lt;/em&gt;, seguidas de diversas reclamações de pessoas que não desejam receber mensagens com propaganda. Depois de um tempo ele fica meio abandonado e as pessoas começam a mandar mensagens reclamando que o &lt;em&gt;board&lt;/em&gt; de troca de lâmpadas está abandonado. Várias pessoas mandam mensagem reclamando que já existe um &lt;em&gt;board&lt;/em&gt; para falar sobre troca de lâmpadas e que não precisam ficar falando sobre isso em todos os lugares. Outras pessoas respondem que, se a reclamação é justamente que o &lt;em&gt;board&lt;/em&gt; para trocar lâmpadas está abandonado, não faz sentido mandar essa reclamação para o &lt;em&gt;board&lt;/em&gt; sobre troca de lâmpadas... enfim, era mais ou menos por aí, a coisa ia crescendo e, no final, se chegava a um número absurdo de mensagens que foram enviadas tudo por que alguém perguntou como se trocava uma lâmpada. O pior de tudo, o mais triste dessa situação toda, é que a piada faz muito sentido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que me faz pensar que não há melhor avaliador sobre a natureza humana do que as piadas. O que talvez signifique que, realmente, a natureza humana é tão risível que chega ao ponto de ser uma piada. Nada mais coerente.&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6756966-108734875041570533?l=opiniudo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6756966/posts/default/108734875041570533'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6756966/posts/default/108734875041570533'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://opiniudo.blogspot.com/2004_06_01_archive.html#108734875041570533' title='Natureza Humana'/><author><name>Pedro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14345443172942115472</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6756966.post-108733543058410116</id><published>2004-06-15T18:16:00.000-03:00</published><updated>2004-06-15T18:37:36.746-03:00</updated><title type='text'>Preciosismos</title><content type='html'>Navegando de blog em blog, pulando de &lt;em&gt;link&lt;/em&gt; em &lt;em&gt;link&lt;/em&gt;, é possível encontrar coisas interessantes no meio de um mar de informações que, nem sempre, são muito úteis. De qualquer maneira, tirando o estilo "diário de adolescente" com &lt;em&gt;posts&lt;/em&gt; como "kra ki show o niver da fulaninha", a gente se depara com algumas formas de expressão e estilos que lembram certos tipos de pessoa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma coisa que sempre estranhei é a mania de algumas pessoas de escreverem de maneira enigmática. Não sei se é algum complexo kantiano, mas, para mim, isso sempre me pareceu uma idiotice sem tamanho. Qualquer semi-analfabeto escreve um texto enigmático aberto a milhões de interpretações, o que demonstra que não é necessário muito estudo, nem muito menos estilo, para conseguir tal efeito. A frase propositalmente confusa é um tiro no pé, e nunca achei que isso tivesse qualquer valor que não fosse meramente para tirar uma onda de enigmático. (obs: isso é totalmente diferente de autores que criam textos de tal forma a serem abertos a interpretações, estou falando da estrutura de frase ou parágrafo propositalmente mutilada para causar esse efeito bobo).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há outras coisas que, igualmente, sempre achei inúteis como, por exemplo, o abuso de frases nominais. Uma ou outra vez, dentro de um texto enorme, tudo bem... mas tem gente que acha que simbolismo é escrever sem verbos, fazer o quê? Outra coisa que acho desnecessária é o apreço que alguns têm por frases com uma só palavra. Tudo bem, de vez em quando, dentro de um determinado contexto, fica bem legal. Mas toda hora?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Também há aqueles que acham que escrever bem é usar e abusar de palavras "difíceis", ou seja, aquelas que quase ninguém conhece. Ter um vocabulário vasto (muitas vezes, forçado), não garante que se escreva bem. Basta olhar para os textos de vários adevogados (&lt;em&gt;sic&lt;/em&gt;).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enfim, acho que algumas pessoas têm um certo preciosismo na hora de escrever, que de repente até faria sentido num texto mais literário, mas numa pseudocrônica como &lt;em&gt;posts&lt;/em&gt; de um blog acho que fica meio exagerado.&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6756966-108733543058410116?l=opiniudo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6756966/posts/default/108733543058410116'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6756966/posts/default/108733543058410116'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://opiniudo.blogspot.com/2004_06_01_archive.html#108733543058410116' title='Preciosismos'/><author><name>Pedro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14345443172942115472</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6756966.post-108700738380792630</id><published>2004-06-11T23:07:00.000-03:00</published><updated>2004-06-12T00:02:16.863-03:00</updated><title type='text'>A Luta das Legendas</title><content type='html'>Hoje eu estava na Americanas vendo os DVDs da promoção "leve 3 pague 2" e encontrei &lt;b&gt;Além da Linha Vermelha&lt;/b&gt; e &lt;b&gt;Estrada para Perdição&lt;/b&gt;. Faltava o terceiro. Depois de muito procurar, já estava ficando meio sem opção (&lt;b&gt;Moulin Rouge&lt;/b&gt;? Nem pensar!) quando encontrei &lt;b&gt;Clube da Luta&lt;/b&gt;, que não tinha visto no cinema, nem depois em video. Algumas pessoas tinham me dito que era bom, inclusive meu colega Jorge Leonardo falou muito bem dele e tal, então resolvi levar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cheguei em casa e fui assistir ao filme. O que me surpreendeu foi a qualidade das legendas. É difícil dizer exatamente que são ruins, porque são tão bizarras que parecem não fazer sentido. Há alguns erros estranhos que talvez sejam só de digitação e falta de revisão, mas isso é o de menos. Há desde erros grosseiros de português ("alterofilismo" e "rizada", por exemplo) até grafias esquisitas ("húmida", que seria a grafia de Portugal e "pesadêlo", por exemplo). Também aparecem construções meio esdrúxulas como "o carro que [você] dirigi". Sem contar que os porquês aparecem sempre com acento e aleatoriamente separados ou não (é sempre "por quê" ou "porquê" sem qualquer critério aparente para o uso de um ou de outro). Outra coisa esquisita é uma fala "&lt;em&gt;Hi, Marla&lt;/em&gt;" que é traduzida como "Hi, Marla"!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Apesar disso, algumas formas teoricamente mais complicadas e fáceis de errar aparecem corretamente, como, por exemplo, uso de crase (até mesmo num caso peculiar de "àquele") e "quiser", "quisessem" etc.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não reparei se havia muitos erros de tradução em si, só um ou outro, nada demais. Bem, também não sou muito bom para reparar esse tipo de coisa, mas se fosse algo muito mal traduzido imagino que daria para perceber com alguma facilidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E eu ainda deixei o melhor para o final! O nome do longa é &lt;b&gt;Clube da Luta&lt;/b&gt; e a expressão "&lt;em&gt;fight club&lt;/em&gt;" é traduzida, durante todo o filme, como... clube da briga!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Alguém é capaz de me explicar isso?&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6756966-108700738380792630?l=opiniudo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6756966/posts/default/108700738380792630'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6756966/posts/default/108700738380792630'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://opiniudo.blogspot.com/2004_06_01_archive.html#108700738380792630' title='A Luta das Legendas'/><author><name>Pedro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14345443172942115472</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6756966.post-108682794298294971</id><published>2004-06-09T21:34:00.000-03:00</published><updated>2004-06-09T21:39:53.876-03:00</updated><title type='text'>The Critic</title><content type='html'>Lembro que, há alguns anos, um amigo do meu pai trouxe uma fita VHS com os episódios de uma série animada que passava nos EUA chamada &lt;b&gt;The Critic&lt;/b&gt;. Era sobre um crítico de cinema que tinha um programa de TV em que fazia suas críticas dos filmes. E eram quase sempre filmes que ele detestava. Segundo o &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt0108734/" target="_blank"&gt;IMDb&lt;/a&gt;, foram feitos apenas 23 episódios, o que significa que ela não foi muito longe. Mas pelo que eu me lembro, era bem legal. Só consegui ver daquela vez, alguém sabe se passa em algum canal maluco desses?&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6756966-108682794298294971?l=opiniudo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6756966/posts/default/108682794298294971'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6756966/posts/default/108682794298294971'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://opiniudo.blogspot.com/2004_06_01_archive.html#108682794298294971' title='The Critic'/><author><name>Pedro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14345443172942115472</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6756966.post-10866619206730788</id><published>2004-06-07T23:27:00.000-03:00</published><updated>2004-06-07T23:32:00.673-03:00</updated><title type='text'>"Fair is foul, and foul is fair"</title><content type='html'>Esta é a minha resolução de ano novo. Ou melhor, de semestre novo.&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6756966-10866619206730788?l=opiniudo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6756966/posts/default/10866619206730788'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6756966/posts/default/10866619206730788'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://opiniudo.blogspot.com/2004_06_01_archive.html#10866619206730788' title='&quot;Fair is foul, and foul is fair&quot;'/><author><name>Pedro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14345443172942115472</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6756966.post-108645382653865592</id><published>2004-06-05T13:38:00.000-03:00</published><updated>2004-06-05T18:36:47.076-03:00</updated><title type='text'>Henfil</title><content type='html'>Já há algum tempo que &lt;b&gt;O Globo&lt;/b&gt; vem publicando tirinhas do Henfil. Não sou lá muito fã dele. Quer dizer, tem algumas sátiras políticas geniais mas, no geral, acho as tirinhas meio repetitivas e muito datadas, por mais que nego tenha se esforçado para atualizar o texto (o que também não sei se é muito válido, acho que agride um pouco a obra original).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas na segunda passada, saiu uma tira que achei fantástica. Não me parece ser muito do estilo dele, é um pouco melancólica para quem normalmente faz a crítica de uma forma debochada e escrachada, mas ficou muito linda. Eu digitalizei a tirinha pois não encontrei versão na Internet. &lt;del&gt;Ela está logo aí embaixo&lt;/del&gt;:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Atualização&lt;/b&gt;: parece que em determinadas resoluções a tira não estava aparecendo direito, então vou deixar como um &lt;a href="http://img53.photobucket.com/albums/v163/opiniudo/henfil.jpg" target="_blank"&gt;link separado&lt;/a&gt;.&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6756966-108645382653865592?l=opiniudo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6756966/posts/default/108645382653865592'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6756966/posts/default/108645382653865592'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://opiniudo.blogspot.com/2004_06_01_archive.html#108645382653865592' title='Henfil'/><author><name>Pedro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14345443172942115472</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6756966.post-108638987948560126</id><published>2004-06-04T19:33:00.000-03:00</published><updated>2004-06-04T19:57:59.486-03:00</updated><title type='text'> Da série "Comentários que Dão Origem a Posts"</title><content type='html'>Andre Lopes: &lt;em&gt;E acho que era mais fácil aplaudir os blockbusters quando eles não ameaçavam se tornar a única opção nos cinemas...&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pedro: &lt;em&gt;Não sei se há uma ameaça tão grande em os blockbusters se tornarem a única opção... acho que ainda há público para outros tipos de produção, muito reduzido, claro, mas eu ainda acredito nisso. Não só no caso do cinema, como na música também, por exemplo. Talvez seja ingenuidade minha, quem sabe?&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;André Lopes: &lt;em&gt;Claro que há um público para produções alternativas aos blockbusters, mas não há exagero na minha afirmação. Uma coisa que ficou explícita com "O Senhor dos Anéis" é que a indústria cinematográfica passou a dar seu apoio e prestígio (inclusive na forma de prêmios) a produções que são nitidamente niveladas ao público adolescente. Não há mais a possibilidade de um grande investimento financeiro em produções mais adultas. Mesmo cineastas respeitados, Woody Allen e. g., têm o financiamento na "conta do chá". Difícil imaginar um novo "Apocalypse Now" hoje em dia.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não acho que o caso do &lt;b&gt;Senhor dos Anéis&lt;/b&gt; seja tão representativo. O livro já contava com vários fãs dentro da indústria e o risco financeiro que a New Line correu em fazer uma aposta desse nível ganhou um respeito enorme, mesmo entre vários adversários. E quanto à distribuição demográfica, eu li uma pesquisa publicada na Time, se não me engano, mostrando que a principal concentração (nos EUA naturalmente) era na faixa dos 25 a 30 anos. Aliás, a faixa adolescente (13 a 20) tinha a mesma porcentagem daquela com mais de 50 (provavelmente muitos fãs antigos do livro). Ou seja, esse papo de filme nivelado ao público adolescente não cola para mim... ;)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quanto ao Woody Allen, é difícil a gente comparar. Ele é um cara de prestígio, e mesmo sem superproduções, tem sempre seu dinheirinho pra fazer seu filme anual. Aliás, o retorno é meio que garantido, porque ele tem um público fiel e na Europa seu prestígio é muito alto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por outro lado, sou obrigado a concordar que é difícil haver um investimento maior em produções com menos apelo comercial, ou "adultas" (acho meio estranho usar esse termo). Mas não sei se esses filmes precisam de um orçamento tão grande quanto um &lt;b&gt;Harry Potter&lt;/b&gt; ou &lt;b&gt;Tróia&lt;/b&gt;, por exemplo. O caso do &lt;b&gt;Apocalypse Now&lt;/b&gt; realmente é mais crítico... também não sei se seria possível hoje, mas ainda acredito que sim, mesmo que com dificuldades. Claro que é muito mais difícil alguém emplacar um filme desses do que um &lt;b&gt;Van Helsing&lt;/b&gt;, por exemplo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aliás, só para concluir, gostaria de lembrar que &lt;b&gt;O Senhor dos Anéis&lt;/b&gt; quase não foi feito justamente por causa dessas dificuldades que os filmes mais "maduros" encontram. A Miramax não queria arriscar fazer dois (a princípio seriam dois) filmes porque acreditou que não havia apelo suficiente, já que a audiência-alvo não costuma ir tanto ao cinema e os fãs do livro poderiam acabar com qualquer chance de sucesso caso não gostassem dessa versão.  Se o primeiro filme fracassasse o prejuízo seria enorme e eles não queriam correr tal risco. A New Line apostou alto, resolveu fazer três filmes e não dois e está nadando em dinheiro. Conclusão: o filme pode ser tudo, menos nivelado ao público adolescente. ;)&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6756966-108638987948560126?l=opiniudo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6756966/posts/default/108638987948560126'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6756966/posts/default/108638987948560126'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://opiniudo.blogspot.com/2004_06_01_archive.html#108638987948560126' title=' Da série &quot;Comentários que Dão Origem a &lt;em&gt;Posts&lt;/em&gt;&quot;'/><author><name>Pedro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14345443172942115472</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6756966.post-108623476783678393</id><published>2004-06-03T00:46:00.000-03:00</published><updated>2004-06-03T01:09:37.316-03:00</updated><title type='text'>Diários de Rei (ou “O Retorno da Motocicleta”)</title><content type='html'>Alguns temas são muito recorrentes em diversas histórias, sejam elas de ficção ou não, e, por conseqüência, também o são em vários filmes. Um desses temas é a questão da superação que, aliás, é praticamente uma fórmula cinematográfica, já que existe toda aquela balela de arco de personagem e tudo mais (mas quem sou eu para discutir isso?).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vou fazer, a seguir, algumas comparações entre uma cena de &lt;b&gt;Diários de Motocicleta&lt;/b&gt; e outra de &lt;b&gt;O Retorno do Rei&lt;/b&gt;. Quem, portanto, ainda não os viu e não quer estragar nada, é melhor não continuar lendo (bem, pelo menos o aviso está dado).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No caso de &lt;b&gt;Diários de Motocicleta&lt;/b&gt;, filme queridinho da crítica e dos amantes dos filmes cabeça (ou, pelo menos, da galera &lt;em&gt;estação-poser&lt;/em&gt;), temos a tal cena da travessia do rio. É o nosso herói, de carne e osso, futuro revolucionário, asmático, que, num arroubo de justiça, resolve comemorar seu aniversário com a galera do outro lado do rio, os leprosos, os segregados por aquela massa de água. Num esforço gigantesco, e com a curiosa falta de barcos e balsas para lhe auxiliar, nosso camarada asmático resolve atravessar a nado de margem a margem, feito nunca antes testemunhado por lá, segundo depoimentos dos próprios personagens do lugar (mas, também, quem iria querer fazer isso?).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No &lt;b&gt;Retorno do Rei&lt;/b&gt;, filme &lt;em&gt;pop&lt;/em&gt; (pelo menos em se tratando de bilheteria), super-produção, considerado ruim por muita gente que nem sequer viu (afinal, quem gosta de um filme com orçamento de milhões de dólares perde seu &lt;em&gt;status&lt;/em&gt; de ser &lt;em&gt;estação-poser&lt;/em&gt;) e que trata de criaturas fantásticas num mundo mitológico, temos nosso &lt;em&gt;hobbit&lt;/em&gt; Frodo e seu amigo esquisitão, Sam, escalando um vulcão com suas últimas forças, com o objetivo quase metafórico de destruir um artefato para evitar a devastação do mundo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por que eu quero comparar esses filmes? Justamente para tentar mostrar como, pelo menos sob o meu ponto de vista, a realização do mesmo tema no filme “&lt;em&gt;pop&lt;/em&gt;” foi infinitamente superior e mais pura do que no filme “cabeça”. Vejamos só, de um lado temos um “mito real”, um futuro revolucionário em formação, amado por milhares de pessoas no mundo (a maioria que só o conhece por uma foto estilizada). Do outro, temos criaturinhas meio delicadas numa obra de fantasia, uma ficção mitológica. Parece até covardia...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Configuração. Nosso futuro Che, no seu já citado arroubo de justiça, se emputece com a segregação e resolve, cerrando os dentes, atravessar o rio a nado. Frodo, nosso herói delicado exausto pela sua longa jornada, também cerra os dentes ao olhar para o cimo da montanha, e resolve juntar todas as forças restantes para escalar o que ainda lhe resta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Resultado. Ernesto acaba nos braços dos leprosos, aplaudido pelos menos favorecidos e até pelos favorecidos que não acreditavam nele do outro lado do rio, é a glória total e um ritual de passagem: agora ele é o fodão revolucionário que vai lutar contra os fracos e oprimidos. Enquanto isso, nosso herói com cara de criança e orelhas pontudas praticamente desmaia de cansaço após escalar cerca de um metro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Trilha sonora. Enquanto nosso herói asmático vai nadando em direção à outra margem do rio, a música acompanha a crescente expectativa, desembocando na realização total e completa da tarefa, o verdadeiro milagre dos leprosos. Clichê total e puro. No caso do &lt;em&gt;hobbit&lt;/em&gt;, neste ponto se encontra um toque de pura maestria de Shore, compositor da trilha. O tema do Portão Negro, denso e sombrio, desemboca num silêncio incerto, interrompido apenas pelo choro de melodia celta da flauta de Sir James Galway, tão delicada quanto suave. Um desenho musical que constata a fraqueza humana (?!) demonstrada por um &lt;em&gt;hobbit&lt;/em&gt; incapaz de lutar contra suas próprias limitações (mas não pelo revolucionário asmático de carne e osso, que atravessou um rio de águas geladas com forte correnteza). Mas que se dane o resto. Só a flauta celta desse trecho já vale toda a trilha sonora e ainda mais um pouco. Uma melodia tão pura, tão ingênua, sustentada por um fundo de cordas quase melancólico e silencioso, contrastando com os baixos densos e duros que a precede, tudo combinando perfeitamente com cena em questão. Genial. Aplausos de pé.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Edição. A tarefa hercúlea de nosso &lt;em&gt;hermano&lt;/em&gt; é entrecortada pelo povo do outro lado da margem que grita coisas como “você não vai conseguir”, “volte para cá”, “deixa de ser maluco” (e alguns muitos palavrões). Claro que, para provar que todos estão errados, ele acaba conseguindo. No caso de Frodo e seu companheiro, sua escalada frustrada só é interrompida para cenas do portão em que seus companheiros se vêem totalmente cercados por tropas inimigas, em situação de total desespero. E, neste momento, logo antes de voltar aos dois no pé da montanha, acontece um rápido diálogo entre o anão e o elfo. Gimli comenta algo do tipo “nunca pensei que fosse morrer lutando do mesmo lado de um elfo”, ao que Legolas responde “que tal do mesmo lado de um amigo?”. Um pouco piegas, é verdade, mas se presta a dois objetivos muito claros: (a) resolve de maneira simples e eficiente a questão da amizade dos dois, muito mais desenvolvida nos livros e (b) introduz, de maneira sutil e elegante, o tema a seguir, quando voltamos para os dois &lt;em&gt;hobbits&lt;/em&gt;, em que fica claro que Frodo, sem seu fiel amigo Sam, jamais conseguiria sequer chegar perto do objetivo (o famoso “&lt;em&gt;wheel of fire speech&lt;/em&gt;” tem uma carga metafórica muito alta nesse sentido). Ou seja, este último trecho antes da volta se presta, justamente, a introduzir o tema da amizade explorado de forma mais explícita a seguir, quando Sam segura um Frodo quase desmaiado (com a volta da belíssima flauta, mas já com uma melodia desenvolvida de maneira levemente diferente) e tenta reanimá-lo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Coadjuvantes. No caso de nosso revolucionário asmático, Granado, na cena de superação, só serve para tentar desencorajá-lo, para tentar mostrar-lhe o caminho que supunha certo. Mas, como bom fodão, Guevara prova que ele estava errado, consegue se superar e virar herói, até mudando a idéia do amigo que afirma, numa maneira de alívio cômico, que “sabia que o &lt;em&gt;hijo de puta&lt;/em&gt; iria conseguir” ou algo do gênero. No caso de Frodo, nosso delicado herói orelhudo, o amigo está lá para mostrar que ele é, sim, incapaz de realizar a tarefa sozinho. Coitado, ele não é fodão, afinal, é apenas de carne e osso. Opa, espere um momento... deixa pra lá.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Epílogo. Che Guevara vira um grande revolucionário fodão, uma figura mítica em todo o mundo, o grande idealizador da América Latina unida e o filme sobre ele um verdadeiro colírio para todos os &lt;em&gt;estação-poser&lt;/em&gt; espalhados por aí. Já Frodo, nosso herói de fantasia, não consegue realizar sua missão. Torna-se, portanto, uma espécie de Galaaz fracassado: era puro, casto e incorruptível, o único que poderia encontrar o Graal (neste caso, destruir um anti-Graal). Mas o “incorruptível” mostrou-se falho no seu caso, e apenas por uma providência, o anti-Graal pôde ser destruído e, ironia, justamente por uma criatura completamente corrompida (a destruição do anel, no livro, é levemente diferente da mostrada no filme, mas o resultado é o mesmo).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Conclusão. Gostei de &lt;b&gt;Diários de Motocicleta&lt;/b&gt;, como pode ser lido &lt;a href="http://opiniudo.blogspot.com/2004_06_01_opiniudo_archive.html#108606485819719391" target="_blank"&gt;abaixo&lt;/a&gt;, embora não pareça (quer dizer, da cena do rio eu não gostei mesmo). Mas não é por ser um filme &lt;em&gt;cult&lt;/em&gt; que ele deve ser adorado e venerado a qualquer custo. E, na minha profunda teimosia, continuarei defendendo a trilogia do &lt;b&gt;Senhor dos Anéis&lt;/b&gt; como Arte (com “A” maiúsculo) da melhor qualidade. Notem, por sinal, pela barra lateral, que os livros não estão nem entre os meus preferidos (acho &lt;b&gt;Silmarillion&lt;/b&gt; muito superior por vários motivos). Mas, para mim, Peter Jackson foi genial nesses filmes (quando eu tiver tempo ainda explico minhas razões com mais detalhes) e Howard Shore deu um verdadeiro banho, com algumas passagens quase mozartianas em suas trilhas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;PS&lt;/b&gt;. coloquei aqui &lt;b&gt;The Black Gate Opens&lt;/b&gt; da trilha sonora de &lt;b&gt;O Retorno do Rei&lt;/b&gt; em homenagem a este &lt;em&gt;post&lt;/em&gt;... pqp, essa flauta é muito foda... e as cordas no fundo, perfeitas. No final, ele sustenta uma nota por alguns segundos, enquanto crescem as cordas e o coral em élfico, terminando na mesma nota e tomando conta, para, a seguir, cair na revelação do tema de &lt;b&gt;Into the West&lt;/b&gt;... simplesmente foda! Mais aplausos de pé para Shore!