Quarta-feira, Agosto 18, 2004

Ao Vencedor as Batatas

A ironia de Quincas Borba parece extremamente adequada para a cobertura dos jogos olímpicos. Claro que a imprensa se amarra num oba-oba, isso todo mundo sabe e nunca foi novidade. Mas a distância entre o céu e o inferno parece ser tão pequena para ser ignorada por quem está do lado de fora, que nossos condoreiros iluminados fazem questão de nos lembrar, mostrando que a distância entre um cara dedicado, bom moço, bom filho, filantropo, angelical e um outro revoltado, inconseqüente, vagabundo, preguiçoso, marginal se resume, apenas, ao resultado de uma determinada prova. Num centésimo de segundo, de repente, adjetivos viram abóbora. As batatas fazem, sim, uma enorme diferença.

E, como disse o próprio Machado de Assis, "mas será que essa gente [da imprensa] não percebe que Rubião teve as batatas mas não venceu nada?" (ou algo do tipo, não me lembro das palavras exatas e estou sem meu livro de cartas à mão).

Sexta-feira, Agosto 13, 2004

Frase da Semana

"Ultimamente até mulher anda pegando mais mulher do que eu!!!" - Sirius (vulgo Libanius, Emiradosarabesunidius, Israelius, Arabiasauditius, Jordanius, Iranius, Iraquius etc.)

Como eu comentei com o Luis, tive uma impressão muito parecida quando estudei na Letras. Convenhamos, pessoal... tem mulher que sabe pegar mulher muito melhor que homem.

Quinta-feira, Agosto 12, 2004

Mistérios da Segurança

Eu estava olhando as orientações da caixinha de pânico do Metrô, em que você pode se comunicar com a cabine em caso de emergência. Lá diz algo do tipo "fale claramente e siga exatamente as instruções que lhe forem dadas". Na boa, quem é que, em caso de um acidente ou coisa que o valha, vai conseguir chegar naquele bagulho e falar claramente? Não vou nem comentar a pretensão de querer que a galera siga exatamente as instruções que forem dadas, o que mais me impressionou foi o imperativo de falar de forma clara. Sim, claro...

Observações 485ísticas

  • Todo mundo é malandro no 485. Basta o ônibus parar no ponto para as pessoas se ensaboarem, passarem entre buracos pequenos, furarem fila olhando para cima ou para os lados como se nada estivessem fazendo, ou, simplesmente, empurrar mesmo, na maior cara de pau. Ver universitários, mestres e doutores fazendo esse tipo de coisa não deixa de ser uma observação interessante a respeito da fragilidade da dignidade humana.
  • Não existe feminismo no 485. Mesmo as mais indignadas com o machismo inconseqüente do "primeiro as damas" mandam às favas suas convicções e são as primeiras a esquecer os sutiãs queimados em praça pública. Querem mais é ser as primeiras e que se danem os outros.
  • Por que será que em início de período o 485 é sempre mais lotado? Será que as pessoas só aprendem a matar aula quando entram para a faculdade? Será que calouro gosta tanto de assistir aula assim?
  • Por falar em início de período, parece que sempre que o semestre começa, os papos mais freqüentes no 485 são vestibular e trote. Um geralmente na ida e, o outro, na volta.
  • Por que diabos sempre tem um amontoado de retardados na porta do ônibus se eles não vão descer no primeiro ponto? É tão difícil ser um pouquinho menos afobadinho?
  • Evite segurar a mochila (bolsa etc.) de uma mulher bonita no 485. Primeiro, porque ela vai se achar (em geral muito mais do que merece, por sinal). Segundo, porque ela vai te olhar como se você não estivesse fazendo mais do que a sua obrigação. E terceiro porque normalmente vai ser muito peso (principalmente se for do CCS).
  • É incrível, mas ainda existe gente que pega o 485 para ir a lugares como Laranjeiras, Botafogo e Leopoldina, mesmo em horários de pico. Pobres almas desinformadas. Já cansei de ver gente tendo de saltar no Catumbi por causa disso.
  • Um teorema famoso (Teorema do Perdeu Playboy) diz que a probabilidade de um 485 com ar condicionado (vulgo "Clima de Montanha") passar é diretamente proporcional ao tamanho do seu atraso. Um lema relacionado diz que p tende a 1.0 quando se trata de uma prova. E um corolário diz que ele vai estar lotado.