&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6756966-108623476783678393?l=opiniudo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6756966/posts/default/108623476783678393'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6756966/posts/default/108623476783678393'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://opiniudo.blogspot.com/2004_06_01_archive.html#108623476783678393' title='Diários de Rei (ou “O Retorno da Motocicleta”)'/><author><name>Pedro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14345443172942115472</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6756966.post-108606485819719391</id><published>2004-06-01T01:38:00.000-03:00</published><updated>2004-06-01T02:04:11.110-03:00</updated><title type='text'>Diários de Motocicleta (de Walter Salles)</title><content type='html'>&lt;img src="http://www.omelete.com.br/imagens/cinema/artigos/diarios_motocicleta/poster.jpg" align="left"&gt;Finalmente consegui ver &lt;b&gt;Diários de Motocicleta&lt;/b&gt;, o tão falado filme do Walter Salles que, de brasileiro, só tem o diretor e o montador. Aliás, a viagem do filme seria pelo “continente que só conhecemos nos livros” mas não passa nem perto do Brasil. Já fui muito xingado pelo que vou falar agora, mas nunca acreditei nessa “identidade latino-americana”. Pra mim, é balela. E não acho que seja apenas uma barreira lingüística pois não vejo, no Brasil, qualquer identidade com os demais países da América Latina que não seja apenas pela miséria do seu povo e ganância de seus governantes. Ou seja, tanto teria com qualquer outro país pobre, seja da África ou do Oriente Médio, por exemplo. Acho extremamente artificial e forçado esse tipo de identidade, mas tudo bem. Não quero ser mais xingado do que já fui ao longo dos anos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quanto ao filme, é bonito, sem dúvida. E também não é ruim. É um filme legal, muito bem feito, certinho. Mas não é uma maravilha nem, muito menos, uma obra-prima. Tem ótimas atuações, belas paisagens, excelente fotografia, mas é um pouco vazio. Li muita gente elogiando a trilha sonora. Eu não gostei, achei monótona e indiferente, até mesmo sem graça. Além disso, concordo com o &lt;a href="http://butuca.blogspot.com" target="_blank"&gt;Perret&lt;/a&gt; quando ele diz que a parte do meio do filme de entrevistas com peruanos quebra completamente o ritmo. Acho que foi desnecessário e meio forçado, poderia ser feito de outra maneira. E quanto àquela tão falada cena do rio, pra mim beirou um pouco o ridículo. Sei lá, pareceu uma cena meio Rocky Balboa demais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas, apesar dos pesares, é um filme que vale realmente a pena ser visto. Acho interessante a idéia de se tentar reconstituir a formação interna de um mito, quase como um estudo de personagem mesmo, embora em alguns pontos ela tenha soado um pouco forçada e artificial. Por outro lado, sendo uma obra baseada nos escritos do próprio Guevara e de seu companheiro Granado, é de se imaginar que já haja uma distorção natural que deixe embaçar a visão direta sobre o ser humano, tornando-o mais fictício e ideal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Apesar de uma ou outra citação lá e cá, não creio que se trate de ver a formação de um líder comunista, de um guerrilheiro ou de um movimento radical de esquerda. Trata-se, mais, da composição das jornadas de uma pessoa, interna e externa, e das mudanças que ela sofre. Independente de ideologia, acredito que seja mais importante olhar tudo como a formação (e a transformação) de alguém a partir de suas experiências, algo que acontece tanto com o Ernesto Guevara quanto com o pobre do leproso lá no meio da Amazônia peruana. Talvez seja aí que o filme tenha falhado mais, quando poderia ter mostrado o personagem do futuro Che Guevara mais leproso e menos emblemático.&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6756966-108606485819719391?l=opiniudo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6756966/posts/default/108606485819719391'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6756966/posts/default/108606485819719391'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://opiniudo.blogspot.com/2004_06_01_archive.html#108606485819719391' title='&lt;a href=&quot;http://www.imdb.com/title/tt0318462/&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;Diários de Motocicleta&lt;/a&gt; (de Walter Salles)'/><author><name>Pedro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14345443172942115472</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6756966.post-108581912802722117</id><published>2004-05-29T05:22:00.000-03:00</published><updated>2004-05-29T05:25:28.026-03:00</updated><title type='text'>Estudantes</title><content type='html'>Gregório de Matos escreveu o soneto a seguir no século XVII, mas parece que foi hoje...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mancebo sem dinheiro, bom barrete,&lt;br /&gt;Medíocre o vestido, bom sapato,&lt;br /&gt;Meias velhas, calção de esfola-gato,&lt;br /&gt;Cabelo penteado, bom topete.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Presumir de dançar, cantar falsete,&lt;br /&gt;Jogo de fidalguia, bom barato,&lt;br /&gt;Tirar falsídia ao Moço do seu trato,&lt;br /&gt;Furtar a carne à ama, que promete.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A putinha aldeã achada em feira,&lt;br /&gt;Eterno murmurar de alheias famas,&lt;br /&gt;Soneto infame, sátira elegante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cartinhas de trocado para a Freira,&lt;br /&gt;Comer boi, ser Quixote com as Damas,&lt;br /&gt;Pouco estudo, isto é ser estudante.&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6756966-108581912802722117?l=opiniudo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6756966/posts/default/108581912802722117'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6756966/posts/default/108581912802722117'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://opiniudo.blogspot.com/2004_05_01_archive.html#108581912802722117' title='Estudantes'/><author><name>Pedro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14345443172942115472</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6756966.post-108581028605788452</id><published>2004-05-29T02:57:00.000-03:00</published><updated>2004-05-29T02:58:06.056-03:00</updated><title type='text'>"I fought the law...</title><content type='html'>... and the law won"&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6756966-108581028605788452?l=opiniudo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6756966/posts/default/108581028605788452'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6756966/posts/default/108581028605788452'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://opiniudo.blogspot.com/2004_05_01_archive.html#108581028605788452' title='&quot;I fought the law...'/><author><name>Pedro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14345443172942115472</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6756966.post-108562977250250489</id><published>2004-05-27T00:36:00.000-03:00</published><updated>2004-05-27T00:49:32.503-03:00</updated><title type='text'>A Vez dos Cinéfilos</title><content type='html'>Num &lt;a href="http://opiniudo.blogspot.com/2004_05_01_opiniudo_archive.html#108464610135885928" target="_blank"&gt;&lt;em&gt;post&lt;/em&gt; de alguns dias atrás&lt;/a&gt; eu falei sobre a fauna dos fóruns literários de maneira estereotipada e meio debochada (bem, era essa a idéia mesmo).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje eu estava lendo algumas opiniões a respeito do filme &lt;b&gt;Tróia&lt;/b&gt; em alguns fóruns e lembrei disso. Pensei em como também se aplicava ao cinema, guardadas as devidas proporções, naturalmente. Normalmente faço muito isso: depois de ver um filme sempre dou uma olhada nos fóruns, embora raramente responda a algo ou faça o meu comentário. Já sou experiente nesses assuntos, sempre há uma &lt;em&gt;prima donna&lt;/em&gt; esperando uma oportunidade para fazer seu showzinho particular e, certamente, não serei eu quem vai alimentá-la.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E assim a coisa vai... Quando não é alguém querendo fazer uma análise sobre algo que desconhece como se fosse um especialista, é alguém querendo mostrar uma autoridade que não possui (pois só fala besteira) e, pior ainda, zombando dos demais como se fosse superior.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E por que eu ainda acesso tais fóruns? Não é porque sou masoquista ou algo do tipo, mas, sim, porque no meio de tanta gente desse nível, ainda há uma ou outra mensagem que se salva e da qual se podem aproveitar várias coisas. São pontos de vista ponderados e bem argumentados, sem a arrogância tão peculiar aos freqüentadores de fóruns de discussão. Discordando ou não de tais opiniões, é sempre muito bom ter a oportunidade de lê-las. São raras essas mensagens, é verdade, mas ainda fazem valer a pena o esforço de garimpá-las.&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6756966-108562977250250489?l=opiniudo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6756966/posts/default/108562977250250489'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6756966/posts/default/108562977250250489'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://opiniudo.blogspot.com/2004_05_01_archive.html#108562977250250489' title='A Vez dos Cinéfilos'/><author><name>Pedro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14345443172942115472</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6756966.post-108560180872677732</id><published>2004-05-26T17:02:00.000-03:00</published><updated>2004-05-26T17:03:28.726-03:00</updated><title type='text'>Chegou!!!</title><content type='html'>Agora já posso vender meus 4 VCDs a dérreal na Carioca.&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6756966-108560180872677732?l=opiniudo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6756966/posts/default/108560180872677732'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6756966/posts/default/108560180872677732'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://opiniudo.blogspot.com/2004_05_01_archive.html#108560180872677732' title='Chegou!!!'/><author><name>Pedro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14345443172942115472</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6756966.post-108553693021574188</id><published>2004-05-25T23:01:00.000-03:00</published><updated>2004-05-26T17:12:49.710-03:00</updated><title type='text'>Tróia ("Troy", de Wolfgang Petersen)</title><content type='html'>&lt;img src="http://images.rottentomatoes.com/images/movie/allposters/153/501998_rt.jpg" align="left"&gt;Este filme evita o grande erro que a obra original em que ele se baseia comete, transformando um enredo interessante em algo interessante. A &lt;b&gt;Ilíada&lt;/b&gt;, ao contrário, transforma essa mesma história interessante em algo tedioso e cansativo. Ah, mas a importância da obra para a formação da literatura, do gênero épico e da cultura grega e, conseqüentemente, ocidental e blá-blá-blá eu não agüento mais ouvir. A &lt;b&gt;Ilíada&lt;/b&gt; é um porre, sendo ou não um dos poemas mais importantes de todos os tempos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Voltando ao filme... ele começa antes e termina depois da história contada por Homero, narrando todos os acontecimentos da lendária queda de Tróia. E toma lá suas liberdades com o mito... algumas mortes inventadas e os deuses colocados em segundo plano são os principais desvios. Mas foram mudanças muito bem feitas que contribuíram no sentido dramático e também para o ritmo do filme. Aliás, os dois fatores estão muito ligados, já que para tirar a farofada dos deuses, foi preciso solucionar certos buracos na história e, para não cair no ridículo, algumas mortes tiveram de ser inventadas. Ato corajoso e, ao meu ver, muito bem feito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As batalhas, em geral, são bonitas, embora em alguns casos pareçam meio corridas, talvez editadas demais. A caracterização dos cenários e os figurinos são excelentes. A trilha sonora deixa um pouco a desejar em alguns momentos, sendo meio chata e repetitiva, mas em outros pontos ela segura bem o tom épico de que o filme precisa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As atuações são boas, mas acho que não há muito mérito nisso, pois os personagens não precisam mesmo de muita profundidade. Aliás, volta e meia o roteiro derrapa um pouco ao colocar certos trejeitos e filosofadas no Aquiles que simplesmente soam fora de propósito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas o maior mérito do filme é, na minha opinião, fazer jus ao verdadeiro herói: Heitor. Não é Aquiles, o fodão, o grego, e, sim, Heitor, o domador de cavalos, o troiano, o verdadeiro herói do texto. Tanto é assim que, na armadilha criada pela &lt;b&gt;Ilíada&lt;/b&gt;, tudo termina justamente com os funerais de Heitor.  O resultado da guerra passa a ser secundário. E o filme mostra bem como mesmo não sendo o melhor e mais valoroso guerreiro, uma determinada pessoa pode, por outras qualidades, tornar-se a principal figura de uma história. Outra coisa de que gostei foi não terem transformado tudo num filme de amor, o que seria algo que destruiria completamente todo o sentido. Embora haja suas ceninhas piegas amorosas lá e cá, não foi nada que atrapalhasse o andamento geral. Um outro ponto positivo foi a breve aparição de Enéias, uma boa e sutil lembrança que ficou bem legal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tive uma certa decepção com o confronto entre Heitor e Aquiles. Falaram tanto que eu esperava mais. Foi uma bela luta, sim, bem coreografada e coisa e tal. Mas acho que faltou muito mais dramaticidade. Neste ponto creio que vou ter de ficar com a &lt;b&gt;Ilíada&lt;/b&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No final das contas, o filme fica com um saldo positivo. Uma bela construção da lendária luta por Tróia numa interpretação em que a história tem um destaque muito mais central do que a exaltação dos valorosos, lendários e imortais guerreiros, mesmo que isso não seja de todo esquecido sendo, até mesmo, explicitamente falado. Foi, portanto, um ótimo equilíbrio entre essas partes, o que contribuiu para gerar um excelente épico.&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6756966-108553693021574188?l=opiniudo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6756966/posts/default/108553693021574188'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6756966/posts/default/108553693021574188'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://opiniudo.blogspot.com/2004_05_01_archive.html#108553693021574188' title='&lt;a href=&quot;http://www.imdb.com/title/tt0332452/&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;Tróia&lt;/a&gt; (&quot;Troy&quot;, de Wolfgang Petersen)'/><author><name>Pedro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14345443172942115472</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6756966.post-108526622168066234</id><published>2004-05-22T19:46:00.000-03:00</published><updated>2004-05-23T20:04:01.363-03:00</updated><title type='text'>Da série "Os Melhores Músicos/Compositores Que Já Ouvi"</title><content type='html'>&lt;img src="http://www.buddyholly.com/images/photogallery/buddy013.jpg" align="left"&gt;&lt;a href="http://www.buddyholly.com/" target="_blank"&gt;Buddy Holly&lt;/a&gt; morreu aos 22 anos num trágico acidente de avião, junto com Ritchie “La Bamba” Valens e J. P. “Big Bopper” Richardson, a 3 de fevereiro de 1959, no que ficou conhecido como &lt;a href="http://en.wikipedia.org/wiki/The_Day_The_Music_Died" target="_blank"&gt;o dia em que a música morreu&lt;/a&gt;. Uma morte trágica e prematura é, normalmente, a senha para se criar um mito, uma lenda, um fenômeno. Parece não ter acontecido justamente com um cara que mereceria tanto. Ainda que tenha sua legião fiel de fãs, Buddy Holly é bastante desconhecido hoje em dia, mesmo por aqueles que gostam de &lt;em&gt;rock&lt;/em&gt;. Tem gente, inclusive, que acha que ele e Billie Holiday são a mesma pessoa. Em 1971, Don McLean gravou a famosa música &lt;a href="http://en.wikipedia.org/wiki/American_Pie_(song)" target="_blank"&gt;&lt;b&gt;American Pie&lt;/b&gt;&lt;/a&gt;, uma das mais enigmáticas e interpretadas da música popular em todos os tempos. Ela é, basicamente, uma homenagem aos três mortos no acidente e sua música mas, principalmente, ao gênio Buddy Holly. Há algumas referências fáceis de perceber (como “&lt;em&gt;this will be the day that I die&lt;/em&gt;” e “&lt;em&gt;the day the music died&lt;/em&gt;”), mas muitas são totalmente abertas a especulações.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não sei muito bem explicar por que Buddy Holly virou uma lenda meio restrita a certos guetos. Talvez o seu estilo de &lt;em&gt;rock&lt;/em&gt; suave e melódico e seu jeito engomadinho e &lt;em&gt;nerd&lt;/em&gt; tenham causado certa repulsa a partir de um momento em que &lt;em&gt;rock&lt;/em&gt;, tanto como música quanto como movimento, passou a significar rebeldia e revolta contra o sistema. Isso seria uma enorme bobeira.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Suas músicas têm melodias delicadas e charmosas. As letras são de um estilo romântico bem ingênuo, volta e meia com uma malícia quase infantil. É uma forma de &lt;em&gt;rock&lt;/em&gt; muito diferente daquela com que a maioria está acostumada, é bem mais pura e suave, com melodias calmas, sedutoras, valsantes, num ritmo não muito acelerado. Seu estilo de cantar também é bem marcante. Ele fazia uma espécie de “soluço” (que muitos tentaram imitar durante anos), normalmente nos refrões, além de muitas vezes quebrar de agudo para grave repentinamente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sua importância para a música também é grande. Embora não seja muito comentado, ele foi uma das principais (e melhores) influências para os Beatles. Nas gravações embrionárias presentes no &lt;b&gt;Anthology&lt;/b&gt; fica claro como o John Lennon cantava imitando o estilo de Buddy Holly. Suas composições também foram bastante influenciadas pelo estilo melódico do &lt;em&gt;rock&lt;/em&gt; de Holly. Isso sem contar no repertório, que incluía canções como &lt;b&gt;That'll be the Day&lt;/b&gt; e &lt;b&gt;Maybe Baby&lt;/b&gt;, clássicos do &lt;em&gt;rock'n'roll&lt;/em&gt;. Os Beatles chegaram a gravar outras músicas de Holly, como uma belíssima versão de &lt;b&gt;Words of Love&lt;/b&gt; (para o álbum &lt;b&gt;Please Please me&lt;/b&gt; se não me falha a memória), além da clássica &lt;b&gt;Crying, Waiting, Hoping&lt;/b&gt; na voz de Harrison (no álbum &lt;b&gt;Live At BBC&lt;/b&gt; há uma versão). Outras importantes bandas do &lt;em&gt;rock&lt;/em&gt; também sofreram fortes influências, como os Rolling Stones que gravaram, por exemplo, sua versão de &lt;b&gt;Not Fade Away&lt;/b&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O estilo simples, popular e melódico das músicas e a forma ingenuamente carinhosa e, por vezes, infantilmente maliciosa das letras, me levam a ver Buddy Holly como uma espécie de ultra-romântico do &lt;em&gt;rock&lt;/em&gt;. Não é apenas o fato de ter morrido aos 22 anos de maneira trágica que me faz vê-lo dessa forma. Seu exagero quase cômico como em “&lt;em&gt;Well that'll be the day when you say goodbye / Yeah that'll be the day when you make me cry / You say you're gonna leave, you know it's a lie / 'Cause that'll be the day when I die&lt;/em&gt;” (em &lt;b&gt;That'll be the Day&lt;/b&gt;), sua melancolia ingênua em "&lt;em&gt;The record hops and all the happy times we had. / The soda shop, the walks to school now make me sad. / Oh, what to do? I know my heartache is showing, / Still not knowing what to do&lt;/em&gt;" (em &lt;b&gt;What to Do&lt;/b&gt; que, aliás, é uma gravação maravilhosa) e sua malícia quase medrosa, bem adolescente, que tem receio de ousar mesmo que um pouquinho mas ousa, ainda que de maneira mais sugestiva do que explícita, como em &lt;b&gt;Words of Love&lt;/b&gt; (que, apesar do título, tem como revelador refrão um gemido), são exemplos de características que me levam a tal interpretação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Apesar disso tudo, não vejo o 3 de fevereiro de 1959 como o dia em que música morreu. Ela perdeu, sim, um de seus mais promissores talentos, cuja voz hoje descansa em paz através de seu legado fascinante em nossos ouvidos.&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6756966-108526622168066234?l=opiniudo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6756966/posts/default/108526622168066234'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6756966/posts/default/108526622168066234'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://opiniudo.blogspot.com/2004_05_01_archive.html#108526622168066234' title='Da série &quot;Os Melhores Músicos/Compositores Que Já Ouvi&quot;'/><author><name>Pedro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14345443172942115472</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6756966.post-108524308920199785</id><published>2004-05-22T13:22:00.000-03:00</published><updated>2004-05-22T13:25:36.100-03:00</updated><title type='text'>O Tédio...</title><content type='html'>Sábado... e eu aqui, no &lt;em&gt;campus&lt;/em&gt; da Ilha do Fundão, desde 10h da manhã, cuidando de uma prova que, por sinal, só vai acabar depois de 16h30m... bem, pelo menos é por uma boa causa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E, enquanto isso, minha lista de filmes para assistir só cresce... :/&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6756966-108524308920199785?l=opiniudo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6756966/posts/default/108524308920199785'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6756966/posts/default/108524308920199785'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://opiniudo.blogspot.com/2004_05_01_archive.html#108524308920199785' title='O Tédio...'/><author><name>Pedro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14345443172942115472</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6756966.post-108511016846217570</id><published>2004-05-21T12:32:00.000-03:00</published><updated>2004-05-21T01:42:32.856-03:00</updated><title type='text'>Da série "Comentários que Dão Origem a Posts"</title><content type='html'>Raphael Perret: &lt;em&gt;Hahahaha, lembra do histórico trabalho de Programação Linear, a gente esperando o ônibus no Méier pra poder ir pra casa?&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Caraca, essa foi tão clássica que não dava para comentar nos comentários (que anti-redundância paradoxal). Trabalho de PL (Programação Linear), 1999. Grupo: eu, Perret, Bruno, Denise e Tahuana. Estávamos na casa da Tatá desde de manhã na véspera da entrega do trabalho. Bruno acho que nem chegou a ir e ficou ajudando pelo ICQ. Denise foi embora no início da noite. Ao longo do trabalho, eu ainda tinha de revezar com o resto do grupo porque tinha de estudar para a prova final... de PL! Eu estava fazendo o trabalho da disciplina e nem sabia a matéria, tinha tirado 0,8 na segunda prova (eu dormi ao invés de virar a noite estudando e mifudi). Situação dramática e surreal. Mas a coisa foi andando, meio capenga, mas foi.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para quem não conhece a Tahuana, quando ela fica estressada e/ou cansada, começa a rir sem parar por qualquer coisa. Numa hora, eu e Perret comentamos, na maior ingenuidade e falando sério, "de repente a gente termina hoje". Foi a senha para ela começar uma gargalhada histérica que durou praticamente meia hora. E, no meio daquela loucura, acabamos contagiados por aquela febre de riso frenética e &lt;em&gt;nonsense&lt;/em&gt;. Poucas foram as vezes, provavelmente, em que rimos tanto assim em nossas vidas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por volta de 11 horas da noite, eu e Perret fomos expulsos pelo avô da Tahuana, quase que a bengaladas. Ficamos cerca de uma hora vagando no Méier, indo de ponto em ponto buscando algum ônibus que nos levasse a algum lugar. Isso mesmo. Em 60 minutos nós mudamos de idéia umas 30 vezes, não sabíamos nem o que fazer, para a casa de quem ir, sequer qual ônibus pegar. O pior é que tínhamos de terminar o trabalho até as 6 da manhã e nem sabíamos onde iríamos terminá-lo! Apesar de desorientados, a gente ainda ria muito com a situação que se desenhava.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A uma certa altura, já pela meia-noite e pouco, acabamos pegando um ônibus e indo prum lugar que não me lembro mais onde era, foi o único que conseguimos. Paramos num posto de gasolina e eu estava com uma vontade de mijar colossal. Lembro que o banheiro do posto não tinha luz. Estava tudo escuro. Não se via nem onde estava a privada... havia um rio sob meus pés e torci para que fosse algum vazamento de água, realmente tive fé de que não era outra coisa a não ser água... além disso, ainda fui idiota de querer mijar no vaso (afinal, eu torcia para que o rio fosse de água), então abri a porta do banheiro para poder ver onde eu estava mijando. Só mais um detalhe: a porta não ficava aberta a não ser que você a segurasse. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Resultado: foi a mijada mais surreal de toda a minha vida... lá estava eu, no banheiro de um posto de gasolina que eu nem sabia onde ficava, encostado na porta aberta para poder entrar luz, com carros passando bem perto, mijando num vaso que ficava a uns dois metros de distância. Tarantinesca a situação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois fomos parar na casa do Perret para poder terminar o trabalho, quando já era por volta de uma da manhã. Pra vocês verem o nível de bizarrice da coisa, numa hora em que o programa pareceu funcionar, chegamos a comemorar fazendo ola!!! Pior: fizemos a ida e a volta!!! Pior ainda: fizemos a ida e a volta da ola umas três vezes seguidas!!!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há um determinado momento em trabalhos de grupo quando se vira a noite que chamamos de &lt;b&gt;A Hora do Foda-se&lt;/b&gt;. Normalmente acontece entre as 4h e 5h, quando estão todos de saco cheio e com as pálpebras pesando uns 50 quilos. Nesses momentos, qualquer coisa termina num foda-se. "Mas a gente não tinha de implementar a funcionalidade xyz?" Resposta: foda-se. "Tem um bug x no programa se o usuário der a entrada y!" Resposta: foda-se. "Acho que isso não vai funcionar direito." Resposta: foda-se. E por aí vai. Foi nessa hora em que tivemos uma idéia genial que resolvia um bug muito sinistro que não fazíamos a menor idéia de como acontecia nem, muito menos, o porquê. A gente escreveu um dos comandos mais dadaístas que a programação em linguagem C jamais foi capaz de conceber. Algo do tipo vetor[vetor[vetor[++i]+j++]+i] = ++j; ou algo semelhante. Tinha um endereçamento indireto triplo, ou algo do tipo, sei lá. O mais impressionante é que a coisa pareceu funcionar na hora. E o mais patético foi que nós dois achamos que tínhamos feito a solução mais genial do mundo, que resolvia todos os problemas. Claro que quando tentamos pensar se aquilo dava certo, a hora do foda-se falou mais alto e consideramos o trabalho pronto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fomos dormir às 5h para acordarmos às 6h. Foi uma hora que passou num piscar de olhos, literalmente. Até hoje ainda acho que o espaço-tempo do Universo se deformou naquele momento e 60 minutos inteiros simplesmente foram dizimados da existência. Pior de tudo: a entrega do trabalho acabou sendo adiada. Tanto sofrimento por nada... &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Até hoje a gente se pergunta em que diabos a gente estava pensando quando colocou aquele comando de vanguarda que achamos genial na hora. Não fazia o menor sentido, era completamente errado. E o pior de tudo é que resolveu o problema, pelo menos parcialmente, naquele momento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas esse trabalho épico não poderia terminar sem outro momento clássico: no dia da nova apresentação do trabalho, era preciso mostrar a modelagem de um problema de programação linear bem complicadinho. A Tatá e a Denise haviam feito duas soluções diferentes e não chegaram a uma conclusão de qual estava certa. Então colocaram ambas na mesma folha de caderno, só que uma em cada lado. Quando estavam apresentando para a professora, ela comentou "Não, espera aí, isso está errado". Eis que elas, com uma naturalidade impressionante e na maior cara de pau, viram a folha e dizem algo do tipo "Desculpa, professora... aquela era uma modelagem antiga que a gente tinha feito... a que conta mesmo é esta aqui". O mais difícil, naquele momento, foi segurar a gargalhada monumental por todo o contexto da situação. Clássico, clássico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No final das contas, tiramos 10,0 no trabalho. O que foi merecido por todo o sofrimento que passamos por causa dele. Bem, a gente sofreu mas se divertiu muito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Moral da história: tudo vale a pena se a alma não é pequena.&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6756966-108511016846217570?l=opiniudo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6756966/posts/default/108511016846217570'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6756966/posts/default/108511016846217570'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://opiniudo.blogspot.com/2004_05_01_archive.html#108511016846217570' title='Da série &quot;Comentários que Dão Origem a &lt;em&gt;Posts&lt;/em&gt;&quot;'/><author><name>Pedro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14345443172942115472</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6756966.post-108508010022908600</id><published>2004-05-20T15:59:00.000-03:00</published><updated>2004-05-20T16:08:20.230-03:00</updated><title type='text'>Desenho Animado</title><content type='html'>Aconteceu um &lt;a href="http://oglobo.globo.com/online/rio/142184690.asp" target="_blank"&gt;acidente grave&lt;/a&gt; hoje, em Botafogo, justamente na hora em que eu estava para pegar o 485. Parou tudo e os ônibus tiveram de fazer altas manobras para conseguirem passar por algum lugar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eis que o cara que vende vale-transporte me avisa do acidente e fala que o 485 está passando na outra pista da Praia de Botafogo. Beleza. Quando eu vou atravessar, não é que o 485 está parado no ponto? Claro que, assim que eu consegui mudar de pista, ele partiu. Tudo bem, é questão de tempo, eu pensei. Mas logo quando olho para a pista da qual eu acabara de sair, não é que havia outro 485 parado no ponto original? Como ele conseguiu passar por lá eu não sei, mas claro que foi embora no exato momento em que consegui atravessar de volta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu me senti um personagem de desenho animado.&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6756966-108508010022908600?l=opiniudo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6756966/posts/default/108508010022908600'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6756966/posts/default/108508010022908600'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://opiniudo.blogspot.com/2004_05_01_archive.html#108508010022908600' title='Desenho Animado'/><author><name>Pedro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14345443172942115472</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6756966.post-108502495847788907</id><published>2004-05-20T00:42:00.000-03:00</published><updated>2004-05-20T07:00:16.676-03:00</updated><title type='text'>Cine Cachaça</title><content type='html'>Estive hoje (ontem?) no &lt;a href="http://www.grupos.com.br/grupos/cachacacinemaclube" target="_blank"&gt;Cachaça Cinema Clube&lt;/a&gt;, no Odeon. Uma das minhas amigas do colégio está entre as organizadoras lá do evento, e um pessoal resolveu se animar pra ir, então fui junto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Normalmente rola uma sessão com curtas e, depois, uma festa com degustação de cachaça lá mesmo. Eu não bebo nem sou muito de festa mas, de qualquer maneira, achei interessante o evento. Neste último que aconteceu, foram reunidos curtas sob o tema "100% negro", sobre a consciência negra. Um tema, como eles mesmo comentaram, bem abrangente e, dessa mesma forma, foram os curtas exibidos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sobre os curtas em si, gostei de algumas coisas, não gostei de outras. Mas acho que isso nem é o mais importante. O evento em si me pareceu bem legal e interessante, com a presença muito grande de público, o que me impressionou um bocado. Só lamento que tenham acontecido alguns probleminhas. O atraso foi um deles, resultado de uma confusão na divulgação do horário, que estava 20h30m na filipeta mas saiu como 21h00m no jornal. Acabou começando só às 21h30m. Outra coisa foi uma parte da platéia extremamente inconveniente. Pareciam criancinhas indo ao cinema pela primeira vez e, inclusive, mostraram uma falta de respeito grande no início, na apresentação de representantes dos curtas que seriam exibidos. Ou seja, ficou claro que alguns ali só estavam pela badalação, pela social, e não estavam nem aí pra sessão em si. Podiam ter esperado lá fora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas tais problemas não foram nada que estragasse o evento como um todo. Afinal, sobra animação do pessoal e, sobretudo, paixão pelo cinema o que, por si só, já é algo digno de aplauso.&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6756966-108502495847788907?l=opiniudo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6756966/posts/default/108502495847788907'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6756966/posts/default/108502495847788907'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://opiniudo.blogspot.com/2004_05_01_archive.html#108502495847788907' title='Cine Cachaça'/><author><name>Pedro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14345443172942115472</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6756966.post-108493544970218315</id><published>2004-05-18T23:35:00.000-03:00</published><updated>2004-05-19T00:01:40.593-03:00</updated><title type='text'>Achei!!!</title><content type='html'>Acho que, finalmente, encontrei o soneto do Petrarca que se pode comparar com os de Camões e Machado, que comentei num &lt;a href="http://opiniudo.blogspot.com/2004_05_01_opiniudo_archive.html#108451103888892910" target="_blank"&gt;&lt;em&gt;post&lt;/em&gt; anterior&lt;/a&gt;. Meu italiano é horroroso, mas dá pra pegar algumas coisas:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;CCLXXXII&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Alma felice che sovente torni&lt;br /&gt;a consolar le mie notti dolenti&lt;br /&gt;con gli occhi tuoi che Morte non à spenti,&lt;br /&gt;ma sovra 'l mortal modo fatti adorni:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;quanto gradisco che' miei tristi giorni&lt;br /&gt;a rallegrar de tua vista consenti!&lt;br /&gt;Cosí comincio a ritrovar presenti&lt;br /&gt;le tue bellezze a' suoi usati soggiorni,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;là 've cantando andai di te molt'anni,&lt;br /&gt;or, come vedi, vo di te piangendo:&lt;br /&gt;di te piangendo no, ma de' miei danni.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sol un riposo trovo in molti affanni,&lt;br /&gt;che, quando torni, te conosco e 'ntendo&lt;br /&gt;a l'andar, a la voce, al volto, a' panni.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas há, também, influências de outros sonetos do Petrarca na construção do de Camões. Como, por exemplo, o LXIII, em que termina com "Signor, che 'n questo carcer m' hai rinchiuso, / Tràmene salvo da li eterni danni; / Ch' i' conosco 'l mio fallo e non scuso". O soneto, basicamente, fala de como ele se cansou da vida e de toda a dor após a morte de Laura (a amada) e, nesse final, entrega seu coração a Deus para que Ele o leve e o livre de todo o mal da terra. Conclusão bem parecida com a de Camões. O soneto LIX também tem algumas influências, seria a visão do poeta alçada ao Céu, falando com a alma de Laura e sua morte prematura. É bem verdade que quase toda a parte &lt;em&gt;In Morte&lt;/em&gt; do &lt;b&gt;Cancioneiro&lt;/b&gt; pode ser considerada como influência para o soneto de Camões, mas em alguns poemas particulares as idéias exploradas são mais explícitas, bem como as dualidades usadas pelo poeta português.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Isso tem a ver, também, com um futuro &lt;em&gt;post&lt;/em&gt; em defesa do Raimundo Correia, mas isso fica para uma outra oportunidade.&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6756966-108493544970218315?l=opiniudo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6756966/posts/default/108493544970218315'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6756966/posts/default/108493544970218315'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://opiniudo.blogspot.com/2004_05_01_archive.html#108493544970218315' title='Achei!!!'/><author><name>Pedro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14345443172942115472</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6756966.post-108464610135885928</id><published>2004-05-15T15:34:00.000-03:00</published><updated>2004-05-16T01:28:48.313-03:00</updated><title type='text'>A Fauna dos Fóruns Literários e o Mea Culpa</title><content type='html'>Uma das coisas mais interessantes e, ao mesmo tempo, irritantes de se fazer nesses tempos de Internerd é visitar (e participar) dos fóruns literários. Freqüentam-nos os mais variados tipos, formando uma fauna bem heterogênea, mas nem por isso necessariamente rica. O curioso é que, nesse tipo de discussão, as pessoas que aparecem são, em geral, bem diferentes daquelas a que eu me acostumei nas conversas ao vivo, seja pela faculdade de Letras ou não. É o tal negócio, muitas pessoas se comportam de maneira diferente quando estão por trás do computador.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas o interessante mesmo é notar que há certos tipos de pessoas cujos padrões se repetem, mesmo em fóruns distintos sobre assuntos específicos distintos. Claro que isso é uma estereotipação e pode ser perfeitamente injusta, mas a natureza caricata de tal observação não deixa de ser tentadora. E, afinal, como freqüentador assíduo de tais canais de discussões desde o final de 1995 no IRC e na usenet, isso também pode servir como um &lt;em&gt;mea culpa&lt;/em&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enfim, os tipos mais comuns que já pude observar (e de que me lembro neste instante) são os seguintes:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;O Fodão&lt;/b&gt;: este é um cara normalmente bastante culto, inteligente e que escreve muito bem. Suas reações e mensagens são sempre colocadas de maneira a lembrar a todos de que ele é o fodão. Sendo assim, qualquer discussão, mesmo as mais banais como, por exemplo, se Fernando Pessoa preferia café com uma ou duas gotas de leite, se transforma num verdadeiro tratado filosófico-psicológico-histórico-sociológico-literário. Em sua primeira mensagem ele vai, logo de cara, citar pelo menos cinco filósofos. Mas tem de citar aqueles com nomes difíceis, para assustar mais facilmente os ingênuos. Então, não adianta citar Kant, já que é um nome curto, mesmo que ninguém nunca tenha entendido o que ele escreveu (nem o próprio Kant). Nomes como Kierkegaard, Schopenhauer, Nietzsche (que andou tanto na moda que daqui a pouco vai ser citado em concurso de misses) e Heidegger são bons candidatos. Os gregos não são, porque estão muito &lt;em&gt;démodé&lt;/em&gt;. Depois disso, vai citar meia dúzia de poemas obscuros que ninguém conhece (se não estiver em antologias oficiais, melhor ainda) do autor que é o tema original da discussão. E, para terminar, vai citar mais uma penca de autores obscuros do século XX que ninguém nunca ouviu falar só para constar que ele não só ouviu falar como, também, leu (e gostou, mesmo que não tenha gostado). Tudo isso para, no final, chegar à conclusão de que não importa a quantidade de leite no café do Pessoa, porque estamos todos condenados a uma vivência medíocre neste mundo materialista (ou algo do tipo).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;O Mané&lt;/b&gt;: este é aquele cara que lê um livro da coleção vaga-lume por ano (quando muito) mas adora se meter a falar de Literatura, principalmente em público, para tentar impressionar as mulheres, mostrando como ele é sensível e romântico. Num fórum, sempre que vê alguma mulher citando uma mensagem dele (mesmo que seja discordando), manda um pvt para ela, tentando iniciar o processo de comunicação &lt;em&gt;peer-to-peer&lt;/em&gt;. Este é o cara que vive citando poetas, vive lembrando de todo seu amor pela literatura em público, fala que lê Machado de Assis desde os 5 meses de idade, que adora Shakespeare e que chorou ao ler o final de &lt;b&gt;Grande Sertão: Veredas&lt;/b&gt;, mas é incapaz de perceber a diferença entre “mas” e “mais”, escreve “nada haver” (&lt;em&gt;sic&lt;/em&gt;), “estou afim” (&lt;em&gt;sic&lt;/em&gt;), “a vinte anos” (&lt;em&gt;sic&lt;/em&gt;) e “daqui há trinta dias” (&lt;em&gt;sic&lt;/em&gt;). Suas frases mais poéticas são normalmente no mesmo nível de “Drummond ruliz” ou “José de Alencar sucks”. Também adora qualquer oportunidade de se mostrar sensível, logo, qualquer poema que seja discutido (por pior que seja) deve ser considerado “delicioso” ou “saboroso”, mesmo que ele não faça a menor idéia de como comer aquilo. Enfim, o mané é aquele cara que diverte o fórum sem perceber.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;O Vaselina&lt;/b&gt;: este é o cara que concorda com tudo e com todos. Todo mundo está sempre certo e ele não quer correr o risco de discordar de alguém, por mais absurda que seja a idéia. Tende a ter, também, um tom sempre conciliatório nas discussões, formando uma espécie de “turma do deixa disso” nas discussões literárias. Algo do tipo “por que discutir se Graciliano Ramos é melhor que Guimarães Rosa, pessoal? Todo mundo confunde o nome dos dois mesmo”. Sua lista de poetas preferidos inclui todos aqueles que, algum dia, mandaram algum poema de autoria própria para apreciação dos demais. Além disso, faz questão de lembrar o quanto gosta de todos do fórum em qualquer data (Natal, dia das mães, finados, dia do índio etc.), além de saber a data de aniversário de todo mundo. E mesmo se alguém o xingar não vai discordar da pessoa, vai dizer que ela tem razão em extravasar seus sentimentos mais profundos num momento de raiva.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;O Revoltado&lt;/b&gt;: este é o cara que se ressente de não ter nascido no final do século XIX para poder ser um futurista no início do século XX. Adora falar mal de tudo pois, afinal, a única poesia verdadeira para ele é aquela formada por fragmentos de palavras que não fazem o menor sentido. Qualquer obra que não contenha palavrões é conservadora e merece ser jogada no lixo. Bukowski, em geral, é o seu pastor e nada lhe faltará. Adora, também, escrever coisas vazias só com o intuito de chocar os mais impressionáveis. Sendo assim, costuma criar tópicos como “Machado de Assis era um traveco”. Seguindo essa linha, adora falar mal de qualquer autor que alguém elogie, normalmente criticando-o como um burguês vendido cuja obra não era verdadeira e sem alma. Ao contrário do vaselina que concorda com todo mundo, está sempre discordando, só para criar polêmica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;O Acadêmico&lt;/b&gt;: este é aquele cara que adora uma teoria. Não necessariamente é aluno ou professor de Letras (de preferência de lingüística ou teoria literária), pode ser também um aluno de engenharia ou coisa do tipo. Normalmente é um cara CDF e certinho que sempre sabe todas as regras de cabeça, qualquer que seja a situação em que isso seja possível. Para ele, toda e qualquer coisa sempre se encaixa em algum conceito desenvolvido e escrito por alguém. Ao analisar um livro, tudo o que faz é uma coletânea de citações de análises feitas por outros críticos. Ao comentar um assunto, cita teses de formalistas para justificar qualquer ponto de vista citado em outra tese, numa recorrência infinita. Suas frases estão sempre embasadas em listas e listas de referências bibliográficas. No final das contas, suas mensagens são apenas isso mesmo, já que nunca tem opinião própria pois se esconde atrás de intermináveis teóricos chatos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;O Ingênuo&lt;/b&gt;: este é o cara que vai ao fórum cheio das boas intenções. Tudo o que quer é discutir sobre seus autores e livros preferidos e conhecer pessoas que compartilhem do mesmo gosto, sendo ou não um profundo conhecedor. Tende a se impressionar com o tipo fodão e se assustar com o tipo revoltado. Seu contato com o fórum tem fases bem definidas: primeiro, a felicidade exacerbada por encontrar gente que goste tanto de Literatura quanto ele; depois, a seleção, quando passar a escolher as pessoas com quem prefere conversar, normalmente com gostos parecidos; a seguir, a retração, quando percebe que as pessoas parecem estar todas falando sozinhas e ninguém está lhe dando atenção; por último, a desilusão, que acontece quando percebe que, no fundo, aquele fórum só serve como terapia para as pessoas (inclusive ele próprio) superarem as suas frustrações pessoais através de seguidas demonstrações de tentativas desesperadas de auto-afirmação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;O Marqueteiro&lt;/b&gt;: este é o cara que só está no fórum para se promover. Adora responder a todo e qualquer tópico, mesmo que não tenha opinião formada ou algo a acrescentar, só para aproveitar e falar algo do tipo “eu escrevi sobre isso na minha página, visitem!” e dar o &lt;em&gt;link&lt;/em&gt;, mesmo que nunca tenha nem pensado no assunto em questão. Também aproveita qualquer oportunidade para mandar seu mais novo poema ou conto, mesmo que não seja nos tópicos apropriados para tal. Está sempre lançando um livro ou algo do gênero, mesmo que a editora seja uma máquina de Xerox do centro da cidade. Muitas vezes gosta de dizer que é amigo de algum fulano que seria, teoricamente, um escritor conhecido, mesmo que ninguém nunca tenha ouvido falar na figura em questão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;O Paizão&lt;/b&gt;: este é aquele cara mais velho que os demais, muitas vezes o mais velho do fórum. A idade lhe deu a calma e a serenidade que os outros não têm e, mesmo que não necessariamente tenha maturidade, vai agir como se fosse o pai da galera. Em geral é do tipo bonachão, o cara gente boa que está sempre disposto a conversar. Mesmo discordando, consegue fazê-lo de maneira educada e elegante. Muitas vezes tenta adotar o tipo revoltado como seu filho, dando-lhe conselhos e pedindo-lhe calma. É sempre o cara que chamam para conciliar as pessoas ou para entrar num tópico e apartar as brigas. Normalmente é um cara culto, de forma que as pessoas o respeitam, mesmo que não gostem dele.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Alguns tipos são meio híbridos, combinando características desses de que eu falei. Mas é mais ou menos por aí. E como entrega o título deste &lt;em&gt;post&lt;/em&gt;, eu não me considero totalmente fora da minha própria estereotipação. De qualquer maneira, não deixa de ser divertido participar de tais fóruns, nem que seja para observar esses comportamentos aflorando nas pessoas. Claro que, depois de um certo tempo, tudo enche um pouco o saco e a gente parte para outra.&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6756966-108464610135885928?l=opiniudo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6756966/posts/default/108464610135885928'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6756966/posts/default/108464610135885928'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://opiniudo.blogspot.com/2004_05_01_archive.html#108464610135885928' title='A Fauna dos Fóruns Literários e o &lt;em&gt;Mea Culpa&lt;/em&gt;'/><author><name>Pedro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14345443172942115472</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6756966.post-108451103888892910</id><published>2004-05-14T01:11:00.000-03:00</published><updated>2004-05-15T01:59:23.186-03:00</updated><title type='text'>De Camões a Machado</title><content type='html'>E para terminar a noite bem, um breve "duelo" de sonetos... Machado de Assis é, na minha opinião, o maior escritor de todos os tempos. Ainda assim, ele foi um poeta medíocre. Camões, por outro lado, é, para mim, o maior poeta de todos os tempos. Eles guardam algo em comum: se, ao invés de Brasil e Portugal respectivamente, tivessem nascido naquela ilhazinha ao norte da Europa, hoje em dia teriam, no mundo inteiro, a fama que realmente mereceriam ter. Para sorte nossa (e da Arte), eles nasceram em terras de língua latina e não escreveram na horrorosa língua de Shakespeare.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Só que Machado de Assis escreveu um soneto genial que, não por acaso, guarda semelhanças temáticas e estruturais muito fortes com um famoso (e ainda mais genial) soneto de Camões. À esquerda temos o de Camões e, à direita, o de Machado:&lt;br /&gt;&lt;table cellspacing=5 cellpadding=10&gt;&lt;tr&gt;&lt;td&gt;&lt;br /&gt;Alma minha gentil, que te partiste&lt;br /&gt;tão cedo deste corpo descontente,&lt;br /&gt;repousa tu nos Ceos eternamente,&lt;br /&gt;e viva eu cá na terra sempre triste.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se lá no assento etéreo, onde sobiste,&lt;br /&gt;memória deste mundo se consente,&lt;br /&gt;não te esqueças daquele amor ardente&lt;br /&gt;que já nos olhos meus tão puro viste.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E se vires que pode merecer-te&lt;br /&gt;alguma cousa a dor que me ficou&lt;br /&gt;da mágoa, sem remédio, de perder-te,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;pede a Deos, que teus anos encurtou,&lt;br /&gt;que tão cedo de cá me leve a ver-te,&lt;br /&gt;quão cedo dos meus olhos te levou&lt;br /&gt;&lt;/td&gt;&lt;td&gt;&lt;br /&gt;Querida, ao pé do leito derradeiro&lt;br /&gt;Em que descansas dessa longa vida,&lt;br /&gt;Aqui venho e virei, pobre querida,&lt;br /&gt;Trazer-te o coração do companheiro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pulsa-lhe aquele afeto verdadeiro&lt;br /&gt;Que, a despeito de toda a humana lida,&lt;br /&gt;Fez a nossa existência apetecida&lt;br /&gt;E num recanto pôs um mundo inteiro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Trago-te flores, - restos arrancados&lt;br /&gt;Da terra que nos viu passar unidos&lt;br /&gt;E ora mortos nos deixa e separados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que eu, se tenho nos olhos malferidos&lt;br /&gt;Pensamentos de vida formulados,&lt;br /&gt;São pensamentos idos e vividos.