Domingo, Agosto 08, 2004

Orkutmania

Ultimamente tenho recebido convites para vários sites estilo Orkut. Antes mesmo da febre do Orkut existiam outros, é sabido. Mas não costumo me animar com a multiplicidade de novas ferramentas da Internet.

Mensagem instantânea é um exemplo... uso o ICQ há muito tempo, e nunca tive muita vontade de usar MSN e Yahoo Messenger. Conheço pessoas que usam os três simultaneamente... acredito que cada um tenha suas vantagens e desvantagens e que, de repente, é até vantajoso usar todos eles, mas não tenho tamanha disposição.

Meu comodismo, em geral, fala mais alto. Não me dá vontade de usar tantas coisas assim, ou mesmo motivação... uma só já me basta. De qualquer maneira, não acredito que todas essas redes sociais durem por tanto tempo assim.

Quarta-feira, Agosto 04, 2004

Algumas Coisas que me Deixam Puto (ou "Ainda as Rabugices")

* Gente que não dá descarga no banheiro. Foda-se se você tem nojo de tocar na descarga, eu tenho muito mais daquilo que você fez na privada.

* Gente que não lava as mãos depois de usar o banheiro. Outro dia eu estava feliz e contente no banheiro passando fio dental e escovando os dentes e, quando estou no final de tudo, ouço um sonoro "chuá" (o cara deu descarga, muito bem!) e a porta se abrindo. Não é que o vagabundo saiu do banheiro direto? Já seria nojento se fosse uma coisa, mas pelo tempo em que ele ficou lá, era outra! Depois daquilo eu fiquei com certo medo de apertar as mãos das pessoas.

* Nego que fica namorando o poste de ferro do metrô. Por favor, qual é a necessidade de agarrar aquilo, se esfregar e dizer "vem que você é meu"? Com 34095348967957349579563487563 de pessoas no vagão, sempre tem um fidasputa que resolve namorar com o poste e ainda fica puto se você tenta segurar. Então leva pra casa e enfia...

* Vagabundo que só sabe sentar de pernas abertas no ônibus. Hoje mesmo tinha um maluco ocupando quase duas cadeiras... e nada do safado recolher as pernas mesmo eu empurrando dum lado. Mas teve uma vez que isso aconteceu e era uma mulher (nesse caso nem há a desculpa anatômica).

* Gente que anda de lado, olhando para as vitrines (no Centro, ainda por cima) e esquecem de que existe um Universo inteiro em sua volta. E o pior: são normalmente as pessoas que reclamam quando acontecem trombadas, como se não tivessem qualquer culpa!

* Pessoas que andam com guarda-chuva aberto debaixo de marquises em dias de chuva e, ainda por cima, te empurram para fora com suas armas pontiagudas.

* Caras que saem correndo para pegar o metrô que está chegando na estação mesmo sem terem comprado ingresso. Será que eles não percebem o quanto isso é estúpido? Cara, você ainda não comprou a porra do ingresso, é humanamente impossível conseguir pegar esse trem, espera o próximo!!!

Segunda-feira, Agosto 02, 2004

Festas Jun(l)inas

Agora que o período passou, creio que já posso escrever a respeito. Julgo ter um certo trauma desse tipo de festa. Nada muito importante e, tampouco, compreensível. Bobeira das maiores, mesmo. Mas pequenas histórias são feitas de coisas irrelevantes pois, do contrário, viram tema de livro de filosofia ultra-neo-pós-platônico-nietzscheniano-kantiano-agamenonmendespedreiriano ou então já teriam sido um esquete do Monty Python. Como tais possibilidades não se aplicam a este caso...

Lembro-me, criança, quando morava em frente à igreja de São Judas Tadeu, no Cosme Velho, das festas jun(l)inas que lá aconteciam. Da visão das paredes queimadas e do cheio das velas que tais queimaduras provocavam. A sensação era de estar numa catacumba, participando, ao vivo e a (falta de) cores, de um filme de terror.

Para piorar, quando se é o mais novo entre a turma, tudo vira um filme de terror, independente do cenário. Experimentem participar de um "pique-rasteira" em tais condições cinematográficas (ainda mais à revelia). Cair de cara na cera também não chega a ser uma experiência das mais edificadoras da nossa existência.

Igrejas em geral são cenários assustadores. Não só pela composição de masmorra como, também, pelas figuras sacras. Esculturas que transbordam em expressões de dor, sofrimento e tristeza encaradas por olhos com 6 ou menos anos de vida são perturbadoras. Olhares reprovadores, intensos, quase agressivos, como se lhe desejassem culpar de algo pelo que você nem teve tempo de ser culpado. Julgado e sentenciado pelas obras divinas, que maneira de começar a encarar religião tão novo na vida. Mas se a canjica estiver boa, pelo menos a coisa melhora um pouco de figura.

E, no final das contas, as festas jun(l)inas em nada são culpadas de tais traumas. Embora a associação do cheio de vela queimada com bandeirolas não deixe ser instintiva. Culpe-se o Papai Noel pelos 40 graus do verão e estaremos todos quites.

Domingo, Agosto 01, 2004

Fahrenheit 11 de Setembro ("Fahrenheit 9/11", de Michael Moore)

Acho que a coisa mais difícil de falar sobre esse filme é o nome... nunca sei como escrever "Fahrenheit", desde os tempos das aulas de Física no colégio. Por falar no título, alguém sabe por que diabos o título em português não ficou "Fahrenheit 11/9"? Que coisa lamentável...

Michael Moore sabe muito bem como manipular as informações para seu proveito e também se utiliza constantemente de apelos ao emocional do público para emendar as mensagens que deseja passar. Já havia feito isso (até de maneira exagerada) no excelente Tiros em Columbine, e volta a fazê-lo neste.

Mas se alguém merece os créditos pelos melhores momentos deste filme, este alguém é George W. Bush. Chega a ser doloroso ouvi-lo falando suas idiotices... vendo-o por alguns segundos você já fica com a impressão de que ele é um retardado mental (no sentido literal), um autista, sei lá.

Além dos momentos de palhaçada involuntária do incapaz Bushinho, o filme ainda faz algumas denúncias muito graves ao alto escalão do governo que giram em torno, basicamente, da grana dos árabes (aí incluída a família Bin Laden) aplicada em bancos, empresas e governo americanos. A cena da embaixada saudita é memorável.

E como sempre faz, Moore também dispara contra a imprensa, inclusive dando um tapa na cara do orgulho de liberdade dos americanos: "ainda bem que vivemos num país em que a imprensa é livre para falar o que quiser" é uma das ironias mais fortes do filme que pode passar despercebida, mesmo com as imagens explícitas que a seguem.

Algumas declarações dos soldados americanos também são chocantes, não só as do tipo "rambo" ou "eu sou fodão" como as que soam como crianças indefesas e perdidas. Interessante ver o ponto de vista dos peões do xadrez e ver como elas diferem tanto de um momento para outro da guerra.

Achei o filme muito bom, embora não tenha gostado do apelo sentimental que, volta e meia, Moore lança mão para passar sua mensagem democrata. Mas este tipo de filme é necessário, não apenas para o público americano como, também, para todo mundo. E esse tipo de cara chato como o Moore também é fundamental para qualquer democracia, ainda que os EUA pareçam se considerar uma democracia ditatorial por designação divina incontestável.