&lt;br /&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/table&gt;&lt;br /&gt;As semelhanças estruturais começam na forma, pelo próprio soneto heróico, 10 sílabas com acentuação secundária na sexta, o 10(6). Além disso, o esquema de rimas é também o mesmo: ABBA ABBA CDC DCD. Na parte formal, portanto, os dois poemas são idênticos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No que diz respeito à temática, ambos também são claramente equivalentes, posto que são odes aos amores mortos (literalmente). Tais sonetos são como réquiens compostos por eles para suas companheiras falecidas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quanto à construção, também podemos reparar semelhanças bem simples. O primeiro quarteto, nos dois casos, apresenta o tema (de maneira não tão explícita) do falecimento, propõe a questão do descanso e introduz o sofrimento do eu-lírico de forma suave. No segundo quarteto, os dois poetas fazem alusão às experiências em vida e relembram do sentimento puro despertado em tais momentos. Finalmente, os dois tercetos, cada qual ao seu modo, jogam com a dualidade vida x morte e o sofrimento do "aqui" (físico) com a melancolia pelo desejo do que está "lá" (etéreo). As conclusões são semelhantes, embora com valores diferentes. A idéia presente, porém, é a de que a vida não vale mais ao poeta, já que o que realmente lhe importava, o seu Amor dum plano ideal cuja representação física era a amada, já não existe na terra. Camões coloca isso como um desejo explícito de morte, enquanto Machado expõe essa mesma idéia de maneira sugestionada e metafórica, em que a vida foi o que ficou dos pensamentos idos e vividos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Camões joga explicitamente com as dualidades. Na primeira estrofe temos, por exemplo, alma x corpo e Ceos x terra. Camões que, por sinal, era mestre em fazer isso. Ainda no primeiro quarteto temos "repousa tu nos Ceos" x "viva eu cá na terra" (repousa x viva, tu x eu, nos Ceos x cá na Terra). Outros exemplos permeiam o soneto inteiro. No caso de Machado, essa relação é mais implícita, como no caso do genial primeiro terceto em que diz "Da terra que nos viu passar unidos / E ora mortos nos deixa e separados". Não há a dualidade explícita pelas palavras colocadas, mas o sentido da terra dividindo as duas fases, a da vida, em que observou de baixo para cima o casal unido e a da morte, em que observa de cima para baixo o corpo morto guardado, é fantástica. Aliás, o uso de "mortos", no plural, também é um toque sutil muito bonito. Isso sem contar o "restos arrancados", que faz um contraste magnífico com a imagem cristalizada das flores depositadas sendo, nos versos seguintes, completada com o papel de divisória da terra na dualidade vida x morte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas nada supera o fecho de Camões em "que tão cedo de cá me leve a ver-te, / quão cedo dos meus olhos te levou". Não só pelo primor formal em que tais versos foram construídos como, também, pelo impacto e força emocional que têm, um clímax perfeito para toda a construção crescente do soneto, um ponto final magnífico para uma obra-prima. O final do poema de Machado não tem uma força tão avassaladora assim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma comparação e uma análise detalhadas que fizessem jus à grandeza desses sonetos iria exigir inúmeros &lt;em&gt;posts&lt;/em&gt; aqui, e acho que o meu sono nessa hora avançada da noite não me permite tanto. E certamente há muito o que falar sobre esses poemas fantásticos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tinha um soneto do Petrarca que também dava para colocar na comparação e na análise, mas não o encontrei aqui. Seria legal ver a seqüência Petrarca-Camões-Machado e como a temática foi evoluída e desenvolvida em cada caso. De qualquer maneira, o de Camões, para mim, é insuperável.&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6756966-108451103888892910?l=opiniudo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6756966/posts/default/108451103888892910'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6756966/posts/default/108451103888892910'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://opiniudo.blogspot.com/2004_05_01_archive.html#108451103888892910' title='De Camões a Machado'/><author><name>Pedro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14345443172942115472</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6756966.post-108450580326523903</id><published>2004-05-14T00:27:00.000-03:00</published><updated>2004-05-14T02:18:52.643-03:00</updated><title type='text'>A burrice...</title><content type='html'>... é um mal que acomete a todos, vez ou outra. Não há como evitar, volta e meia somos pegos por ela, mesmo que nos cerquemos de todos os cuidados para que isso não aconteça. Há pessoas, porém, que parecem ser especialistas no assunto. Em algumas situações, isso chega a um ponto do quase absurdo. Freud fez um estudo que ele intitulou como &lt;em&gt;Complexo de General Osório-Penha&lt;/em&gt; e que Jung, mais tarde, iria chamar de &lt;em&gt;Síndrome do 485&lt;/em&gt;. Fora os aspectos teóricos muito complexos de tais estudos, o que eles afirmavam é que, em ônibus cheio, a burrice parece ser o estado natural das pessoas. Hoje (ou ontem, já que passou de meia-noite), em pleno ônibus lotado, uma menina ficou atrás de mim com uma mochila enorme nas costas, como se fosse uma armadura medieval. Beleza, o único problema é que não havia espaço para mais nada, ia ficar difícil para as pessoas passarem quando fossem saltar. Não é que de repente chega um maluco e resolve ficar ali no meio? Exatamente entre mim e a menina? O cara só pode ser burro porque aquele, provavelmente, era o pior lugar do ônibus para ficar. No caso de ele ser tarado e ter ficado ali pra tirar um sarro da menina, além de tarado ele é burro, porque com aquela armadura medieval acho difícil que ele tenha conseguido algo. Ou seja, qualquer que seja a explicação, indica um nível de burrice bem alto. Incrível como essas coisas acontecem. &lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6756966-108450580326523903?l=opiniudo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6756966/posts/default/108450580326523903'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6756966/posts/default/108450580326523903'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://opiniudo.blogspot.com/2004_05_01_archive.html#108450580326523903' title='A burrice...'/><author><name>Pedro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14345443172942115472</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6756966.post-108450516047035270</id><published>2004-05-14T00:16:00.000-03:00</published><updated>2004-05-14T02:19:07.840-03:00</updated><title type='text'>Fenomenal</title><content type='html'>Acabei de assistir à quinta partida do &lt;em&gt;play-off&lt;/em&gt; semi-final do Oeste da NBA entre San Antonio Spurs e Los Angeles Lakers. Acho basquete um esporte muito legal, não só pela plasticidade das jogadas e pela própria beleza quase artística dos movimentos como, também, por ser extremamente emocionante. Para mim, só perde para o futebol. E a partida em si foi um jogão. Quer dizer, o jogo anterior foi ainda melhor, este teve um nível técnico mais baixo, porém foi mais emocionante. O Lakers venceu por &lt;a href="http://sports.espn.go.com/nba/recap?gameId=240513024" target="_blank"&gt;74 a 73&lt;/a&gt; e, além de ter sido emocionante, o último segundo (isso mesmo) foi simplesmente inacreditável. Primeiro, Tim Duncan fez uma cesta espírita na boca do garrafão, fazendo 73 a 72 pro Spurs. Faltava 0.4 segundo (4 décimos de segundo!) e o time da casa já comemorava freneticamente o que seria uma virada histórica, já que passara quase o jogo inteiro atrás do placar chegando, inclusive, a perder por 16 pontos. Mas eis que nesse 0.4 segundo, Derek Fisher, armador reserva do Lakers, conseguiu receber o passe de Gary Payton e soltar a bola a tempo de fazer a cesta e virar o marcador para 74 a 73. É daquele tipo de lance que entra para a História. Fenomenal.&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6756966-108450516047035270?l=opiniudo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6756966/posts/default/108450516047035270'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6756966/posts/default/108450516047035270'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://opiniudo.blogspot.com/2004_05_01_archive.html#108450516047035270' title='Fenomenal'/><author><name>Pedro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14345443172942115472</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6756966.post-108441800839075278</id><published>2004-05-12T23:56:00.000-03:00</published><updated>2004-05-13T00:13:28.390-03:00</updated><title type='text'>Contos Alunísticos</title><content type='html'>Terça, numa aula de preparação para os garotos que vão participar da Olimpíada Brasileira de Informática pela UFRJ, perguntei quem já sabia usar estruturas em C. Muitos disseram que já, e um falou que ainda não. Apesar de ser uma minoria total, lá fui eu na ingenuidade explicar o assunto só por causa dele. Para minha surpresa, tinha muita gente prestando atenção, apesar de já saberem e de eu explicar mal pacaraio. Mas para minha surpresa ainda maior, o único cara que ainda não sabia do bagulho ficou o tempo todo conversando.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É, eu mereço...&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6756966-108441800839075278?l=opiniudo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6756966/posts/default/108441800839075278'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6756966/posts/default/108441800839075278'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://opiniudo.blogspot.com/2004_05_01_archive.html#108441800839075278' title='Contos Alunísticos'/><author><name>Pedro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14345443172942115472</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6756966.post-108431634870561809</id><published>2004-05-11T19:46:00.000-03:00</published><updated>2004-05-11T19:59:08.706-03:00</updated><title type='text'>Faça-me o Favor!</title><content type='html'>Trecho da &lt;a href="http://oglobo.globo.com/online/cultura/142064391.asp" target="_blank"&gt;crítica do filme &lt;b&gt;Tróia&lt;/b&gt; no Globo-On&lt;/a&gt;:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;E, de certa maneira, é um alívio ver homens combatendo homens em vez de orcs, nazguls e outras aberrações do épico que dominou a virada do milênio, "O senhor dos anéis".&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mais um cinéfilozinho recalcado que sente uma necessidade incontrolável de tirar uma casquinha de &lt;b&gt;O Senhor dos Anéis&lt;/b&gt; seja qual for o assunto (o Aydano também adora fazer isso, mas ele tem toda pinta de ser um cara complexado). Tudo bem o cara não gostar do filme, mas esses cinéfilozinhos que adoram qualquer oportunidade para falar mal do filme do Peter Jackson são, simplesmente, irritantes. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Só pra completar minha reclamação, outro trecho:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Orlando Bloom ("O senhor dos anéis" e "Piratas do Caribe") não segura como deveria as contradições de Páris, que se apaixonou e foi correspondido pela rainha de um velho inimigo no momento em que se selava a paz e cuja escolha pessoal e egoísta colocou sua nação em perigo. É a última coisa que se esperaria de um herdeiro do trono e o personagem deveria ser bem mais complexo do que Bloom personaliza, um jovem meio bobo que conta com o apoio do pai para sua escolha fatídica porque este confia um tanto demasiadamente nos conselhos irresponsáveis de seu sumo sacerdote.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu, pessoalmente, acho o Orlando Bloom meio fraco, como ator, e até concordo com ele, sem precisar ver o filme, que a atuação não deve ser das melhores. Agora, pelo amor de Deus... contradições de Páris? O cara está falando que o personagem deveria ser bem mais complexo? Os personagens da Ilíada estão entre os mais ridiculamente desenvolvidos de toda a literatura clássica. Podem ser qualquer coisa, menos complexos. São monótonos até dizer chega. E, cá entre nós, Páris é, sim, um "jovem meio bobo", e não passa disso. Ou, como eu falei em &lt;a href="http://opiniudo.blogspot.com/2004_04_01_opiniudo_archive.html#108329370019752849" target="_blank"&gt;outro &lt;em&gt;post&lt;/em&gt;&lt;/a&gt;, é um Zé Mané.&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6756966-108431634870561809?l=opiniudo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6756966/posts/default/108431634870561809'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6756966/posts/default/108431634870561809'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://opiniudo.blogspot.com/2004_05_01_archive.html#108431634870561809' title='Faça-me o Favor!'/><author><name>Pedro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14345443172942115472</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6756966.post-108416206993326633</id><published>2004-05-10T01:03:00.000-03:00</published><updated>2004-05-10T01:15:53.136-03:00</updated><title type='text'>É, Amigo, a Coisa Tá Feeeeeeeeeeeeeia</title><content type='html'>Acho melhor eu parar de usar certos palavrões neste blog. Hoje chegou alguém aqui a procura de "f#das de cavalos"... eu até mudei uma expressão do &lt;i&gt;post&lt;/i&gt; abaixo, em que eu falava do "est#pro" que os poetas andam cometendo contra o soneto e troquei por "barbaridade", pois não quero nem saber que tipo de combinações de palavras nego vai usar em suas buscas...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;PS: Como notícia boa, temos essa nova interface do Blogger. Quer dizer, a antiga já era bem legal, mas essa nova está ainda melhor. Sem contar que funciona perfeitamente com o Mozilla (assim como a anterior), o que é muito raro. Acho que só o Blogger e o GMail conseguem...&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6756966-108416206993326633?l=opiniudo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6756966/posts/default/108416206993326633'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6756966/posts/default/108416206993326633'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://opiniudo.blogspot.com/2004_05_01_archive.html#108416206993326633' title='É, Amigo, a Coisa Tá Feeeeeeeeeeeeeia'/><author><name>Pedro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14345443172942115472</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6756966.post-108416093310909796</id><published>2004-05-10T00:26:00.000-03:00</published><updated>2004-05-10T01:02:50.686-03:00</updated><title type='text'>Voltando à Nossa Programação Normal</title><content type='html'>Como bem notou a &lt;a href="http://www.annacarol.com" target="_blank"&gt;Carol&lt;/a&gt; num comentário abaixo, este blog tem um tom rabugento que sofreu uma breve pausa para a exaltação de &lt;b&gt;Amadeus&lt;/b&gt;. Então, voltemos à programação normal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para isso, vou soltar minhas rabugices contra a barbaridade que os "poetas" atuais andam cometendo contra o Soneto. Galera, soneto não é a casa da Mãe Joana. Quer fazer um poema de 14 versos sem rima e métrica? Beleza, só não chama de soneto, pelo amor de Deus! Esqueçam qualquer coisa que Mário ou Oswald de Andrade possam ter dito, se até Drummond e Bandeira escreviam, em suas fases pós-modernistas, sonetos alexandrinos e heróicos, quem são vocês para negarem isso?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já cansei de ler, em Usinas de Letras da vida (e seus clones), "sonetos" de várias pessoas. Em nenhum (isso mesmo, nenhum) eu vi qualquer métrica. Um ou outro tinha rima (o que é até secundário, neste caso).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tem até um site &lt;a href="http://www.sonetos.com.br" target="_blank"&gt;sonetos.com.br&lt;/a&gt; que eu desconhecia. Mas, que coisa, os próprios, na parte da História do dito cujo, cometem certas barbaridades. Entre outras coisas, dizem que ele (o soneto) voltou a ser cultivado com fervor pelos românticos. Embora alguns o tenham usado, eles não o suportavam, considerando algo elitista (ou alguma frescura do tipo) e tendiam a usar formas (e métricas) mais populares e "menores" (redondilhas, por exemplo, com contrapesos de 4 ou menos sílabas). Isso sem contar que ainda colocam o Augusto do Anjos como romântico.... Depois, terminam citando &lt;b&gt;Profissão de Fé&lt;/b&gt;, do Bilac, para falar da dedicação em escrever sonetos. Poderiam, pelo menos, citar algum poema do Bilac que fosse um soneto, já que &lt;b&gt;Profissão de Fé&lt;/b&gt; é feito em quadras de 8/4/8/4 (nada a ver com soneto). Ai, ai...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então é isso, da próxima vez que vocês forem escrever um soneto, façam um heróico (10) ou alexandrino (12), ou mesmo com métricas não tradicionais (8, por exemplo, que o Bandeira chegou a usar). Mas se fizerem um poema sem métrica (mesmo que rimado), com 14 versos, ainda que separados em dois quartetos e dois tercetos, não o chamem de soneto, por favor! Camões, em seu túmulo, agradece.&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6756966-108416093310909796?l=opiniudo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6756966/posts/default/108416093310909796'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6756966/posts/default/108416093310909796'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://opiniudo.blogspot.com/2004_05_01_archive.html#108416093310909796' title='Voltando à Nossa Programação Normal'/><author><name>Pedro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14345443172942115472</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6756966.post-108397606326243910</id><published>2004-05-07T21:25:00.000-03:00</published><updated>2004-05-07T22:10:53.610-03:00</updated><title type='text'>Da série “Os Melhores Filmes Que Já Vi”</title><content type='html'>&lt;img src="http://images.rottentomatoes.com/images/movie/coverv/95/133795.jpg" align="left"&gt;&lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt0086879/" target="_blank"&gt;Amadeus&lt;/a&gt; ("Amadeus", de Milos Forman) é um filme perfeito. Obra-prima é pouco para descrevê-lo. Desde a sua concepção, passando pela sua realização, não há um só defeito que possa justificar qualquer reclamação. Ele é realmente perfeito, e ponto final.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O roteiro é adaptado de uma peça de Peter Shaffer (pelo próprio, por sinal), sobre a vida de Wolfgang Amadeus Mozart (o compositor mais genial de todos os tempos, mas isso será um assunto futuro). A história, tanto da peça quanto, conseqüentemente, do filme, se permite várias liberdades que não necessariamente têm um respaldo histórico, principalmente no que diz respeito ao relacionamento entre Mozart e o compositor Antonio Salieri quem, na verdade, é o grande protagonista. Nessa inversão reside, justamente, uma das sacadas geniais da história. Mozart é apenas o pivô para a realização de um dos mais profundos e assustadores estudos sobre a alma humana já feitos. Junte-se a isso uma interpretação arrepiante de Frank Murray Abraham, e pouco tempo sobra que não seja gasto na silenciosa apreciação estupefata do que se passa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cada pormenor é tratado com tal cuidado que chega a ser emocionante perceber a reconstrução do século XVIII e seu imaginário com tal riqueza. Figurinos, direção de arte, fotografia, maquilagem (pra não falar, naturalmente, na trilha sonora exuberante e, simplesmente, divina), tudo parece tão perfeitamente e harmoniosamente cuidado, desde sua concepção mais abstrata até sua realização mais delicada, que não há como não se impressionar. O detalhismo chega a tal ponto que, numa cena em que o jovem Mozart toca cravo num recital, não só a música é uma peça para piano que o próprio de fato compôs naquela época para tocar em eventos como aquele - &lt;b&gt;Peça para piano&lt;/b&gt; (&lt;i&gt;Klavierstück&lt;/i&gt;) em Fá Maior, KV 33b - como, também, as notas tocadas correspondem perfeitamente à peça (muito bonitinha por sinal). Isso também acontece em outras cenas ao longo do filme, mas o detalhe da obra usada coincidir no recital é simplesmente fantástico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O roteiro também não fica para trás. Mesmo com suas liberdades históricas, ele é rico, bem costurado, extremamente lírico (mesmo nos momentos de maior tensão), obscuro quando deve ser, ocasionalmente leve e suave, sem nunca perder o ritmo, a graça e a beleza. Quase como uma sinfonia de Mozart, com seus movimentos, temas e variações. As interpretações também são fenomenais, algumas no limiar do lendário. Combinadas com a riqueza do roteiro, demonstram, muitas vezes, incontáveis sentimentos mal resolvidos e exultantes travando uma batalha silenciosa com um mero olhar atormentado, em toda a verdadeira expressão da alma torturada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há, ainda, incontáveis cenas memoráveis. A da apresentação de Mozart ao Imperador da Áustria e a transformação da marcha de boas vindas de Salieri é clássica (reza a lenda que algo semelhante de fato aconteceu). A primeira vez que Salieri encontra Mozart, o “&lt;i&gt;too many notes&lt;/i&gt;” do Imperador, as montagens das óperas, o balé silencioso, a composição na mesa de sinuca, a festa de máscaras, enfim... poderia me estender bastante aqui. Acima de tudo, porém, todos os momentos, mesmo os mais breves, em que transparece o desespero de Salieri e toda a sua luta quase que esquizofrênica entre a inveja, o ódio, a raiva e a idolatria por Mozart são inesquecíveis.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma das minhas cenas preferidas é aquela em que Constanze, esposa de Mozart, leva seus manuscritos a Salieri. Ao olhar às páginas, a primeira música que começa a tocar no fundo é, simplesmente, uma das obras mais fantásticas, extraordinárias e puras em sua beleza e perfeição que o gênio humano jamais foi capaz de criar: o &lt;b&gt;Concerto para Flauta, Harpa e Orquestra&lt;/b&gt; em Dó Maior, KV 299 (toca o início do segundo movimento, &lt;i&gt;andantino&lt;/i&gt;). A interpretação de Frank Murray Abraham para a sensação de prazer dolorido, quase masoquista, de Salieri ao apreciar o concerto é fantástica. E, no decorrer da cena, a cada virada de página, a cada nova peça genial, Salieri demonstra um crescendo operático em seu prazer e sua dor, numa constatação de sua mediocridade e da divindade de seu rival, tomado pela sedução daquelas obras, incapaz de reagir sem ser com a emoção que desejaria nunca ter experimentado ou demonstrado. Tudo para, no final, culminar com a expressão mais reveladora de todas: um verdadeiro e intenso orgasmo, um sentimento irresistível após tamanha sedução e excitação musical. As folhas vão, uma a uma, caindo ao chão, como se jorrassem de suas mãos, as quais ele já não sente mais. Tudo o que é capaz de sentir é o prazer que aquelas notas tão caprichosamente intercaladas lhe trouxeram. E, neste momento de clímax, a relação quase erótica entre a mediocridade e a genialidade humana une essas duas realidades tão distintas num sentimento único, uma realização quase ingênua e inocente: ali está, naquelas páginas fisicamente derrubadas ao chão de uma música tão pura existente apenas num plano ideal, a exalação da alma humana. A metáfora com o amor e o prazer, entre o ideal e o físico, transforma-se plenamente numa realidade. A dualidade não se esgota, apenas cresce. Estamos todos nós, de alguma forma, ali representados naquele momento singular. É uma cena perfeita, maravilhosa e inesquecível.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E a última cena, que fecha o filme, simplesmente arrepia. Usando, para o fim do filme, as palavras do próprio Salieri ao descrever a abertura de uma peça de Mozart, temos uma “simplicidade quase cômica” que, assim como as obras de Mozart, se desdobra para o fabuloso. Para mim, o final de &lt;b&gt;Amadeus&lt;/b&gt; é tão genial quanto o do livro &lt;b&gt;Memórias Póstumas de Brás Cubas&lt;/b&gt; (que também será um tema futuro) passando, no fundo, a mesma mensagem forte e arrepiante, tão bela quanto triste. O melancólico (e lírico, mesmo que obscuro) resumo da natureza e da condição humanas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois de tantas voltas, nada como retornar concluindo, como introduzi, dizendo que o filme é perfeito. O resto, como diria Shakespeare, é silêncio.&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6756966-108397606326243910?l=opiniudo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6756966/posts/default/108397606326243910'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6756966/posts/default/108397606326243910'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://opiniudo.blogspot.com/2004_05_01_archive.html#108397606326243910' title='Da série “Os Melhores Filmes Que Já Vi”'/><author><name>Pedro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14345443172942115472</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6756966.post-108397568425072048</id><published>2004-05-07T21:14:00.000-03:00</published><updated>2004-05-07T21:45:58.153-03:00</updated><title type='text'>Os Melhores</title><content type='html'>Resolvi acrescentar algo à grade de programação deste humilde blog. Para suprir os tempos de minha falta de assunto (que são freqüentes), resolvi escrever sobre coisas antigas. Para isso, vou criar a "seção" dos melhores. Assim, vou falar sobre "os melhores filmes que já vi", "os melhores livros que já li", "os melhores poetas que já li", "os melhores músicos/compositores que já ouvi" etc. O que vou fazer, basicamente, é falar sobre esses negocinhos que estão na barra lateral direita do blog. Vou aproveitar, também, para ir mudando os links. Sempre que eu escrever sobre um assunto que está na barra, vou colocar o nome entre colchetes ([ e ]) e mudar o link para o &lt;i&gt;post&lt;/i&gt; correspondente. Para estrear a nova programação, vou começar com o filme &lt;b&gt;Amadeus&lt;/b&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Dica para os preguiçosos&lt;/b&gt;: para a galera que vem aqui em busca de resumos e análises, procurem os links que vão ficar entre [ e ] e se divirtam. Mas não se esqueçam de que isso não é o que os seus professores pediram, então usem por conta e risco próprios.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ah, sim, e um último aviso... sendo uma "seção" sobre coisas de que eu mais gostei, vai estar tudo recheado de elogios dos mais exaltados! :)&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6756966-108397568425072048?l=opiniudo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6756966/posts/default/108397568425072048'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6756966/posts/default/108397568425072048'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://opiniudo.blogspot.com/2004_05_01_archive.html#108397568425072048' title='Os Melhores'/><author><name>Pedro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14345443172942115472</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6756966.post-108394047054769049</id><published>2004-05-07T11:32:00.000-03:00</published><updated>2004-05-07T11:42:41.700-03:00</updated><title type='text'>Como Se Fosse a Primeira Vez ("50 First Dates", de Peter Segal)</title><content type='html'>&lt;img src="http://images.rottentomatoes.com/images/movie/coverv/78/226278.jpg" align="left"&gt;Este filme gira em torno do famoso mote de se conquistar a mesma pessoa todos os dias. Até por isso, sendo justo, não achei ruim a versão brasileira para o título, desta vez. O enredo é basicamente sobre uma moça (Drew Barrymore) que sofre um acidente grave e perde toda a capacidade de guardar fatos recentes, esquecendo tudo o que aconteceu num dia ao acordar no seguinte, e de um conquistador (Adam Sandler) que se apaixona perdidamente por ela.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Apesar de um início totalmente sem graça (muitas vezes até ridículo) e de várias inconsistências no roteiro, até que o filme é legalzinho, dá pra divertir e tem momentos agradáveis. Claro que ele segue fielmente o modelo já clássico de comédias românticas (o que o torna previsível em vários momentos), mas o seu forte é como lida com a situação absurda de maneira cômica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma coisa que eu não entendo é por que, desde os tempos de &lt;b&gt;Saturday Night Live&lt;/b&gt;, o Adam Sandler sempre arruma um jeito de pegar um violão e tocar uma música idiota (que, por sinal, parece sempre a mesma) com uma letra, supostamente engraçada, mais idiota ainda. É realmente incrível. Eu sempre ficava irritado quando, no meio do &lt;b&gt;Weekend Update&lt;/b&gt;, lá vinha ele com seu violão e sua voz horrível cantar uma musiquinha tão sem graça quanto as suas caretas. Tive a mesma sensação no meio do filme. Mas, tudo bem...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há, ainda, um tema interessante em que o filme toca de leve, mesmo que pareça sem intenção. Tendo de conquistar a moça todos os dias, ele sempre tenta alguma desculpa para criar uma situação e puxar papo. Algumas dão certo e outras (a princípio, para efeito cômico), não. Inclusive, na segunda vez em que ele tenta falar com ela, usa a mesma idéia que usou na primeira, mas não funciona. Pensando um pouco sobre isso, a fronteira entre o “viveram feliz para sempre” e o nunca mais se encontraram é extremamente tênue, já que não é qualquer um que tem cinqüenta chances de se conquistar uma outra pessoa. Isso deve arruinar com Aristófanes e sua célebre historinha dos andróginos... é algo a se pensar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acho que, pesando os prós e o contras, no final é um filme divertido, apesar do Adam Sandler e de ser uma comédia romântica.&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6756966-108394047054769049?l=opiniudo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6756966/posts/default/108394047054769049'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6756966/posts/default/108394047054769049'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://opiniudo.blogspot.com/2004_05_01_archive.html#108394047054769049' title='&lt;a href=&quot;http://www.imdb.com/title/tt0343660/&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;Como Se Fosse a Primeira Vez&lt;/a&gt; (&quot;50 First Dates&quot;, de Peter Segal)'/><author><name>Pedro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14345443172942115472</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6756966.post-108376575024811055</id><published>2004-05-05T11:02:00.000-03:00</published><updated>2004-05-05T11:24:24.296-03:00</updated><title type='text'>Osama ("Osama", de Siddiq Barmak)</title><content type='html'>&lt;img src="http://images.rottentomatoes.com/images/movie/coverv/64/224764.jpg" align="left"&gt;Este filme, desde seu lançamento, vem chamando bastante atenção internacionalmente. Não poderia ser diferente, afinal, vem sendo vendido como o primeiro filme afegão depois da queda do regime talibã. Para completar, ainda venceu o Globo de Ouro de melhor filme estrangeiro no início do ano derrotando &lt;b&gt;As Invasões Bárbaras&lt;/b&gt; e &lt;b&gt;Adeus, Lênin!&lt;/b&gt;, entre outros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Minha natureza conspiratória me leva a crer que a recepção excepcional que este filme teve pela crítica internacional, principalmente a americana, foi uma forma, mesmo que inconsciente, de justificar a intervenção no Afeganistão. Como se eles quisessem dizer “vejam essas barbaridades e digam se não foi justo o que os EUA fizeram”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Osama&lt;/b&gt; não é ruim, mas está muito longe de ser um grande filme. A história, que se passa no Afeganistão dos talibãs, é sobre três gerações de uma família, avó, mãe e filha, que precisam se sustentar mas, por não ter mais homens na família não têm como (já que as mulheres eram proibidas de quase tudo, inclusive trabalhar). No desespero, elas resolvem disfarçar a menina (uma graça, por sinal) de menino, de maneira a tentar conseguir algum sustento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Muitas vezes o filme parece um teatrinho de escola. Sabem como é? Daquele cheio de boas intenções, sobre problemas sérios, mas que são meio difíceis de engolir. Quer dizer, você fica contente e orgulhoso de eles estarem representando aquilo, de terem consciência dos problemas e, de alguma forma, denunciá-los, mas não significa que há uma qualidade artística muito forte no que estão fazendo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Também acho que o filme perdeu uma boa chance de contextualizar algumas coisas. Por exemplo, logo no início há uma passeata de mulheres pedindo trabalho. Mas ao ouvirem o primeiro menino gritar “aí vem os talibãs” elas começam a se dispersar e saem correndo. Em primeiro lugar: para existir uma passeata, imagino que houvesse um mínimo de consciência daquelas mulheres com relação à sua posição indigna. Se este é o caso, por que, em momento algum, nenhuma delas faz a menor menção a um enfrentamento? Para que serve a passeata, então, se elas sabem que com alguns minutos os talibãs já iriam reprimi-la, sem que houvesse a menor intenção de confronto? Outra coisa: na maioria dos casos, os homens, desde meninos, parecem concordar ou, ao menos, estarem conformados com aquela situação. Algumas cenas sugerem isso. Então, não será o caso que, por uma razão cultural, o regime não era apenas temido como, também, tinha um certo apoio interno em sua interpretação religiosa (mesmo entre as mulheres)? Se realmente for esse o caso, não há o perigo iminente de qualquer outro regime que venha a subir no país manter o mesmo tipo de discriminação ou, no máximo, permitir uma ou outra liberdade menor, sem que o povo, necessariamente, o considere injusto? Em outras palavras, é uma questão cultural ou um problema de um só regime?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O filme tem lá seus pontos positivos também. Não apela muito para o sentimentalismo barato e tem alguns diálogos interessantes. Uma parte de que eu gostei muito foi uma conversa entre as três mulheres em que a menina (ou a mãe, não me lembro) pergunta, em desespero, por que Deus criou as mulheres. Ao que a avó responde (após algumas ponderações filosóficas) que, no fundo, “homens e mulheres sofrem igualmente”. E isso parece ser uma verdade universal, mesmo naquela cultura tão opressora contra as mulheres e, de certa maneira, o filme mostra muito bem isso. Também gostei do final, o qual foi feito de forma extremamente madura, embora a última cena tenha destoado um pouco, pois foi uma tentativa mal sucedida de ser poético demais, estragando toda a construção anterior.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Apesar de tudo, não basta juntar um título que garanta bom &lt;i&gt;marketing&lt;/i&gt;, um tema forte, um povo sofrido e um país exótico para se fazer um bom filme. Se fosse assim fácil, bastaria juntar um cravo e um violino e qualquer um faria uma sonata como Bach. Na minha opinião, falta muita coisa a &lt;b&gt;Osama&lt;/b&gt; para merecer tamanho destaque da crítica, mesmo que tenha seus bons momentos de inspiração.&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6756966-108376575024811055?l=opiniudo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6756966/posts/default/108376575024811055'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6756966/posts/default/108376575024811055'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://opiniudo.blogspot.com/2004_05_01_archive.html#108376575024811055' title='&lt;a href=&quot;http://www.imdb.com/title/tt0368913/&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;Osama&lt;/a&gt; (&quot;Osama&quot;, de Siddiq Barmak)'/><author><name>Pedro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14345443172942115472</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6756966.post-108371289340228974</id><published>2004-05-04T20:11:00.000-03:00</published><updated>2004-05-04T20:25:21.590-03:00</updated><title type='text'>Alguém me explica?</title><content type='html'>Acho que sempre fui meio burrinho para assuntos políticos e/ou econômicos. Como eu não tenho saco para ler Rousseau (já até tentei, na minha juventude, quando tinha mais ânimo pra essas bobagens) nem, muito menos, Adam Smith, será que alguém poderia me explicar algumas coisas?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por exemplo: temos essa coisa chamada Estado. Beleza. Ele tira o nosso dinheiro, sob a forma de impostos, de maneira a cuidar do bem estar da população. Beleza. Mas então por que é necessário uma força repressora para que ele se mantenha? Ou seja, sendo ou não sendo democrático, não é de alguma forma uma ditadura, posto que ele só se mantém através da força? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outra coisa: por que o dinheiro arrecadado com impostos deve ser, em parte, usado para financiar justamente a sustentação do Estado? Ora, se fazer parte do Estado constitui uma profissão, isso, de alguma forma, gera lucro para as pessoas que o fazem. Dessa maneira, portanto, há uma sangria permanente dos recursos pagos pela população (mesmo desconsiderando a corrupção). Se o Estado arrecada &lt;em&gt;x&lt;/em&gt;, e, desse montante, é obrigado a gastar uma proporção &lt;em&gt;p&lt;/em&gt; para se sustentar, qual é o retorno produtivo que justifica tal salário?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora me vem a pergunta fundamental: uma entidade que não existe fisicamente, é apenas um conceito, pode ser legítima se ela se sustenta quase que basicamente nos pilares força opressora e financiamento compulsório?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nunca entendi isso, alguém pode me explicar, por favor?&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6756966-108371289340228974?l=opiniudo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6756966/posts/default/108371289340228974'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6756966/posts/default/108371289340228974'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://opiniudo.blogspot.com/2004_05_01_archive.html#108371289340228974' title='Alguém me explica?'/><author><name>Pedro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14345443172942115472</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6756966.post-108371094271951013</id><published>2004-05-04T19:45:00.000-03:00</published><updated>2004-05-04T20:35:26.746-03:00</updated><title type='text'>Já chega!</title><content type='html'>Já tem 5 meses... não agüento mais ver &lt;em&gt;trailer&lt;/em&gt; do &lt;strong&gt;Homem Aranha 2&lt;/strong&gt;. É impressionante! Deve haver algum contrato em que o São Luiz seja obrigado a passar esse maldito &lt;em&gt;trailer&lt;/em&gt; antes de TODAS as sessões! Ou então eu sou muito azarado, porque até antes de &lt;strong&gt;Fala Tu&lt;/strong&gt; passou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tudo começou com a primeira seção de &lt;strong&gt;O Retorno do Rei&lt;/strong&gt;, que, pelo visto foi alguns dias depois do lançamento do &lt;em&gt;teaser&lt;/em&gt; do &lt;strong&gt;Homem Aranha 2&lt;/strong&gt;. Logo ali já deu pra perceber que algo estava errado... Como, de vez em quando, antes de tudo começar rola aquela palhaçado do iG com suas notícias e uma delas foi, justamente, o lançamento do &lt;em&gt;teaser&lt;/em&gt;, eles o exibiram. Logo depois, passou novamente, dessa vez como parte da programação do cinema. Isso mesmo, duas vezes, em seqüência, uma logo depois da outra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De lá pra cá foram VÁRIAS (várias mesmo) vezes o &lt;em&gt;teaser&lt;/em&gt; e, de umas três semanas pra cá, o definitivo. Não agüento mais, estou de saco cheio... já nem sei se vou agüentar ver esse filme no cinema.&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6756966-108371094271951013?l=opiniudo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6756966/posts/default/108371094271951013'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6756966/posts/default/108371094271951013'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://opiniudo.blogspot.com/2004_05_01_archive.html#108371094271951013' title='Já chega!'/><author><name>Pedro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14345443172942115472</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6756966.post-108353660523838953</id><published>2004-05-02T19:20:00.000-03:00</published><updated>2004-05-02T19:27:46.763-03:00</updated><title type='text'>Momento Google - Aí é demais!</title><content type='html'>Pô, agora tem gente procurando resumo de &lt;b&gt;Um Homem Célebre&lt;/b&gt;??? Galera, pelo amor de Deus, isso é um CONTO! Não leva mais do que 5 minutos para ler!!!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tudo bem, para quem tem preguiça de ler um conto de cinco minutos, aí vai meu resumo de &lt;b&gt;Um Homem Célebre&lt;/b&gt; (Machado de Assis): Pestana é um compositor de polcas e tudo o que queria era compor uma peça clássica que fosse (como Mozart, Beethoven, Bach ou Chopin). Toda vez que senta ao piano para compor, entretanto, só consegue extrair as notas de uma polca. Ele morre na merda, de bem com os homens e mal consigo mesmo. Satisfeitos? Agora criem vergonha na cara e vão ler esse que é um dos contos mais fodas de todos os tempos.&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6756966-108353660523838953?l=opiniudo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6756966/posts/default/108353660523838953'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6756966/posts/default/108353660523838953'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://opiniudo.blogspot.com/2004_05_01_archive.html#108353660523838953' title='Momento Google - Aí é demais!'/><author><name>Pedro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14345443172942115472</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6756966.post-108353592414196927</id><published>2004-05-02T19:05:00.000-03:00</published><updated>2004-05-02T19:24:13.310-03:00</updated><title type='text'>Ai, ai...</title><content type='html'>Hoje, n'O Globo, saiu uma pesquisa sobre &lt;a href="http://oglobo.globo.com/jornal/pais/141925722.asp" target="_blank"&gt;o que pensa a juventude brasileira&lt;/a&gt;. Entre outras coisas, temos 80% contra o aborto e 57% a favor do serviço militar obrigatório... e para quem acha que isso é o pior, prepare-se: em "decisões que o governo deveria tomar", 78% são a favor de censurar a imprensa e 77% de fechar o congresso. Além disso, 23% declararam nunca terem lido um livro na vida e mais 32% disseram não terem lido nenhum livro nos últimos seis meses.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu me recuso a comentar.&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6756966-108353592414196927?l=opiniudo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6756966/posts/default/108353592414196927'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6756966/posts/default/108353592414196927'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://opiniudo.blogspot.com/2004_05_01_archive.html#108353592414196927' title='Ai, ai...'/><author><name>Pedro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14345443172942115472</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6756966.post-108329370019752849</id><published>2004-04-30T00:05:00.000-03:00</published><updated>2004-04-30T00:16:22.606-03:00</updated><title type='text'>Momento Google</title><content type='html'>Depois de algum tempo com placar apertado, as buscas por resumos de &lt;strong&gt;Triste Fim de Policarpo Quaresma&lt;/strong&gt; e da &lt;strong&gt;Ilíada&lt;/strong&gt; simplesmente dispararam na frente. Com um honroso terceiro lugar está &lt;strong&gt;Os Sofrimentos do Jovem Werther&lt;/strong&gt;. Machado de Assis, coitado, amarga um quarto lugar...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para ajudar a galera que anda procurando esses resumos, vou dar, aqui, minhas versões resumidas, mas depois não reclamem quando seus professores derem zero em suas análises literárias!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Ilíada&lt;/b&gt; (Homero): Helena é grega (um verdadeiro mulherão) casada com um babaca chamado Menelau. Como seu marido é um mané e ela é meio vagaba, ela resolve ir morar com seu amante, Páris, príncipe de Tróia, que, aliás, é outro Zé Mané. O que comprova a teoria de Machado de Assis em seu clássico &lt;b&gt;Queda que as mulheres têm para os tolos&lt;/b&gt;. Mas, enfim, Menelau fica putinho e os gregos vão partir pra porrada com os troianos.  Aquiles é o cara fodão do exército grego. Ele é mau, pega um pega geral e não deixa ninguém viver. O cara não perdoa. Com ele o bicho pega, a chapa esquenta, a cobra fuma etc. Mas ele é um viadinho e fica de mal com seus compatriotas gregos e resolve não lutar, fica na sua cabana comendo uvas enquanto o exército grego apanha feio dos troianos. Heitor é o cara fodão, versão Tróia. Mas como ele não é grego, ele é menos fodão que Aquiles. Só que ele comete o erro de matar o amiguinho do Aquiles (dizem as más línguas que eram amantes, já que grego era tudo boiola). Quando isso acontece, Aquiles (o viadinho) fica putinho e resolve se vingar. Aí, a Ilíada vira uma espécie de Rambo. Lembram quando o Stalone ganhou sozinho a guerra do Vietnã? Pois é isso mesmo, Aquiles mata todo o exército de Tróia e os gregos triunfam. Só que isso não aparece de fato na Ilíada, que termina com os funerais de Heitor, o domador de cavalos. O livro é chato pacaraio, e o segundo canto (se não me engano) é formado por dezenas de páginas de parentescos inúteis. Não leiam esse livro a não ser que tenham muita vontade ou que precisem de uma nota muito alta pra passar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Triste Fim de Policarpo Quaresma&lt;/b&gt; (Lima Barreto): Policarpo é um cara interessado no Brasil. Tão interessado que vai ficando cada vez mais obcecado. Fica cego pra todas as besteiras que acontecem e toda a putaria à sua volta num estilo Machadiano. Como não poderia deixar de ser (e o próprio título já entrega), ele termina fudido e na merda. Serve como crítica contra o ultra-nacionalismo fanático mas, também, contra o entreguismo e provincianismo tão típicos de boa parte de nossa burguesia. Há, também, críticas bem ácidas contra os milicos, como uns ex-combantentes da Guerra do Paraguai que adoram lembrar e contar histórias de batalhas sangrenteas das quais nunca fizeram parte. Não deixem de notar a parte em que um personagem malandrão (não lembro mais o nome) fala que para a sociedade é mais importante você parecer que conhece algum assunto, mesmo que seja um ignorante no mesmo, do que conhecer realmente e não saber como aparentar isso. Essa parte do livro é clássica e já vale a leitura inteira. Leiam o livro que vale a pena, parem de procurar por resumos dele!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Os Sofrimentos do Jovem Werther&lt;/b&gt; (Goethe): Werther é um cara sonhador, doce, meigo, carinhoso, atencioso, preocupado, poético, educado etc. Ou seja, um verdadeiro príncipe encantado, o sonho de todas as mulheres. Mas como elas têm quedas para os tolos (já bem diria Machadão, &lt;i&gt;op cit&lt;/i&gt;), ele acaba sozinho, fudido e mal pago. Apaixona-se pela Charlotte, que é noiva e está para casar. Para terminar sua a merda completa, acaba ficando amigão do noivo, além da própria Charlotte e de todas as suas irmãzinhas. Ou seja, fudeu muito. Como a coisa não tem solução, ele resolve meter uma bala na cabeça, morrendo com a doce memória de um futuro não presenciável em que a bela Charlotte vai derramar lágrimas de tristeza por sua morte. É um livro muito foda, bem pequeno (em formato de cartas) e rápido de se ler. Vocês deveriam ter vergonha de procurar um resumo disso!&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6756966-108329370019752849?l=opiniudo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6756966/posts/default/108329370019752849'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6756966/posts/default/108329370019752849'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://opiniudo.blogspot.com/2004_04_01_archive.html#108329370019752849' title='Momento Google'/><author><name>Pedro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14345443172942115472</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6756966.post-108329069657702618</id><published>2004-04-29T23:04:00.000-03:00</published><updated>2004-04-29T23:21:33.983-03:00</updated><title type='text'>Fala Tu (de Guilherme Coelho)</title><content type='html'>&lt;img src="http://www.adorocinemabrasileiro.com.br/filmes/fala-tu/fala-tu-poster01t.jpg" align="left"&gt;Não gosto de rap, nem hip-hop e músicas do gênero. Não sei, não simpatizo muito com estilos de música que não têm melodia, embora reconheça que algumas letras apresentam certa qualidade. Só que este documentário não é exatamente sobre o rap, mas, sim, sobre pessoas que tentam ganhar a vida dessa forma, enquanto tentam se manter de outras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Independente de concordar ou não com tudo o que é dito, o mais importante, a meu ver, é que o filme sempre soa honesto e sincero. O que não aconteceu, por exemplo, com &lt;b&gt;Raízes do Brasil&lt;/b&gt;, que volta e meia tinha uns teatrinhos totalmente falsos e ridículos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Algumas das letras são interessantes, como uma que o Macarrão (a grande figuraça do filme) canta, &lt;b&gt;Inferno Branco&lt;/b&gt;, sobre os efeitos da cocaína. Algo que me fez lembrar de &lt;b&gt;Cold Turkey&lt;/b&gt;, do John Lennon, sobre a heroína. E o legal desse tipo de letra (assim como acontece com os repentistas nordestinos, por exemplo), é que as rimas são feitas de maneira muito mais sonora do que pela maneira tradicional, das terminações corretas (acho que se chamam rimas imperfeitas toantes ou assoantes, não me lembro mais). Isso é tradicionalmente um pouco mal visto porque tem certa fama de "rima de analfabeto", o que é plenamente injusto. Os poetas românticos costumavam usar rimas imperfeitas, o que os esnobes poetas portugueses consideravam, à época, erros grosseiros. Até mesmo Alberto de Oliveira, quem diria, volta e meia recorria a esse esquema.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma coisa que eu não gostei foi que o documentário parecia sem rumo, como se os realizadores não tivessem muita noção do que iriam fazer, ficou meio que improvisado. Também parece que a idéia seria acompanhar três aspirantes a &lt;i&gt;rappers&lt;/i&gt; (Macarrão, Togum e Combatente), e que, enquanto filmavam (ou na edição), perceberam que a figura com mais carisma era o Macarrão (tanto que a expressão que dá nome ao documentário é, justamente, a usada por ele) e deixaram os outros meio de lado. Então fica uma coisa meio bamba, desequilibrada, parece que foge da proposta inicial. Pelo menos foi com essa impressão que fiquei, até porque algumas histórias ficam meio que interrompidas sem mais nem menos (como a do DJ cuja mulher foi assaltada).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas, no geral, o documentário é até legal, bem-humorado, apesar das dificuldades de seus protagonistas. Também não tenta ser sentimentalista nem manipular a opinião do espectador, o que acho algo positivo.