Quinta-feira, Julho 29, 2004

Férias

Inspirado pela época do ano, resolvi me dar férias nesta semana final de julho. Tão logo agosto chegue eu estarei de volta com as minhas baboseiras de costume...

Enquanto isso, aproveitem para se cadastrar no maior endereço de e-mail do mundo, é gratuito (dica do Nemir).

OBS: Maldito Blogger... mudaram a porcaria da interface de publicação e agora tá tudo bagunçado e sem funcionar direito no Firefox, já perdi alguns posts por causa disso (inclusive este, que estou digitando pela terceira vez, ainda bem que é pequeno). Bem que eu desconfiava, eles estavam mudando a toda hora até encontrar uma maneira de só fazer funcionar no Exploder. Malditos sejam, que queimem eternamente no inferno!

Domingo, Julho 25, 2004

Os Embalos de Sábado à Noite (ou seria "Domingo de Manhã"?)


Schumacher e sua imitação de John Travolta.

Quinta-feira, Julho 22, 2004

Da Série "Rimas Idiotas" (ou "Crianças, Não Tentem Fazer Isso em Casa")

"They told me he was bad
But I knew he was sad
"

- G. Morton, J. Barry, E. Greenwich in The Leader of the Pack (gravação The Sangri-Las, 1964).

Esse é o exemplo clássico da rima mal feita, preguiçosa e acochambrada. A idéia construída ao longo da estrofe é mostrar que os conhecidos do eu-lírico estavam tentando convencê-la de que o rapaz por quem ela se apaixonara não era dos melhores, o que culmina com a frase they told me he was bad. Sem saber o que rimar com isso, os compositores da música sacaram um but I knew he was sad que, não só soa ridiculamente infantil e forçado como, também, não tem qualquer desenvolvimento para o resto da música! Poderia-se dizer que, no fundo, o segundo verso indica que o rapaz era um rebelde incompreendido e que, por isso, sentia-se infeliz por dentro contra a sociedade que o julgava e o discriminava. Mas, não! Isso nem sequer é mencionado depois, que é pra ficar claro como essa rima foi totalmente forçada. Por outro lado, se o objetivo era criar um clima "redação de primário", devo reconhecer que o sucesso foi absoluto.

E até que a musiquinha não é das piores, com alguns elementos interessantes, como o coro não tradicional e a adição de motos e outros efeitos sonoros para compor a melodia. Mas não tem rimas das mais inspiradas, como pudemos notar pelo exemplo acima.

Quarta-feira, Julho 21, 2004

"So foul and fair a day I have not seen"

E a profecia se concretiza...
Mas não haverá bruxas em tal caminho, isso eu posso garantir!

Terça-feira, Julho 20, 2004

Pergunta do Dia

Por que as pessoas que andam com guarda-chuva em dias de chuva fazem questão de andar embaixo das marquises e, pior ainda, expulsar aqueles que não têm guarda-chuva debaixo dela com suas armas pontiagudas ameaçadoras para que fiquem totalmente encharcados?

Hoje, uma simpática senhora de idade quase me cegou com sua arma afiada.

Segunda-feira, Julho 19, 2004

Homem Aranha 2 ("Spider-Man 2", de Sam Raimi)

Este é um daqueles filmes que muitas pessoas têm vergonha de gostar e, por isso, ficam inventando mil desculpas como uma forma de justificar o porquê de terem gostado. Não creio que isso seja necessário porque simplesmente não vejo nada de errado em afirmar que Homem Aranha 2 é, de fato, um bom filme. Na minha opinião é melhor que o primeiro, o qual achei apenas razoável.

Não vi muitas relações shakespearianas no enredo, como afirmou o crítico do GloboOn, até porque acho que, da forma como ele colocou, qualquer filme sobre qualquer dúvida a respeito de qualquer assunto seria uma influência de Hamlet e o tão batido "ser ou não ser" (mas isso já é outra história).