&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6756966-108329069657702618?l=opiniudo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6756966/posts/default/108329069657702618'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6756966/posts/default/108329069657702618'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://opiniudo.blogspot.com/2004_04_01_archive.html#108329069657702618' title='&lt;a href=&quot;http://www.imdb.com/title/tt0387210/&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;Fala Tu&lt;/a&gt; (de Guilherme Coelho)'/><author><name>Pedro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14345443172942115472</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6756966.post-108316629652555150</id><published>2004-04-28T12:03:00.000-03:00</published><updated>2004-04-28T12:35:52.200-03:00</updated><title type='text'>As Bicicletas de Belleville ("Les Triplettes de Belleville", de Sylvain Chomet)</title><content type='html'>&lt;img src="http://images.rottentomatoes.com/images/movie/coverv/55/223655.jpg" align="left"&gt;Acho que não há muito o que explicar sobre a história deste desenho tão charmoso. Seguindo sua própria lição, não há muitas palavras que possam descrevê-la. E, assim sendo, é um filme muito visual, que conta sua história simplesmente acontecendo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O desenho, em si, tem um estilo muito bonito, que passa, de maneira bem leve, de paisagens suavemente impressionistas para um estilo de desenho marcante e bem caricato, chegando, em alguns momentos, às raias do surrealismo. Pula das cores quentes para as frias com um mero corte de cena que, apesar disso, nunca soa brusco ou forçado. Passa, também, de uma coloração desbotada e decadente para outra bem forte e brilhante. E, apesar disso tudo, em nenhum momento perde sua suavidade, sua doçura e sua melancolia poética. O traço, em geral, é de uma beleza extremamente atraente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O filme também segue essa linha de transições, sendo às vezes melancólico, outras bem pastelão e, volta e meia, de um humor quase tão surreal quanto os traços que o acompanham. Sua maneira expressionista de ser ajuda a tornar as emoções dos personagens tão marcantes quanto o próprio traço que os define na tela, tornando, eles próprios, figuras extremamente marcantes. Ou “cativantes”, para usar um termo que o &lt;a href="http://butuca.blogspot.com/2004_04_18_butuca_archive.html#10827317479050456" target="_blank"&gt;Perret&lt;/a&gt; usou para o cachorro Bruno. E, embora muitas das formas cheguem ao ponto do quase grotesco, em nenhum momento perdem sua doçura e, até mesmo, sua inocência.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dizem que é um filme para adultos e crianças. Não sei. Na sessão em que fui, as duas crianças que estavam assistindo não pararam um momento de falar, ir ao banheiro, pular na cadeira etc. Isso não me incomodou, mas fiquei pensando, depois, se o desenho realmente consegue prender a atenção das crianças, mesmo sendo bem curto (por volta de 1h20m). Vale a pena tentar, de qualquer forma.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enfim, o filme, de maneira geral, é uma obra bela, suave e doce.&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6756966-108316629652555150?l=opiniudo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6756966/posts/default/108316629652555150'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6756966/posts/default/108316629652555150'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://opiniudo.blogspot.com/2004_04_01_archive.html#108316629652555150' title='&lt;a href=&quot;http://www.imdb.com/title/tt0286244/&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;As Bicicletas de Belleville&lt;/a&gt; (&quot;Les Triplettes de Belleville&quot;, de Sylvain Chomet)'/><author><name>Pedro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14345443172942115472</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6756966.post-108316404818487157</id><published>2004-04-28T11:34:00.000-03:00</published><updated>2004-04-28T11:58:23.373-03:00</updated><title type='text'>Anti-Herói Americano ("American Splendor", de Shari Springer Berman)</title><content type='html'>&lt;img src="http://images.rottentomatoes.com/images/movie/coverv/61/216761.jpg" align="left"&gt;Nunca fui exatamente fã de histórias em quadrinhos, muito menos um conhecedor. Meu pai, por outro lado, era fã e colecionador até certa época e, talvez por isso, eu já conhecia alguns trabalhos do Crumb, com seu estilo bem peculiar, antes de assistir a esse filme. Apesar disso, nunca tinha ouvido falar na &lt;b&gt;American Splendor&lt;/b&gt;, HQ na qual o filme é baseado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O filme, por sinal, é legal, bem-humorado e tem ótimos momentos, com piadas geralmente inteligentes. Talvez seu grande mérito seja lidar com uma história ordinária e simples, como é a vida de qualquer pessoa comum, de uma maneira tão interessante, o que, pelo visto, é justamente o que o gibi original conseguia fazer. Nesse ponto, portanto, o filme, não só como adaptação mas também como uma obra em si mesma, acerta muito mais do que erra. A história é, basicamente, sobre a vida de seu protagonista, Harvey Pekar, um cara comum, arquivista, cheio de neuras, que começa a fazer o roteiro de uma HQ baseada em fatos de sua vida, colocando como personagens seus conhecidos e relatando os acontecimentos do dia-a-dia. Às vezes parece até uma espécie de &lt;b&gt;Seinfeld&lt;/b&gt; &lt;i&gt;underground&lt;/i&gt;. Ah, e já que andei falando tanto de preconceito ultimamente, uma coisa que chega a ser citada e com a qual eu concordo plenamente, apesar de não ser um conhecedor de HQ, é que os quadrinhos são, sim, uma forma de arte e devem ser encarados dessa maneira.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acho, porém, que o grande problema do filme é tentar ser didático demais em algumas ocasiões. A cena em que Harvey fica andando num cenário em branco fazendo considerações a respeito do próprio nome é completamente dispensável e fora de propósito. Aliás, volta e meia o filme tenta passar umas filosofices que soam forçadas demais e, aí, desafina totalmente, na minha opinião.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Alguns recursos diferentes também usados e são muito interessantes, embora pequem por um certo excesso. Acho que a mistura de desenhos de quadrinhos ficou bem legal e criativa. Agora, o corte para os “personagens da vida real”, que dá um certo tom de documentário, embora seja bom em alguns pontos, muitas vezes chega a irritar, por quebrar desnecessariamente, na minha opinião, o ritmo da história. Talvez se tivesse sido usado com um pouco mais de critério, poderia ter ficado bem melhor, não sei.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas o filme, como um todo, é bem legal e divertido.&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6756966-108316404818487157?l=opiniudo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6756966/posts/default/108316404818487157'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6756966/posts/default/108316404818487157'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://opiniudo.blogspot.com/2004_04_01_archive.html#108316404818487157' title='&lt;a href=&quot;http://www.imdb.com/title/tt0305206/&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;Anti-Herói Americano&lt;/a&gt; (&quot;American Splendor&quot;, de Shari Springer Berman)'/><author><name>Pedro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14345443172942115472</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6756966.post-108303675615750786</id><published>2004-04-27T00:31:00.000-03:00</published><updated>2004-04-27T00:37:15.093-03:00</updated><title type='text'>Momento "foda-se"</title><content type='html'>Notícia do plantão do Globo-On:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://oglobo.globo.com/online/plantao/141857851.asp" target="_blank"&gt;Vanessa da Matta faz participação em 'Celebridade'&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E pior sou eu, que continuo acessando esse plantão...&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6756966-108303675615750786?l=opiniudo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6756966/posts/default/108303675615750786'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6756966/posts/default/108303675615750786'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://opiniudo.blogspot.com/2004_04_01_archive.html#108303675615750786' title='Momento &quot;foda-se&quot;'/><author><name>Pedro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14345443172942115472</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6756966.post-108303329491111279</id><published>2004-04-26T22:09:00.000-03:00</published><updated>2004-04-26T23:51:48.640-03:00</updated><title type='text'>Preconceitos e Parnasianismo</title><content type='html'>Toquei levemente no assunto do preconceito no &lt;a href="http://opiniudo.blogspot.com/2004_04_01_opiniudo_archive.html#108214718327594630" target="_blank"&gt;&lt;i&gt;post&lt;/i&gt; sobre academicismos&lt;/a&gt;. Além disso, eu estava lembrando de um texto que escrevi no blog antigo que eu tinha a respeito do Raimundo Correia. Esses dois fatos me fizeram pensar naquilo que exponho agora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não é nenhuma novidade que existe preconceito dentro dos meios artísticos, acadêmicos e intelectuais contra correntes, artistas, estilos etc. No cinema, por exemplo, o preconceito contra filmes de ficção científica e fantasia é muito claro, não sendo considerados gêneros “sérios”. Há, até mesmo, ressalvas contra a comédia, mesmo que alguns dos principais gênios do cinema tenham se consagrado  neste gênero (Charlie Chaplin, Woody Allen e Billy Wilder, por exemplo). Parece, às vezes, que, para ser levado a sério, um filme tem de ser um drama, de preferência sobre a vida de alguém que sofreu muito e, no final, triunfou, conseguindo superar todas as dificuldades.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na literatura, por sinal, existem certos dogmas que perduram durante os anos e acabam por condenar ao esquecimento autores fantásticos. E, dentre vários tipos de injustiças que são cometidas, gostaria de ressaltar o grande desserviço que muitos acadêmicos e professores têm feito ao longo de tantos anos, ao condenarem o Parnasianismo como anti-literatura.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não preciso me esforçar para encontrar alguns exemplos. Quando eu fazia Letras, cheguei a ouvir um professor se referir aos parnasianos como “aqueles babacas”. Nos livros de literatura de segundo grau (pelo menos nos que eu vi até hoje), o Parnasianismo é sempre relegado a umas duas páginas, na maioria só para completar aqueles quadrinhos ridículos de quem quer decorar características de estilo de época para passar no vestibular. Normalmente colocam o poema &lt;b&gt;Vaso Grego&lt;/b&gt; ou &lt;b&gt;Vaso Chinês&lt;/b&gt;, do Alberto de Oliveira, junto com o &lt;b&gt;Profissão de Fé&lt;/b&gt;, do Olavo Bilac (este último, apenas um trecho) para justificar aquelas expressões de efeito fáceis de decorar (“arte pela arte”, “fecho de ouro”, “gosto pelo soneto”, “perfeição formal” etc).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acho que todas as pessoas que conheço que têm alguma idéia do que significa Parnasianismo sempre fazem cara feia ao ouvirem tal expressão. Agora, com sinceridade, quantas pessoas conhecem alguma poesia “parnasiana”, sem ser um trecho de &lt;b&gt;Profissão de Fé&lt;/b&gt;?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na minha humilde opinião, não houve um “Parnasianismo” de verdade no Brasil. Da famosa tríade parnasiana (Alberto de Oliveira, Raimundo Correia e Olavo Bilac), o que mais se aproximou de ser parnasiano foi o primeiro. Aliás, não me parece adequado para um poema que é considerado “hino do Parnasianismo” (&lt;b&gt;Profissão de Fé&lt;/b&gt;) ter o trecho “Invejo o ourives quando escrevo / Imito o amor / Com que ele, em ouro, o alto-relevo / Faz de uma flor” (provavelmente a estrofe mais famosa do poema). Isso seria a grande prova do zelo com a forma e uma espécie de “radiografia” da alma parnasiana. Mas é estranho como não há um esquecimento das emoções para falar da perfeição formal “fria” (paradoxal isso). Ao mesmo tempo em que Bilac tenta “imitar o amor”, mais na frente, em seus devaneios para proteger a “última flor do Lácio, inculta e bela” (tudo bem, esse trecho em particular é de outro poema dele, mas dá no mesmo nesse caso) chega a falar de uma forma muito parecida com o que um Álvares de Azevedo poderia dizer (“E, se morreres porventura, / Possa eu morrer / Contigo, e a mesma noite escura / Nos envolver!” está muito mais para Ultra-Romantismo do que Parnasianismo). Bilac, por sinal, termina outro poema parnasiano “famoso” com o terceto “E eu vos direi: Amai para entendê-las! / Pois só quem ama pode ter ouvido / Capaz de ouvir e de entender estrelas”. Como é que é? &lt;i&gt;Amai&lt;/i&gt; para entendê-las? Pois só quem &lt;i&gt;ama&lt;/i&gt;? Isso pode ser qualquer coisa, menos Parnasianismo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não vou nem entrar em detalhes (por hoje) no caso do Raimundo Correia. Este é um dos poetas mais injustiçados da nossa literatura. Um gênio simbolista como quase não houve em nossa língua sendo esquecido por causa do rótulo parnasiano. Um absurdo sem tamanho e revoltante. Os poemas &lt;b&gt;As Pombas&lt;/b&gt;, &lt;b&gt;Mal Secreto&lt;/b&gt; e &lt;b&gt;A Cavalgada&lt;/b&gt; são verdadeiras obras-primas, lições de poesia e literatura que todo aspirante a poeta deveria ler todas as noites antes de dormir. E, no entanto, poucos são os que se dão ao trabalho de conhecer sua obra. Uma vergonha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para mim, nunca houve Parnasianismo no Brasil, mesmo que Bilac sonhasse com isso, ao conversar com suas estrelas. Todos esses poetas (inclusive o Alberto de Oliveira) sempre foram simbolistas, que, ao mesmo tempo, flertaram com o decadentismo e o impressionismo. Não vejo muita relação entre suas obras e o Parnasianismo francês. E se esses “babacas” fossem melhor estudados, muita coisa boa seria redescoberta entre a nossa infeliz “elite intelectual”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outra coisa, Manuel Bandeira, aquele mesmo que chegou a tirar uma casquinha do Olavo Bilac no famoso poema &lt;b&gt;Os Sapos&lt;/b&gt; (no trecho “Meu pai foi à guerra / - Não foi, foi, não foi”), diz, em sua antologia da poesia brasileira que “o verdadeiro poeta é aquele que sabe navegar em todos os mares” (ou algo assim, não me lembro exatamente das palavras). Ele se referia a Gonçalves Dias, um de seus ídolos (tinha bom gosto ele), mas seria bom lembrar isso à elite preconceituosa que acredita que só vanguarda é que é poesia e que o concretismo é o supra-sumo da criatividade literária. Manuel Bandeira, por sinal, depois de navegar por todos esses mares tediosos, no final da vida voltou a escrever sonetos alexandrinos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Qualquer dia eu faço um &lt;i&gt;post&lt;/i&gt; especial para o Raimundo Correia, esse gênio da literatura esquecido pelo preconceito de pseudos-poetas concretistas medíocres e outros do gênero.&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6756966-108303329491111279?l=opiniudo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6756966/posts/default/108303329491111279'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6756966/posts/default/108303329491111279'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://opiniudo.blogspot.com/2004_04_01_archive.html#108303329491111279' title='Preconceitos e Parnasianismo'/><author><name>Pedro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14345443172942115472</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6756966.post-108294458169921276</id><published>2004-04-25T22:50:00.000-03:00</published><updated>2004-04-25T23:00:33.356-03:00</updated><title type='text'>Rapidinha</title><content type='html'>Hoje, na Fox, passou o episódio dos Simpsons que começa com Bart e Milhouse vendo South Park. Depois, na casa dos Flanders, eles descobrem que Ned é fanático pelos Beatles. O episódio não é dos melhores (embora tenha seus momentos bem engraçados, como de costume), mas ver Simpsons, South Park e Beatles reunidos num mesmo momento certamente é algo muito bom!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E a conclusão "Hoje aprendemos que a guerra não é a solução. Menos para os problemas dos EUA" também é genial...&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6756966-108294458169921276?l=opiniudo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6756966/posts/default/108294458169921276'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6756966/posts/default/108294458169921276'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://opiniudo.blogspot.com/2004_04_01_archive.html#108294458169921276' title='Rapidinha'/><author><name>Pedro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14345443172942115472</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6756966.post-108282208593986678</id><published>2004-04-24T12:47:00.000-03:00</published><updated>2004-04-24T12:59:53.560-03:00</updated><title type='text'>Che</title><content type='html'>Está rolando a maior falação em torno do &lt;b&gt;Diários de Motocicleta&lt;/b&gt;, do Walter Salles. Todo mundo elogiando, vai concorrer à Palma de Ouro em Cannes etc. Espero que não seja &lt;a href="http://opiniudo.blogspot.com/2004_04_01_opiniudo_archive.html#108267578561515344" target="_blank"&gt;outra decepção&lt;/a&gt;. Parece que estréia 7 de maio por aqui.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que me lembra como o Che Guevara virou um ícone pop. Aquela figura famosa dele (muito bonita, por sinal) está em tudo quanto é lugar. Às vezes eu me pergunto quantas pessoas que usam as camisas, broches, mochilas, chaveiros etc. com sua efígie sabem, de fato, quem foi ele e o que representa. Isso porque, no meu colégio, eu bem me lembro, o grêmio estudantil era cheio do que a gente se acostumou a chamar de &lt;i&gt;comunista de shopping center&lt;/i&gt;. Era o pessoal comuna que vivia enchendo o saco nas salas (e fora delas), todo metido a politizado, preocupado com o papel social do Estado mas que, à tarde, depois das aulas, ia passear nos shoppings da vida, comprar tênis e roupas da moda etc. De todas aquelas pessoas, só sabia de uma que tinha lido o Manifesto, mas essa menina não contava porque, além de ser inacreditavelmente culta, também não fazia parte do pessoal chatinho do grêmio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O capitalismo criou, também, ideologias de consumo. Todos consumimos ideologias já que, no fim das contas, não temos nenhuma mesmo. Somos todos uns egoístas, preocupados apenas com o próprio prazer. Ideologia é como a cara do Che numa camisa: apenas um símbolo, desprovido de seu significado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Espero que o filme seja bom, pelo menos.&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6756966-108282208593986678?l=opiniudo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6756966/posts/default/108282208593986678'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6756966/posts/default/108282208593986678'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://opiniudo.blogspot.com/2004_04_01_archive.html#108282208593986678' title='Che'/><author><name>Pedro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14345443172942115472</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6756966.post-108277309600182419</id><published>2004-04-23T23:08:00.000-03:00</published><updated>2004-04-23T23:34:05.403-03:00</updated><title type='text'>A Flauta Mágica</title><content type='html'>Neste momento ainda deve estar rolando &lt;b&gt;A Flauta Mágica&lt;/b&gt;, do Mozart, no Municipal... amanhã tem outra apresentação. Pensei até em ir. A última vez em que fui à ópera deve ter sido com a minha mãe, quando fomos ver uma montagem da &lt;b&gt;Tosca&lt;/b&gt; (sem trocadilhos), do Puccini, e isso faz muito tempo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De fato, nunca fui muito fã de ópera. Achei chatas quase todas as que eu ouvi até hoje, mesmo algumas do Mozart (com algumas nobres exceções). Quer dizer, sempre há partes muito chatas, com apenas algumas árias interessantes. Por outro lado, normalmente é só o lado musical que me interessa nesses casos, então as montagens e sua teatralidade, muitas vezes, não fazem diferença para mim. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas &lt;b&gt;A Flauta Mágica&lt;/b&gt; é uma obra rara, perfeita da primeira à última nota. Só que costumo não gostar muito dessas apresentações... normalmente é muito caro (neste caso é até menos do que eu imaginava que seria) e as pessoas que vão são muito metidas a besta. Às vezes até me pergunto se vão porque gostam mesmo ou só para fazer uma social. Parece até que você está no Jockey Club durante o Grande Prêmio Brasil. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Recitais, óperas e exposições, em geral, são ocasiões para se irritar. A não ser quando há aquela garotada de colégios municipais. Aí, sim, fica divertido. Quer dizer, quando são crianças, porque os adolescentes são insuportáveis. Ainda me lembro de uma exposição do Picasso em que ouvi uma menininha falando "que coisa horrível" a um dos quadros... muito bom ouvir uma manifestação honesta, sem hipocrisia. Minutos antes eu ouvia a divagação (em voz irritantemente alta) de um cara a respeito de como a arte cubista parecia mostrar as três dimensões do mundo de uma maneira tão representativa num meio fisicamente limitado de duas dimensões, como a tela de um quadro. Não sei se a moça que o acompanhava era surda e, por isso, ele tinha de falar alto, mas, de qualquer maneira, preferi o que a menina disse, naturalmente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas se não vou à ópera, ela vem a mim. Vou colocar meu velho CD para funcionar aqui, em homenagem aos afortunados que estão neste momento no Municipal.&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6756966-108277309600182419?l=opiniudo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6756966/posts/default/108277309600182419'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6756966/posts/default/108277309600182419'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://opiniudo.blogspot.com/2004_04_01_archive.html#108277309600182419' title='A Flauta Mágica'/><author><name>Pedro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14345443172942115472</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6756966.post-108276346014032737</id><published>2004-04-23T20:36:00.000-03:00</published><updated>2004-04-23T20:44:10.840-03:00</updated><title type='text'>Kill Bill: Volume 1 ("Kill Bill: Volume 1", de Quentin Tarantino)</title><content type='html'>&lt;img src="http://images.rottentomatoes.com/images/movie/coverv/34/221534.jpg" align="left"&gt;Eis um filme extremamente comentado e falado na Internet, desde seu lançamento nos EUA,  e, agora, nos jornais com seu lançamento aqui no Brasil. Tarantino é um diretor &lt;i&gt;cult&lt;/i&gt;, de maneira que o que ele faz tem sempre uma recepção exagerada ou, no mínimo, calorosa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já li muita coisa sobre o filme, desde as aclamações rotineiras de "obra-prima", exaltações à estética da violência, sua capacidade de auto-renovação etc. Não acho que seja uma obra-prima, está longe disso. Está longe até, para mim, de &lt;b&gt;Pulp Fiction&lt;/b&gt;. Mas é um filme muito legal, não tenho dúvida. No caso de Kill Bill, acho que o conta mesmo é o êxtase visual, já que o roteiro não é lá essas coisas. Quer dizer, o humor negro e as saídas criativas nas lutas são muito boas, mas a história, em si, é uma coisa bem frágil. Uma ex-integrante de um grupo de assassinos que fica em coma por 4 anos depois de quase ser morta pelo mesmo grupo busca vingança. Uma premissa bem simples, mas desenvolvida de maneira visualmente muito bonita, mesmo quando chega ao ponto do grotesco (o que acontece com freqüência, por sinal). Além disso, a trilha sonora do filme também é muito interessante e funciona muito bem dentro das cenas, o que ajuda ainda mais na sua apreciação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dizem que há várias citações a filmes japoneses, animes etc. Como eu não conheço nada disso, devo ter perdido 99% das citações (se é que eu peguei 1%), mas não creio que isso importe tanto. Já gostei muito do filme sem isso, não creio que fosse gostar mais com isso. Ainda mais porque não gosto nem um pouco de anime.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A única coisa que me irritou foi um cara mal-educado, grosso e inconveniente do meu lado, que ficava com as pernas exageradamente abertas, rindo alto das coisas mais banais (como se quisesse mostrar que estava entendendo tudo) e ainda ficou enfiando o dedo no nariz durante boa parte do tempo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como esse pequeno contratempo não foi culpa do Tarantino, a avaliação geral do Volume 1 foi muito boa, para mim. Desde o humor grotesco às cenas coreografadas, o filme é uma obra visual deslumbrante, uma composição de elementos que, dentro da sua proposta, forma algo extremamente sedutor e atraente, mesmo que, muitas vezes, o seja de maneira bizarra.&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6756966-108276346014032737?l=opiniudo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6756966/posts/default/108276346014032737'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6756966/posts/default/108276346014032737'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://opiniudo.blogspot.com/2004_04_01_archive.html#108276346014032737' title='&lt;a href=&quot;http://www.imdb.com/title/tt0266697/&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;Kill Bill: Volume 1&lt;/a&gt; (&quot;Kill Bill: Volume 1&quot;, de Quentin Tarantino)'/><author><name>Pedro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14345443172942115472</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6756966.post-108267578561515344</id><published>2004-04-22T20:16:00.000-03:00</published><updated>2004-04-22T20:25:16.733-03:00</updated><title type='text'>Onde Anda Você (de Sergio Rezende)</title><content type='html'>&lt;img src="http://www.cinepop.com.br/cartazes/ondeanda.jpg" align="left"&gt;A primeira vez em que ouvi falar desse filme foi no Telecine, numa reportagem sobre sua apresentação em algum festival (não me lembro qual) em que teve uma ótima recepção, foi muito elogiado etc. Fiquei até interessado, na época, em assistir. Fiquei muito menos interessado quando vi o &lt;i&gt;trailer&lt;/i&gt; e pensei que se tratava de um daqueles filmes "olhe-como-sou-poético". Bem, por um lado me enganei, já que ele realmente não é muito nesse estilo. Mas, por outro, ele é fraco do mesmo jeito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando tenta ser melancólico, soa forçado. Quando tenta ser triste, soa falso. Quando tenta ser cômico, soa sem graça. Enfim, o filme quase não acerta (tudo bem, há um ou outro momento engraçadinho, mas só isso). A trilha sonora, que volta e meia nos faz sentir na sala de espera de um consultório de dentista, também cansa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A idéia até que é boa: um velho comediante cujo parceiro se suicidou há vários anos e sua ex-esposa faleceu faz pouco tempo resolve voltar à ativa e se reencontrar com a alegria e a inocência perdidas. Para isso, vai em busca de um lendário comediante nordestino para ser seu novo parceiro. Pena que os personagens mais interessantes quase não são desenvolvidos e o enredo anda de maneira completamente fora de ritmo. Ou se arrasta nos pontos mais chatos e irrelevantes, ou simplesmente passa por cima de tudo o que poderia ser interessante num piscar de olhos. O filme, em si, se sustenta sobre duas ou três boas atuações e mais nada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Poderia até dizer que a única coisa boa é a citação a &lt;b&gt;Feitio de Oração&lt;/b&gt;, de Noel Rosa, que não estaria cometendo nenhum grande exagero. O filme é chato, sem brilho, e, infelizmente, sem emoção. Pelo menos para mim, que saí do cinema completamente indiferente a tudo a que assisti. Uma pena.&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6756966-108267578561515344?l=opiniudo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6756966/posts/default/108267578561515344'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6756966/posts/default/108267578561515344'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://opiniudo.blogspot.com/2004_04_01_archive.html#108267578561515344' title='&lt;a href=&quot;http://www.imdb.com/title/tt0407085/&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;Onde Anda Você&lt;/a&gt; (de Sergio Rezende)'/><author><name>Pedro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14345443172942115472</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6756966.post-108267484377868861</id><published>2004-04-22T20:00:00.000-03:00</published><updated>2004-04-22T20:08:00.123-03:00</updated><title type='text'>Duplex ("Duplex", de Danny DeVito)</title><content type='html'>&lt;img src="http://images.rottentomatoes.com/images/movie/coverv/73/221773.jpg" align="left"&gt;Eu não queria ver esse filme. Na verdade, eu fui ver o filme do Johnny Depp, mas a sessão era quase uma hora e meia depois e eu não estava com tanta paciência (nem vontade) assim. E, para minha surpresa, até que esse filme não é ruim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Claro que não é nenhuma obra-prima, mas, pelo menos, está acima das últimas comédias fraquinhas que eu andei vendo. Há um bocado de piadas engraçadas e algumas até mesmo criativas (o que parece uma coisa rara ultimamente). Acho que o filme só escorrega quando apela para a escatologia, o que parece algo recorrente em filmes do Ben Stiller. Mas, no geral, rende algumas boas risadas. E a velhinha que faz a Mrs. Connely (Eileen Essel) está muito bem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A história é bem simples. Um casal se muda para a casa de seus sonhos, um duplex. Mas, no segundo andar, mora uma velha que passa a infernizar a vida dos dois, e eles não podem despejá-la. O filme é formado, basicamente, pelas situações que a inquilina faz o jovem casal passar e a tentativa deles de se livrarem dela.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um momento que me fez rir involuntariamente foi quando ouvi a voz do Eric Cartman (do genial &lt;b&gt;South Park&lt;/b&gt;), numa cena em que eles estão ouvindo o que se passa na TV. Uma grata surpresa! Outro momento interessante foi quando toca &lt;b&gt;Dies Irae&lt;/b&gt; do &lt;b&gt;Réquiem&lt;/b&gt;, de Mozart. Não deixa de ser estranho ouvir uma peça de rara beleza numa comédia desse tipo, mas até que na cena fez sentido. Mas o que causou burburinho no cinema mesmo foi quando tocou &lt;b&gt;Água de Beber&lt;/b&gt;, de Tom Jobim e Vinicius, talvez pela familiaridade das palavras em português em pleno filme americano.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enfim, o filme até que é divertido, apesar de suas escatologias.&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6756966-108267484377868861?l=opiniudo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6756966/posts/default/108267484377868861'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6756966/posts/default/108267484377868861'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://opiniudo.blogspot.com/2004_04_01_archive.html#108267484377868861' title='&lt;a href=&quot;http://www.imdb.com/title/tt0266489/&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;Duplex&lt;/a&gt; (&quot;Duplex&quot;, de Danny DeVito)'/><author><name>Pedro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14345443172942115472</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6756966.post-108265698087657944</id><published>2004-04-22T14:59:00.000-03:00</published><updated>2004-04-22T15:07:08.686-03:00</updated><title type='text'>Placar Google</title><content type='html'>Resumo Policarpo Quaresma - 2&lt;br /&gt;Resumos de Literatura - 2&lt;br /&gt;Resumo Ilíada - 1&lt;br /&gt;Resumo Jovem Werther - 1&lt;br /&gt;Um Homem Célebre - 1&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hmmmmm... Machado de Assis está perdendo essa pro Lima Barreto. Será que ele vira o placar? E ainda deve ter cuidado com o Homero e o Goethe que também estão na briga. Mas, assim como  o Campeonato Brasileiro de 2004, a disputa só está começando.&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6756966-108265698087657944?l=opiniudo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6756966/posts/default/108265698087657944'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6756966/posts/default/108265698087657944'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://opiniudo.blogspot.com/2004_04_01_archive.html#108265698087657944' title='Placar Google'/><author><name>Pedro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14345443172942115472</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6756966.post-108256268920228753</id><published>2004-04-21T12:48:00.000-03:00</published><updated>2004-04-21T18:33:26.090-03:00</updated><title type='text'>Dia do Carinho?</title><content type='html'>A notícia é &lt;a href="http://oglobo.globo.com/online/rio/141791842.asp" target="_blank"&gt;tiroteio no dia do carinho&lt;/a&gt;, na Rocinha. Na boa, às vezes os coordenadores dessas ONGs parecem que não têm nada na cabeça. E essas &lt;em&gt;socialites&lt;/em&gt; e celebridades que gostam de aparecer nessas horas? É muita hipocrisia para um dia só...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sou mais o &lt;a href="http://nominimo.ibest.com.br/notitia2/newstorm.notitia.presentation.NavigationServlet?publicationCode=1&amp;pageCode=11" target="_blank"&gt;Tutty Vasques&lt;/a&gt;: "Como se não bastassem a polícia, os bandidos, a imprensa e as organizações não-governamentais, os moradores da Rocinha correm hoje o risco de receber a visita da socialite Gisela Amaral. Ela é uma das voluntárias alistadas no Dia do Carinho promovido pelo Viva Rio para levar afeto aos favelados. Ora, faça-me o favor!"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Atualização&lt;/strong&gt;: Em uma &lt;a href="http://jbonline.terra.com.br/extra/2004/04/21/e2104046.html" target="_blank"&gt;notícia do JB&lt;/a&gt;, temos o seguinte trecho: "Alguns moradores protestam e afirmam estarem precisando de emprego e renda e não de carinho". Acredito que muitos moradores também já devem estar cansados de os caras irem lá, sorrirem paras as câmeras, aparecerem à vontade para a imprensa no dia, e, depois, todos irem embora e esquecerem deles. Isso tudo leva muito mais antipatia do que carinho...&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6756966-108256268920228753?l=opiniudo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6756966/posts/default/108256268920228753'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6756966/posts/default/108256268920228753'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://opiniudo.blogspot.com/2004_04_01_archive.html#108256268920228753' title='Dia do Carinho?'/><author><name>Pedro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14345443172942115472</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6756966.post-108240513822791816</id><published>2004-04-19T16:57:00.000-03:00</published><updated>2004-04-19T17:09:42.030-03:00</updated><title type='text'>Por falar em algo cômico...</title><content type='html'>É muito engraçado acompanhar o &lt;a href="http://oglobo.globo.com/online/blogs/cinema/default.asp" target="_blank"&gt;blog&lt;/a&gt; do bonequinho do Globo, principalmente os comentários. Qualquer assunto, por mais banal que seja, vira uma guerra de &lt;em&gt;flames&lt;/em&gt; de cinéfilos irritadinhos pelos motivos mais esdrúxulos. Sempre há os pseudo-intelectuais que gostam de falar mal de qualquer coisa que não seja falada em francês do século XVIII ou sueco. Há, também, os que querem falar mal, não importa bem de quê, basta que haja outra pessoa disposta a discutir. Nessas horas aparecem os vaselinas, que chegam sempre na base do "todo mundo tem razão, vamos viver em paz, felizes e de mãos dadas". Enfim, há de todos os tipos, todos divertidos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora está fervendo o assunto da lista dos &lt;a href="http://www.premiere.com/article.asp?section_id=6&amp;article_id=1539&amp;page_number=12" target="_blank"&gt;100 maiores personagens&lt;/a&gt; da História do cinema. Tem cada comentário hilário... o que me impressiona um pouco, e talvez a frieza da palavra escrita seja responsável por isso, é como quase todos os comentários parecem ser raivosos. Fico imaginando o cara escrevendo aquilo espancando o seu teclado, babando de ódio e pensando "agora eles vão ver" ao clicar no botão enviar.&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6756966-108240513822791816?l=opiniudo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6756966/posts/default/108240513822791816'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6756966/posts/default/108240513822791816'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://opiniudo.blogspot.com/2004_04_01_archive.html#108240513822791816' title='Por falar em algo cômico...'/><author><name>Pedro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14345443172942115472</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6756966.post-108238612646821731</id><published>2004-04-19T11:48:00.000-03:00</published><updated>2004-04-19T11:52:49.340-03:00</updated><title type='text'>Uma Lição de Machado</title><content type='html'>Outro dia, enquanto eu refletia a respeito dos nomes de filmes que dão no Brasil (de que já falei duas vezes aqui e não canso de repetir), me lembrei de um trecho de &lt;b&gt;Um Homem Célebre&lt;/b&gt;, conto do Machado de Assis, o qual reproduzo abaixo:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;Veio a questão do título. Pestana, quando compôs a primeira polca, em 1871, quis dar-lhe um título poético, escolheu este: Pingos de Sol. O editor abanou a cabeça, e disse-lhe que os títulos deviam ser, já de si, destinados à popularidade, ou por alusão a algum sucesso do dia, — ou pela graça das palavras; indicou-lhe dois: A Lei de 28 de Setembro, ou Candongas Não Fazem Festa.&lt;br /&gt;— Mas que quer dizer Candongas Não Fazem Festa? perguntou o autor.&lt;br /&gt;— Não quer dizer nada, mas populariza-se logo.&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um outro título de polca presente no conto é &lt;i&gt;Não bula comigo, Nhonhô&lt;/i&gt;, o mais novo sucesso de Pestana quando o conto começa. Esse conto, por sinal, guarda uma semelhança muito interessante com a obra-prima &lt;b&gt;Memórias Póstumas de Brás Cubas&lt;/b&gt;: tem um tom irônico que predomina quase todo o texto, concluindo de forma melancólica, numa reflexão quase trágica sobre a natureza humana. Simplesmente brilhante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Resumidamente, o conto trata de um famoso compositor de polcas (Pestana), estilo muito popular na época, que só queria conseguir compor uma peça clássica, estilo Mozart, Beethoven etc. Mas tudo o que consegue, ao sentar no piano, é fazer uma polca que logo vira moda e um tremendo sucesso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há um outro trecho genial no início. Vejam se não há uma semelhança assustadora com os dias de hoje:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;Ouvidos os primeiros compassos, derramou-se pela sala uma alegria nova, os cavalheiros correram às damas, e os pares entraram a saracotear a polca da moda. Da moda, tinha sido publicada vinte dias antes, e já não havia recanto da cidade em que não fosse conhecida. Ia chegando à consagração do assobio e da cantarola noturna.&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não é familiar? Pois é por essas e outras que Machado de Assis é muito mais do que um simples gênio. Para quem quiser ler o conto &lt;b&gt;Um Homem Célebre&lt;/b&gt;, há uma versão integral em &lt;a href="http://www.cce.ufsc.br/~nupill/literatura/homem.html" target="_blank"&gt;http://www.cce.ufsc.br/~nupill/literatura/homem.html&lt;/a&gt;.&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6756966-108238612646821731?l=opiniudo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6756966/posts/default/108238612646821731'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6756966/posts/default/108238612646821731'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://opiniudo.blogspot.com/2004_04_01_archive.html#108238612646821731' title='Uma Lição de Machado'/><author><name>Pedro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14345443172942115472</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6756966.post-108232417651224215</id><published>2004-04-18T18:31:00.000-03:00</published><updated>2004-04-18T18:40:18.576-03:00</updated><title type='text'>É piada?</title><content type='html'>&lt;a href="http://oglobo.globo.com/jornal/rio/141758511.asp" target="_blank"&gt;Rosinha&lt;/a&gt; diz: "A população se sente mais segura".&lt;br /&gt;Outras pérolas:&lt;br /&gt;- Ele [Garotinho] tem resolvido mais problemas do que me causado. &lt;br /&gt;- Acabei de escrever um livro, “Que mulher é essa?”, que deverá estar pronto até o dia 30. É um livro religioso, sobre um texto da Bíblia que trata da mulher perfeita.&lt;br /&gt;- A Bíblia diz que a mulher é submissa ao homem. Mas a submissão não é esta que as pessoas interpretam.&lt;br /&gt;- Não acredito na evolução das espécies. Tudo isso é teoria. &lt;br /&gt;- O pior momento [do governo] aconteceu nos quatro primeiros meses, quando ocorreu um cerco político e financeiro grande contra nós. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Afinal, é piada ou não é?&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6756966-108232417651224215?l=opiniudo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6756966/posts/default/108232417651224215'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6756966/posts/default/108232417651224215'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://opiniudo.blogspot.com/2004_04_01_archive.html#108232417651224215' title='É piada?'/><author><name>Pedro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14345443172942115472</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6756966.post-108232387503224234</id><published>2004-04-18T18:30:00.000-03:00</published><updated>2004-04-18T18:35:17.170-03:00</updated><title type='text'>Pequena Pausa para Reflexão Filosófica</title><content type='html'>&lt;a href="http://oglobo.globo.com/online/esportes/141760159.asp" target="_blank"&gt;Ôôôôôôôôôôôôôôôôôôôôôôôôôôôôôôôôôôôô vice de novo!&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6756966-108232387503224234?l=opiniudo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6756966/posts/default/108232387503224234'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6756966/posts/default/108232387503224234'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://opiniudo.blogspot.com/2004_04_01_archive.html#108232387503224234' title='Pequena Pausa para Reflexão Filosófica'/><author><name>Pedro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14345443172942115472</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6756966.post-108223281049061983</id><published>2004-04-17T17:12:00.000-03:00</published><updated>2004-04-18T03:55:55.903-03:00</updated><title type='text'>Pequena Mudança</title><content type='html'>Alterei levemente o &lt;em&gt;template&lt;/em&gt; do blog para colocar uma tirinha genial do Calvin no título da página. Não sei se ficou direito no Explorer porque aqui eu só tenho o Mozilla, mas qualquer coisa é só reclamar aê nos comentários! :)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Atualização:&lt;/strong&gt; pelo visto, não tava funcionando no Explorer... quando eu estiver com um por perto para ficar testando, eu coloco de volta a tirinha do Calvin...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Atualização 2:&lt;/strong&gt; pelo tamanho da tira, não dava para o template ficar direito com resolução 800x600, então resolvi colocá-la acima de tudo. Mas acho que não ficou tão ruim assim. :)&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6756966-108223281049061983?l=opiniudo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6756966/posts/default/108223281049061983'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6756966/posts/default/108223281049061983'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://opiniudo.blogspot.com/2004_04_01_archive.html#108223281049061983' title='Pequena Mudança'/><author><name>Pedro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14345443172942115472</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6756966.post-108214718327594630</id><published>2004-04-16T17:25:00.000-03:00</published><updated>2004-04-16T17:30:22.763-03:00</updated><title type='text'>Academicismos, o Popular e o Marginal</title><content type='html'>Uma coisa que me ficou um certo tempo na cabeça foi uma discussão que surgiu no A Arte da Crítica de cinema, no CCBB, a respeito da divisão entre o "cinema-entretenimento" e o "cinema-arte". Esse tipo de divisão, julgando o que é ou não arte muitas vezes apenas pela popularidade da obra ou então pela intenção de se fazer dinheiro dos que a patrocinam, não só me parece um pouco artificial como, também, invejosa. Fiquei irritado quando, dentro desse espírito, o Murilo Salles começou a falar mal de O Senhor dos Anéis sem sequer ter visto o filme, como ele mesmo admitiu. Curioso que, na própria mesa, minutos antes, reclamava-se de um crítico da Veja que saiu no meio de um filme e, ainda assim, fez uma crítica negativa do mesmo. Haja coerência!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Claro que quem está fora dessa popularidade está doido para entrar. Afinal de contas, qual é o escritor brasileiro hoje em dia que não sonha todas as noites em vender tanto quanto Paulo Coelho? Ou, pior ainda, qual não é o professor de Literatura (que normalmente é um escritor obscuro) que não almeja justamente ser tão popular? Mas sempre há uma tendência de auto-proteção de uma camada estranha da elite intelectual (seja ela acadêmica ou não) de apenas considerar "arte" o que é produzido por verdadeiros "artistas" que, para serem promovidos a tal, quase sempre devem ser "marginais" (não no sentido de delinqüente, obviamente). E, o que é pior, quase sempre já morreram (já que a inveja é menor) e, preferencialmente, de maneira trágica (suicídio é meio caminho andado para a glória póstuma marginal).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então, somente aqueles que apreciam essa "verdadeira arte" passam a ser considerados como tendo o mínimo gosto artístico. Não ouse, por exemplo, falar mal de Paulo Leminski em círculos literários que você está arriscado a ser agredido (verbalmente e, se duvidar, até fisicamente). Claro que o problema principal não está nesses artistas em si, ou o fato de eles serem bem considerados, afinal, assim como o fato de ser popular não deve excluir o valor artístico, o fato de ser marginal também não deve. O problema é, com isso, se diminuir outras obras ou artistas apenas pelo fato de serem de "entretenimento" e/ou populares.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Claro que alguns artistas conseguem escapar disso. Chico Buarque é um deles, por exemplo. Embora seja popular e não exatamente marginal, já virou uma espécie de tabu. Ele chegou a um nível tal que, qualquer coisa que faça, ninguém vai falar mal (o que também é um pouco exagerado). Mas são poucos aqueles que têm o privilégio de possuir esse &lt;i&gt;habeas corpus&lt;/i&gt; preventivo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E, para ser sincero, sempre achei a "arte marginal" extremamente tediosa, pelo menos na poesia. Não me parece correto que o fato de o cara ser revoltado, tomar drogas sem parar e se suicidar com 30 anos seja exatamente um sinal de valor artístico &lt;i&gt;a priori&lt;/i&gt;, embora em determinados ciclos acadêmicos pareça ser. Lutar contra o sistema e suas injustiças não necessariamente significa vomitar na platéia durante um recital de poesia. Oscar Wilde, sendo um dândi, representa uma crítica muito mais poderosa (porém sutil) contra a sociedade do que poetas marginais escrevendo poesias com canivetes em muros de praça pública ou com o sangue de seringas usadas para injetar drogas. No nosso caso específico, temos o João do Rio em situação parecida à de Wilde (não me venham com aquela história de que Oswald de Andrade é o Oscar Wilde brasileiro que isso sempre me deu calafrios).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A arte marginal, pelo menos na poesia, sempre me pareceu muito mais uma &lt;i&gt;mis en scene&lt;/i&gt; do que qualquer outra coisa. Essa forma agressiva de aparecer, de tornar a pessoa muito maior e mais importante do que a obra, esse &lt;i&gt;marketing artístico&lt;/i&gt;, acabou ganhando um &lt;i&gt;status&lt;/i&gt; automático enorme, como um sinal de angústia de alma, o "verdadeiro" combustível da "verdadeira" arte. Acho isso algo muito bobo, afinal, ninguém pode falar que um Machado de Assis nunca foi uma pessoa extremamente angustiada, só por causa de seus ares burocratas ou por nunca ter ejaculado em cima da Ilíada. E, por outro lado, embora haja muita coisa ruim na arte "entretenimento", há muita coisa boa também. Parece, no entanto, que é sempre bom, para a "elite intelectual" (acadêmica ou não) considerar apenas como "verdadeira" a arte a que poucos têm acesso e conhecem, independente de sua qualidade.&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6756966-108214718327594630?l=opiniudo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6756966/posts/default/108214718327594630'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6756966/posts/default/108214718327594630'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://opiniudo.blogspot.com/2004_04_01_archive.html#108214718327594630' title='Academicismos, o Popular e o Marginal'/><author><name>Pedro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14345443172942115472</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6756966.post-108214713645042945</id><published>2004-04-16T17:23:00.000-03:00</published><updated>2004-04-16T17:29:35.936-03:00</updated><title type='text'>Eu não falei?</title><content type='html'>E o primeiro a chegar aqui pelo &lt;a href="http://www.google.com" target="_blank"&gt;Google&lt;/a&gt; veio com a busca... "resumos de literatura"!&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6756966-108214713645042945?l=opiniudo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6756966/posts/default/108214713645042945'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6756966/posts/default/108214713645042945'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://opiniudo.blogspot.com/2004_04_01_archive.html#108214713645042945' title='&lt;a href=&quot;http://opiniudo.blogspot.com/2004_04_01_opiniudo_archive.html#108170565318682761&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;Eu não falei?