De maneira geral, achei o filme bem feito e realizado, conseguindo quase sempre escapar das obviedades e garantindo uma diversão inteligente. As atuações também seguram muito bem a onda da história e o roteiro é muito bem feito dentro do estilo em que se propõe. Só não gostei tanto dos efeitos especiais. Para a quantidade de dinheiro que gastaram e pelo que falaram tanto por aí, achei meio fraco. Em muitos pontos ficou parecendo um jogo de Playstation (e isso não é elogio).

Mas para mim não importa se é um filme de efeitos especiais, sobre super-herói ou blockbuster de verão, muito menos as influências pseudo-shakespearianas sobre Peter Parker. O que me interessa é que é um filme legal de que gostei e que vale a pena ser visto.

Quarta-feira, Julho 14, 2004

Traduções, Versões e Agressões

Meu pai é jornalista, mas desde antes de eu nascer que ele faz traduções, muitas das quais bastante difíceis, indo desde o coloquial dos quadrinhos até romances com o inglês australiano do século XIX. Como cresci acostumado a ver todo o tipo de dificuldade em traduções, passei a, de certa forma, respeitar esse tipo de trabalho e até mesmo tolerar certos abusos que os tradutores cometem por vezes.

Mas tudo tem seu limite. Não suporto tradução de poesia que quer manter ritmo e rima. Isso, pra mim, não só é uma pretensão e uma ingenuidade como, principalmente, uma agressão à obra original, uma falta de respeito. Por exemplo: no momento estou lendo o Cyrano de Bergerac e várias das suas falas são em versos alexandrinos. O tradutor lança mão de cada subterfúgio esdrúxulo para manter a métrica e as rimas que, muitas vezes, eu não consigo prestar atenção no texto (até porque, de certa maneira, o que estou lendo não tem muito a ver com o que Rostand escreveu). Há desde coisas apenas incômodas, como o uso de palavras meio idiotas só para compor rimas ou a falta de coerência no estilo (por exemplo, uso de "pra" e "para" na mesma fala, dependendo da necessidade da métrica), até problemas graves, como o uso de segunda pessoa do plural no tratamento de uma criança. É muita apelação pro meu gosto!

E a coisa não melhora muito quando poetas consagrados se metem a fazer traduções de poesia, pelo contrário, tudo tende a piorar. Machado de Assis e Fernando Pessoa fizeram horrores como O Corvo (The Raven), de Edgar Allan Poe. A tradução do Machadão chega a ser ridícula. A do Pessoa é até boa dentro de tais limitações, mas é muito fraca justamente por macular o texto original e iludir o leitor, fazendo-o crer que está lendo uma coisa totalmente diferente. Inclusive a versão da edição da Aguilar de obras completas do Poe, que é de um tradutor de cujo nome não me lembro mas não é um poeta famoso, é a melhor das três, e ainda assim é forçada e dispensável. Puxa vida, como manter o mesmo ritmo se as línguas anglo-saxãs têm uma forma completamente diferente de fazer métrica em poesia em comparação às latinas??? É incoerência na própria essência.

Aliás, isso não acontece apenas em poesia... ainda me lembro da minha mãe vociferando contra o Drummond (ou o Quintana, não lembro) por causa de uma tradução de Proust. Ela dizia que teve um parágrafo que ele simplesmente inventou a história, só porque provavelmente não sabia como traduzir, tal era a complexidade do texto. É por essas e outras que é arriscado ler traduções de bons escritores pois não têm o menor pudor em colocar para funcionar seu talento e macular ainda mais a obra original.

Não vou nem entrar na questão de tradução da tradução, pois se em prosa isso já é temerário, em poesia, então, chega a ser cômico. Telefone sem fio, sabem como é? Pois é... Mas por que será, oh por quê?, que as pessoas ainda insistem em traduzir poesia com a pretensão de manter rimas e métrica?