&lt;/a&gt;'/><author><name>Pedro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14345443172942115472</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6756966.post-108207477341332741</id><published>2004-04-15T21:18:00.000-03:00</published><updated>2004-04-15T21:24:22.810-03:00</updated><title type='text'>Pat Garrett e Billy the Kid</title><content type='html'>Meu pai me pediu, pouco tempo atrás, que tentasse achar a trilha sonora do filme &lt;b&gt;Pat Garrett e Billy the Kid&lt;/b&gt;, composta pelo Bob Dylan. Nunca vi o filme, nem a tinha escutado. Depois de algum tempo eu consegui encontrar e aproveitei para ouvi-la. De fato, é muito boa, não apenas pela famosa &lt;b&gt;Knockin' on Heaven's Door&lt;/b&gt;, mas, principalmente, pelas músicas instrumentais. A introdução é simplesmente magnífica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fiquei até curioso para ver o filme, embora eu não seja muito chegado em bangue-bangue.&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6756966-108207477341332741?l=opiniudo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6756966/posts/default/108207477341332741'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6756966/posts/default/108207477341332741'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://opiniudo.blogspot.com/2004_04_01_archive.html#108207477341332741' title='Pat Garrett e Billy the Kid'/><author><name>Pedro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14345443172942115472</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6756966.post-108207059175673584</id><published>2004-04-15T20:06:00.000-03:00</published><updated>2004-04-15T20:15:29.403-03:00</updated><title type='text'>Sylvia - Paixão Além das Palavras ("Sylvia", de Christine Jeffs)</title><content type='html'>&lt;img src="http://images.rottentomatoes.com/images/movie/coverv/70/220170.jpg" align="left"&gt;Antes de mais nada, este é mais um exemplo da mania de se colocar &lt;a href="http://opiniudo.blogspot.com/2004_04_01_opiniudo_archive.html#108180786131546772" target="_blank"&gt;títulos horrorosos&lt;/a&gt; na tradução dos filmes. Por que não deixar apenas "Sylvia"? O cara deve ter pensado "sou malandrão, como o filme é sobre poetas, vou colocar um título poético". Aí, se saiu com essa aberração de "Paixão Além das Palavras", que está mais para título de comédia romântica com a Meg Ryan.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O filme, em si, é meio sem graça. Acho que a expressão "não fede nem cheira" é a mais adequada. Não é bom, mas não é ruim. Não é exatamente chato, mas nem tampouco interessante. A trilha sonora também não ajuda, sendo tediosa e repetitiva.  Talvez o melhor do filme seja o seu final, realizado de uma forma bem bonita. Ele também não tenta ser sentimentalista demais, o que é bom, mas, por outro lado, apresenta o amor pela poesia dos personagens de uma forma fria e distante. Tudo bem, o centro da história é a relação entre os dois poetas (Sylvia Plath e Ted Hughes), mas como apresentá-la e entendê-la deixando o principal ponto de coerência e convergência entre os dois (a poesia) tão distante, tão coadjuvante? E olha que o que falta não é declamação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;OBS: A propaganda do filme "1,99" é uma das coisas mais imbecis, idiotas e ridículas que eu vi nos últimos tempos. Vergonhoso.&lt;br /&gt;OBS2: Agora todas as sessões de qualquer cinema do grupo Estação se iniciam sempre com aquele anúncio bisonho da Pepsi que conseguiu estragar a música do Queen... que triste.&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6756966-108207059175673584?l=opiniudo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6756966/posts/default/108207059175673584'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6756966/posts/default/108207059175673584'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://opiniudo.blogspot.com/2004_04_01_archive.html#108207059175673584' title='&lt;a href=&quot;http://www.imdb.com/title/tt0325055/&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;Sylvia - Paixão Além das Palavras&lt;/a&gt; (&quot;Sylvia&quot;, de Christine Jeffs)'/><author><name>Pedro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14345443172942115472</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6756966.post-108196950007146289</id><published>2004-04-14T15:57:00.000-03:00</published><updated>2004-04-14T16:54:47.903-03:00</updated><title type='text'>Mondo Cane</title><content type='html'>Achei que fosse &lt;a href="http://oglobo.globo.com/jornal/rio/141694719.asp" target="_blank"&gt;boato&lt;/a&gt;, mas, pelo visto, não é...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como diria o Galvão Bueno, "é, amigo, a coisa tá feia"... (e olha que eu saio daqui do Fundão sempre à noite e já fiquei até preso em tiroteio na Linha Vermelha).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;OBS: por acaso o "o prédio em que [o Reitor] trabalha, próximo à Faculdade de Letras" é aquele prediozinho conhecido por alguns poucos como Reitoria?&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6756966-108196950007146289?l=opiniudo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6756966/posts/default/108196950007146289'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6756966/posts/default/108196950007146289'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://opiniudo.blogspot.com/2004_04_01_archive.html#108196950007146289' title='Mondo Cane'/><author><name>Pedro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14345443172942115472</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6756966.post-108190440845413366</id><published>2004-04-13T21:59:00.000-03:00</published><updated>2004-04-13T23:00:26.576-03:00</updated><title type='text'>Concert for George</title><content type='html'>&lt;img src="http://www.submarino.com.br/images/dvds/cover/219586.jpg" align="left"&gt;Em 29 de novembro de 2002, um ano após a morte de George Harrison, no Royal Albert Hall de Londres, foi realizado um concerto em homenagem ao ex-beatle, documentado neste DVD duplo. O evento foi organizado por Eric Clapton e Dhani Harrison (assustadoramente igual ao pai quando jovem), com participações de Ringo Starr, Paul McCartney, Jeff Lynne, Tom Petty, Billy Preston entre outros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Além de ser uma belíssima (e justa) homenagem, o show também foi fantástico. São cerca de 2h30m de músicas de George tocadas com emoção pelos participantes. Entre estas estão &lt;b&gt;I Want to Tell You&lt;/b&gt;, &lt;b&gt;While My Guitar Gently Weeps&lt;/b&gt;, &lt;b&gt;That's the Way it Goes&lt;/b&gt;, &lt;b&gt;Something&lt;/b&gt;, &lt;b&gt;All Things Must Pass&lt;/b&gt;, &lt;b&gt;Give me Love&lt;/b&gt;, &lt;b&gt;Here Comes the Sun&lt;/b&gt;, &lt;b&gt;Inner Light&lt;/b&gt; (esta última uma verdadeira obra-prima, infelizmente quase desconhecida), entre outras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O show conta, ainda, com uma introdução indiana de uma peça muito bonita, porém longa demais. Ainda há a participação especial de membros do Monty Python (só não vi o John Cleese entre eles) apresentando um dos esquetes famosos do grupo (do lenhador).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O segundo DVD tem material de bastidores, entrevistas com os participantes e músicos, mais Monty Python e o ensaio da orquestra de Ravi Shankar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Reza a lenda que vão lançar (ou já lançaram) uma super caixa em homenagem ao George, com número limitado de cópias importadas que vai custar cerca de 600 reais (ou seja, para colecionadores-fãs-ricos). Para quem não tem $$$ suficiente para tal iguaria, este concerto é imperdível.&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6756966-108190440845413366?l=opiniudo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6756966/posts/default/108190440845413366'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6756966/posts/default/108190440845413366'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://opiniudo.blogspot.com/2004_04_01_archive.html#108190440845413366' title='&lt;a href=&quot;http://www.concertforgeorge.com/&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;Concert for George&lt;/a&gt;'/><author><name>Pedro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14345443172942115472</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6756966.post-108182647388341739</id><published>2004-04-13T00:21:00.000-03:00</published><updated>2004-04-13T00:31:39.903-03:00</updated><title type='text'>Revivendo... Noel!</title><content type='html'>De alguma forma, sempre gostei de samba. Quando criança, minha mãe sempre me levava a blocos de rua durante o Carnaval e sempre acompanhávamos o desfile das escolas de samba pela TV (torcendo pela Mangueira, mas não deixando de apreciar as demais). Fora da época do Carnaval, porém, eu quase não escutava. Talvez porque a qualidade também não era das melhores, não sei.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Meu pai, uma vez, ganhou uma coleção de CDs de regravações de compositores populares brasileiros. Quando ouvi, achei uma porcaria. Ainda hoje acho uma porcaria. Os arranjos são tenebrosos, transformam o samba em algo que inexplicavelmente está mais para Sandy e Junior do que qualquer outra coisa (isso quando não tem algum intérprete se achando Frank Sinatra cantando... samba). Acho que isso foi traumático para a formação de meu gosto musical. Mas, para falar a verdade, com algumas raras exceções (Martinho da Vila, Paulinho da Viola e Zeca Pagodinho são os poucos nomes que consigo me lembrar) não escutei até hoje nenhuma versão decente de sambas e marchas antigos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uns 4 anos atrás, porém, tive a oportunidade de escutar uma gravação original de uma música de Noel (acho que era &lt;b&gt;Palpite Infeliz&lt;/b&gt;) e achei bem interessante. Procurando pela Internet, consegui baixar mais algumas, pois eu só tinha &lt;b&gt;Conversa de Botequim&lt;/b&gt;, de que sempre gostei. Mas se achar gravações recentes para baixar já era difícil, achar as originais era uma tarefa especialmente árdua. Pelo menos consegui umas 4 ou 5. E era uma coisa totalmente diferente... aquelas músicas, que pareciam sem graça naquelas gravações horrorosas, agora pareciam ter outra vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois comprei uns CDs (com gravações originais) que só consegui encontrar graças à série &lt;b&gt;Revivendo&lt;/b&gt;. As faixas são recuperadas de discos de 78 rotações, algumas de mais de 70 anos atrás. O som não é dos melhores, naturalmente, sendo abafado e tudo mais. Dentro do possível, porém, a qualidade é até boa. Os encartes vêm com as letras das músicas, bem como pequenas historinhas sobre elas, as parcerias em cada uma, data da gravação etc. Eles têm a página &lt;a href="http://www.revivendomusicas.com.br/" target="_blank"&gt;Revivendo Músicas&lt;/a&gt;, que tem um acervo muito grande de gravações de vários compositores e intérpretes, marchinhas de carnaval etc. Muito legal mesmo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bem, as músicas são fantásticas. Algumas têm melodias belíssimas (&lt;b&gt;Sinhá Ritinha&lt;/b&gt;, &lt;b&gt;Eu vou pra Vila&lt;/b&gt; e &lt;b&gt;Rumba da Meia Noite&lt;/b&gt; para citar algumas), outras têm letras extremamente líricas (novamente &lt;b&gt;Sinhá Ritinha&lt;/b&gt;, &lt;b&gt;Silêncio de um Minuto&lt;/b&gt; e &lt;b&gt;Balão Apagado&lt;/b&gt;, por exemplo), além dos tradicionais sambas e marchas irônicos e satíricos (como &lt;b&gt;Mulher Indigesta&lt;/b&gt;, &lt;b&gt;Tarzan&lt;/b&gt; e &lt;b&gt;Sem Tostão&lt;/b&gt;). Gosto muito, também, de &lt;b&gt;A B Surdo&lt;/b&gt;, uma parceria Noel-Lamartine Babo, sátira ao Futurismo de Marinetti e ao próprio Modernismo. Por falar nisso, como poeta, seja lírico ou satírico, acho Noel infinitamente superior aos "poetas marqueteiros" do Modernismo (os irmãos de Andrade). Enfim, poderia me estender bastante aqui comentando as músicas individualmente... talvez venha a fazer isso no futuro. De qualquer maneira, fica aí a dica da &lt;a href="http://www.revivendomusicas.com.br/" target="_blank"&gt;Revivendo Músicas&lt;/a&gt; (e olha que eu nem ganho comissão) para quem se interessar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Conclusão: Viva o mp3 e a Internet (e Noel também, naturalmente)!&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6756966-108182647388341739?l=opiniudo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6756966/posts/default/108182647388341739'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6756966/posts/default/108182647388341739'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://opiniudo.blogspot.com/2004_04_01_archive.html#108182647388341739' title='Revivendo... Noel!'/><author><name>Pedro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14345443172942115472</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6756966.post-108180786131546772</id><published>2004-04-12T19:10:00.000-03:00</published><updated>2004-04-12T19:43:13.340-03:00</updated><title type='text'>Mar de Fogo ("Hidalgo", de Joe Johnston)</title><content type='html'>&lt;img src="http://images.rottentomatoes.com/images/movie/allposters/153/810281_rt.jpg" align="left"&gt;Não entendo por que nego aqui no Brasil adora fazer palhaçada com os títulos dos filmes. Este é mais um caso. Quer dizer, pelo menos &lt;b&gt;Mar de Fogo&lt;/b&gt; é o nome da corrida do filme, mas o título original, &lt;b&gt;Hidalgo&lt;/b&gt;, que é o nome do cavalo, é muito mais bonito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O filme é, teoricamente, baseado na vida de um famoso vencedor de corridas de cavalo de longa distância (&lt;i&gt;endurance&lt;/i&gt;, não sei bem como traduzir), Frank T. Hopkins, e seu cavalo mustangue, Hidalgo. O enredo é basicamente uma corrida pelo Oriente Médio, em que Frank deve competir contra os fabulosos cavalos árabes, seus cavaleiros e vários caras malvados ao longo do caminho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A história em si é extremamente boba. Visualmente, porém, o filme vale a pena. Há seqüências belíssimas (outras nem tanto) e os figurinos são muito bonitos, pelo menos as roupas dos árabes. A trilha sonora também é muito boa (principalmente as músicas com influências árabes). Tirando a beleza visual e parte da trilha, porém, resta um filme de ação no máximo razoável.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Li em algum lugar (acho que n'O Globo) que esse é um filme para se ver no cinema. Concordo, e ainda digo mais: se não for para ver no cinema é melhor nem perder tempo vendo em casa, porque aí é que ele não vai ter graça alguma.&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6756966-108180786131546772?l=opiniudo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6756966/posts/default/108180786131546772'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6756966/posts/default/108180786131546772'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://opiniudo.blogspot.com/2004_04_01_archive.html#108180786131546772' title='&lt;a href=&quot;http://www.imdb.com/title/tt0317648/&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;Mar de Fogo&lt;/a&gt; (&quot;Hidalgo&quot;, de Joe Johnston)'/><author><name>Pedro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14345443172942115472</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6756966.post-108170565318682761</id><published>2004-04-11T14:32:00.000-03:00</published><updated>2004-04-11T14:59:13.843-03:00</updated><title type='text'>Book-A-Minute</title><content type='html'>Num antigo blog que eu tinha, várias pessoas chegavam através do Google buscando resumos de livros para poderem colar em seus trabalhos de Literatura na escola. Como eu sabia disso? Como se não bastassem buscas do tipo "policarpo+quaresma+resumo+critico" e coisas do gênero, volta e meia um deles me mandava um e-mail fazendo umas perguntas que pareciam ter sido tiradas diretamente de uma lista de exercícios. Acho que a maioria não deve ter se dado muito bem, já que minhas opiniões sobre Literatura são normalmente bem diferentes do que os professores esperam que seja respondido (um dia eu ainda coloco aqui minha teoria sobre Parnasianismo e Modernismo).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas, enfim, isso não era exclusividade do meu pobre blog. Basta ver a quantidade de sites com resumos e trabalhos prontos (alguns até fazem o trabalho sob encomenda a preços módicos). Enfim, todo mundo quer moleza.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nessa onda toda, surgiu um site fantástico, com um tom irônico e satírico, que é o &lt;em&gt;Book-A-Minute&lt;/em&gt;. São resumos de vários livros para quem "não tem tempo a perder". Até aí tudo bem. O detalhe é que os resumos são tão, digamos, resumidos, que normalmente são feitos com uma ou duas linhas. Mas é bem legal ver os resumos de livros que você já leu e perceber que, apesar de toda a ironia, até que fazem sentido! Por exemplo, o resumo do &lt;strong&gt;Hamlet&lt;/strong&gt;, de Shakespeare, é:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;center&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Hamlet&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Whine whine whine...To be or not to be...I'm dead. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;THE END&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/center&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sensacional. Seguindo a mesma linha, tem uma seção &lt;em&gt;Movie-A-Minute&lt;/em&gt;. O resumo de &lt;strong&gt;O Sexto Sentido&lt;/strong&gt; é:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;center&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Haley Joel Osment&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;I see dead people. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Bruce Willis&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Try talking to them. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Haley Joel Osment&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;It worked. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;THE END&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/center&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O endereço da página é &lt;a href="http://rinkworks.com/bookaminute/" target="_blank"&gt;http://rinkworks.com/bookaminute/&lt;/a&gt;.&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6756966-108170565318682761?l=opiniudo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6756966/posts/default/108170565318682761'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6756966/posts/default/108170565318682761'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://opiniudo.blogspot.com/2004_04_01_archive.html#108170565318682761' title='Book-A-Minute'/><author><name>Pedro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14345443172942115472</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6756966.post-108162347715473259</id><published>2004-04-10T15:57:00.000-03:00</published><updated>2004-04-11T14:58:07.653-03:00</updated><title type='text'>Elefante ("Elephant", de Gus Van Sant)</title><content type='html'>&lt;img src="http://shop.newline.com/kernel/imageload?table=cat_images;key1=15795_f_EN_;key2=15795_f_EN;key3=15795_f;key4=-100_f_EN;key5=-100_f" align="left"&gt;Muito já foi dito de Elefante, principalmente depois que recebeu a palma de ouro em Cannes. Um &lt;i&gt;pedigree&lt;/i&gt; desses certamente chama atenção, e causa certas cobranças, como a famosa frase "o filme não é tudo isso".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Resumidamente, é como se a história fosse o famoso massacre na escola Columbine contada de forma ficcional através de fatos cotidianos (e até banais) de diversos alunos. O enredo tem uma estrutura não-linear, o que, dentro do contexto, funciona bem. Já li algumas pessoas mais exaltadas falarem que é um uso genial e coisas do tipo. Acho que também não chega a tanto. Outras reclamam que esse recurso está na moda agora. Isso é verdade, mas acho que o seu uso foi bem feito e plenamente justificável.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No geral, achei o filme pretensioso e também cansativo (dura 1h20m, mas parece durar umas 3h). Apesar disso, gostei bastante. Um dos problemas é que ele abusa um pouco das cenas pretensamente poéticas (olhares, ventos, câmeras lentas etc.). Outro é a câmera acompanhando o andar dos alunos, algo muito cansativo depois de algum tempo. É um recurso interessante e até necessário dentro da estrutura da história, mas não deixa de ser tedioso, ainda mais porque é usado em quase 3/4 do tempo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A meu ver, o grande mérito do filme é adotar uma postura quase que abstrata com relação ao massacre dos estudantes, o que o torna, de fato, poético. Já li algumas discussões de pessoas que argumentam que o problema do filme é estereotipar os alunos (tanto os assassinos quanto os assassinados), e disso eu discordo completamente. Na minha visão, acontece justamente o contrário. Os estereótipos estão lá, mas eles não explicam nem justificam diferenças entre assassinos e assassinados, mostram, sim, que talvez qualquer um deles poderia estar no lugar do outro. Assim, de alguma forma, o filme parece não querer explicar o acontecimento nem doutrinar sobre o ocorrido (como é o caso do ótimo &lt;b&gt;Tiros em Columbine&lt;/b&gt;, de Michael Moore). Parece, no final, mais uma exposição melancólica da natureza humana do que qualquer outra coisa. É pretensioso e cansativo, mas nem por isso menos bonito e poético.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Comentários mais específicos do filme &lt;font color="red"&gt;(não leia se não tiver visto!)&lt;/font&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma das coisas polêmicas que li em discussões pela Internet, como disse acima, foi o fato de algumas pessoas acharem que o filme estereotipa os personagens. Mostra os assassinos como &lt;i&gt;nerds&lt;/i&gt; rejeitados, adoradores de Hitler e apreciadores de jogos de computador violentos. Isso não me parece coerente. Em primeiro lugar, na cena em que eles estão assistindo ao documentário sobre o Hitler, fica óbvio que eles não conhecem aquilo. "Esse é o Hitler?" não me parece uma pergunta muito apropriada pra um nazista fazer. Em nenhum momento eles demonstram qualquer conhecimento sobre o nazismo que justifique tal argumento, muito pelo contrário, parecem bem alheios àquilo. Para mim, a cena tenta mostrar, justamente, que eles nada tinham a ver com qualquer ideologia extremista. Outra coisa, a menina &lt;i&gt;nerd&lt;/i&gt; da escola, tão sacaneada quanto os próprios assassinos, é a primeira a morrer (outro toque sutil muito interessante). Os rejeitados estão entre os assassinos e os assassinados, não há uma tentativa de justificar o massacre como culpa exclusiva da sociedade. Mas, por outro lado, tudo leva a crer que há alguma culpa ali, de todos. Quanto aos jogos de computador... bem, um dos assassinos toca piano muito bem (&lt;b&gt;Für Elise&lt;/b&gt;, de Beethoven, numa cena muito bonita intercalada com imagens do jogo violento), isso significa que tocar piano também é característica estereotipada de assassino? Aliás, o fato de juntar as duas coisas (piano e jogo) na mesma cena, pra mim, mostra justamente essa falta de correlação (o que lembra um pouco o tema do título original do filme do Michael Moore, &lt;b&gt;Bowling for Columbine&lt;/b&gt;, em que reflete ironicamente por que o boliche também não foi considerado culpado de influenciar os assassinos). Pode-se argumentar que, ao fim da música, ele faz um gesto obsceno para a partitura (como se isso mostrasse que fora obrigado a estudar piano, e não o fazia por gosto). Não sei, mas a forma como ele toca, com todo o gestual e as expressões, mostra alguém que está realmente sentindo o que está tocando, e que está gostando. Talvez o gesto final seja mais um "foda-se" depois que ele errou a música, ou mesmo um desabafo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O fato de eu discordar dessas opiniões me faz pensar no mérito do filme em justamente deixar tudo um pouco em aberto. Outras interpretações são possíveis, admito, mesmo que eu não concorde com elas. Isso me faz gostar ainda mais do filme, porque mostra sua natureza não-doutrinária, o que é, para mim, um dos grandes méritos do diretor e roteirista Gus Van Sant.&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6756966-108162347715473259?l=opiniudo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6756966/posts/default/108162347715473259'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6756966/posts/default/108162347715473259'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://opiniudo.blogspot.com/2004_04_01_archive.html#108162347715473259' title='&lt;a href=&quot;http://www.imdb.com/title/tt0363589/&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;Elefante&lt;/a&gt; (&quot;Elephant&quot;, de Gus Van Sant)'/><author><name>Pedro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14345443172942115472</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6756966.post-108162337615514109</id><published>2004-04-10T15:55:00.000-03:00</published><updated>2004-04-11T14:57:34.560-03:00</updated><title type='text'>Arte</title><content type='html'> "Toda arte é absolutamente inútil."&lt;br /&gt;- &lt;em&gt;Oscar Wilde&lt;/em&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6756966-108162337615514109?l=opiniudo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6756966/posts/default/108162337615514109'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6756966/posts/default/108162337615514109'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://opiniudo.blogspot.com/2004_04_01_archive.html#108162337615514109' title='Arte'/><author><name>Pedro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14345443172942115472</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry></feed>
